sábado, 19 de dezembro de 2015

O sepultamento de Adão e Eva

Quero nesse artigo comentar de uma forma não habitual o sepultamento, espiritual, de Adão e Eva.

Todas as vezes que me referi à morte de Adão e Eva, estou me referindo à morte espiritual.

Gosto muito de um usar um recurso didático, que é o de fazer, você leitor, imaginar-se participando dos acontecimentos. Pois bem vamos lá. Enquanto você lê, gostaria que você fosse comigo imaginando a cena que tentarei descrever: Imagine o encontro de Deus com Adão, Eva e Satanás ainda no jardim.

Você por certo já viveu algo bem parecido em sua infância, se é que teve irmãos de idade parecida. Você lembra de quando vocês faziam alguma molecagem e depois seus pais descobriam, vocês tinham de se explicar, era aquele jogo de empurra, cada um tentando se livrar da culpa colocado-a no outro? Deve ter sido algo bem parecido você não acha?

Depois de estabelecido as culpas dos três, Deus conduz Adão e Eva para fora do paraíso. Vamos deixar nossa mente imaginar essa triste caminhada.

Vejo  Deus pegar Adão e Eva pela mão, um de cada lado, e começar a andar em direção ao portão de saída. Note, o semblante dos dois, cabisbaixos, tristes como crianças, sendo levadas pelos pais para receberem o castigo. Os dois, por certo, nessa trajetória, enquanto caminhavam, tiveram tempo para pesar de forma bem rápida: "E agora como será nossa vida?" Eles, talvez, não tinham a noção da conseqüência de seus atos.

Enquanto caminhavam em direção ao portão, passando por entre as árvores, que Deus havia plantado para eles, devem ter levantado os olhos, girando um pouco a cabeça para um dos lados, de forma bem tímida, e "ouvindo essas mesmas árvores falando” para eles:  “ Que é isso que vocês fizeram? Vocês arruinaram não só a vida de vocês mas a nossa também! Vocês viram o que Deus falou? Agora todas nós vamos sofrer por vocês terem desobedecido.” Aumentando assim  o sofrimento de ambos.

A cada passo que davam em direção ao portão, maior era a expectativa de ambos, lá a frente já se via o portão quando eles, “ouviram” mais uma reprimenda por seus atos e dessa vez foi a própria terra da qual tinham se formados que diz: “ Que falta de gratidão! Forneço a matéria prima para formar vocês e é isso que recebo em troca? Veja o que vocês fizeram! Agora nascerá de nós espinhos e todo tido tipo de erva daninha! Teremos terremoto e todo tipo de catástrofes, vamos sofre horrores por vocês terem desobedecido a Deus.

Após essa caminhada, enfim chegaram ao portão, é hora de despedir, é hora de dizer adeus ao paraíso, é hora de enfrentar as conseqüências de seus atos. Ainda fazendo um exercício de imaginação posso ver os dois, como crianças num ato de desespero, se agarrando aos “pés” de Deus como uma última tentativa, para não irem para o castigo. Mas não havia como não pagarem pela desobediência cometida contra  Deus. Então Deus abriu o portão e os colocou para fora trancando o portão.
Ainda vejo Adão, cabisbaixo, segurando a mão de Eva indo em frente, sem saber direito para onde ir, levantando os olhos, olhando para trás,  por cima do ombros para não mais voltar.

Nossos primeiros pais escolheram seguir a voz de Satanás do que a de Deus continuando assim até hoje, o homem prefere seguir a voz de Satanás e não a de Deus.

Mas Deus sendo rico em misericórdia disse a nossos primeiros pais que ele providenciaria um meio para que o castigo tivesse fim, mandou seu Filho para nos “tirar do castigo”.

Tal como fez com nossos primeiros pais, dizendo a eles que, se eles seguissem sua voz, eles viveriam eternamente no paraíso, ele o faz conosco hoje.

Ele está dizendo a nós hoje: Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei (Mateus 11:28).

Ouça a voz de Deus vá a ele, agora mesmo, e saia do castigo.


sábado, 21 de novembro de 2015

Porque todos pecaram e carecem da glória de Deus...

É muito interessante pensarmos do ponto de vista em que a Bíblia diz que todos carecem da glória de Deus.

Um dos sentidos do verbo carecer é o de necessidade de ajuda. Quando usamos esse verbo com esse sentido, não nos é possível determinar a intensidade dessa ajuda, se pouca, se muita ou até total. O que determina a intensidade dessa ajuda é a nossa incapacidade de realizar aquilo que nos propomos a fazer.

Quando nossos primeiros pais pecaram, arrastaram toda a raça humana para a condição de pecadores, mas até onde esse pecado veio nos limitar a agir para que careçamos da glória de Deus?

A falta dessa compreensão tem feito estrago em nosso relacionamento com Deus, uma vez que o homem acha que é capaz de fazer alguma coisa para consertar o erro cometido lá no paraíso.

E por que o homem pensa assim?

A ação do pecado no homem o impactou em dois sentidos: no sentido da intensidade e no sentido da extensão; deixa-me explicar melhor: O homem, hoje, tem a capacidade de realizar atos que chamamos de “bons”, exemplo: acudir a um necessitado, como o “bom samaritano”, contudo, essa ação está contaminada. É como se pedirmos a um mecânico, com as mãos todas sujas de graxa, para pegar um pano branco e nos entregar, esse pano virá sujo de graxa mesmo que seja em um pequeno ponto, mas mesmo assim sujo.

Nesse sentido temos a extensão da ação do pecado no homem fazendo com que tudo o que ele faça não seja perfeitamente bom, pois, estará contaminado pelo pecado.

No sentido de intensidade, Deus colocou um limite, fazendo com que o homem não tenha todo o poder de ser mau.

A má compreensão da extensão da ação do pecado em nossa vida é que nos tem prejudicado em nosso relacionamento com Deus.

Ouço de alguns amigos quando conversando sobre a nossa salvação o seguinte: Ah! Se Deus achar que eu mereço, ele vai me salvar.

Essa maneira de pensar demonstra que quem assim pensa, pratica ações com o intuito de alcançar a graça de Deus, sem se dar conta de que suas ações não podem alcançar a graça de Deus, uma vez que elas estão contaminadas pelo pecado.

Então! Estando contaminado pelo pecado e carente da graça de Deus como posso ser alcançado por essa graça?

Só existe uma maneira para que essa graça seja aplicada a nós. Somente com a ação do Espírito Santo nos habilitando para cremos em Jesus como nosso Salvador.

Se você ainda está tentando fazer algo com esse fim, pare e suplique a Deus para que você seja habitado a crer que essa graça não se alcança pelos nossos esforços e sim que ela, nos é, aplicada pelo seu Santo Espírito.

   

sábado, 24 de outubro de 2015

Autossuficiência

Marc.: 10: 17 - ... Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?

Quero nesse artigo comentar um erro que comentemos e que nos trás grandes transtornos. Refiro-me à nossa autossuficiência.

Para começar, trago o exemplo bíblico de um jovem rico, narrado no Evangelho de Marcos. Esse jovem se aproxima de Jesus e pergunta o que ele deveria fazer, além do que já fazia, para herdar a vida eterna. Jesus pergunta se ele cumpria as leis que Moisés havia recebido da parte de Deus; então o moço responde que desde a sua juventude ele cumpria todos os mandamentos. Me chama a atenção que Jesus não o contradiz, pelo contrário, confirma sua resposta dizendo a ele que faltava só mais uma coisa.

Aquele jovem acreditava que ele poderia fazer alguma coisa para que alcançasse a salvação, contudo, saiu frustrado com a resposta de Jesus. Ele ouve de Jesus que deveria vender todos os seus bens, distribuir aos pobres e depois segui-lo.

Em outras palavras, Jesus disse àquele jovem que ele não deveria confiar em si mesmo ou no seu dinheiro, mas deveria viver na dependência dele.

Outro exemplo bíblico, agora no livro de Atos capítulo 8 versículo 18, é de um homem chamado Simão na cidade de Samaria, o qual ao ver os Apóstolos orarem impondo as mãos e as pessoas recebendo o Espírito Santo ofereceu dinheiro aos Apóstolos, para que ele tivesse o mesmo poder dos Apóstolos. Ele julgava que, para ter esse poder ele deveria fazer algo. O problema é que ele não sabia de onde vinha este poder. Ele não sabia que esse poder era uma dádiva recebida e que só a recebia quem Deus quisesse dar.

Quero ainda trazer outro exemplo bíblico, agora um exemplo de como devemos proceder.

Havia na cidade de Cafarnaum, um centurião que tinha um de seus criados enfermo e, quando Jesus entrou na cidade, ele foi até onde estava Jesus e suplicou cura para seu servo. Jesus prontamente se dispôs ir à sua casa a fim de curar seu servo. O centurião logo respondeu a Jesus que ele não era digno de que Jesus fosse à sua casa e que bastava uma ordem de Jesus e seu servo ficaria são, tal era a fé e a dependência dele, que Jesus ficou admirado e atendeu seu pedido.

Quantos de nós temos levado a vida como se tudo dependesse nós, quantos tem vivido acreditando que são capazes tudo? Há aqueles que acreditam que a salvação de suas almas depende deles, depende de suas ações.

Os exemplos acima nos mostram que os dois que julgavam poder fazer alguma coisa, foram frustrados em seus intentos. Contudo, o que foi a Jesus na dependência dele, alcançou a benção que procurava.

Caro leitor se não aprendermos essa lição, nós continuaremos procurando algo que possamos fazer para sermos salvos.

Só uma ação nos basta: Ir a Jesus crendo que não temos capacidade de fazer o que quer que seja para nos salvar, mas que só ele pode nos salvar.


sábado, 26 de setembro de 2015

Carta a meu futuro neto(a)

Ainda não sabemos se você será neto ou neta, mais isso não tem importância para mim. O que importa, é que você já está chegando.

Você ainda não pode me responder, pois, só tem seis semanas e com isso, só pode ouvir. Não sei, se é seu pai ou sua mãe, quem está lendo, esta carta, entretanto, eu tenho algumas coisas para falar e quero que você preste bem atenção na leitura dessa carta ok?

Esse nosso primeiro bate-papo, vai ser meio estranho, pois, só eu posso falar, eu tenho tanta coisas para contar para você da sua mãe..., que você vai dar muitas risadas, mas isso eu vou deixar para mais tarde. Por hora vou lhe dizer algumas coisas, que para mim são as coisas mais importantes que tenho para lhe dizer.

Quando você nascer, você vai trazer muita alegria para todos nós, vai ser difícil segurar sua vó Liana, ela vai querer ficar com você no colo 25h por dia, igual ela fazia com sua mãe.

Desde que seus pais começaram aprontar sua chegada, tenho orado por vocês, principalmente por você, sabe por quê?

Sei que o que vou lhe dizer não é muito fácil de entender, se precisar, depois eu explico de novo.

Você é um presente de alguém que eu amo muito e que seu nome é Deus, é ele que está trazendo você ao mundo, pois só ele tem poder para isso.

Tenho pedido a Deus para que ele, já lhe dê um coração transformado, já tenha escrito seu nome, que eu ainda nem sei qual vai ser, no livro da vida. Esse livro é o que tem os nomes daqueles por quem Jesus morreu.

Você deve estar perguntando quem esse Jesus? Ele é o Filho de Deus, que morreu na cruz por mim e por você, é crendo nele, que vamos para o céu e aqueles que não creem vão para o inferno, sei que deve estar muito difícil para entender, como eu lhe disse, entretanto, é muito importante você saber disso desde já, pois, disso depende o destino de sua alma e é por isso que tenho orado por você.

Você deve estar pesando assim: Esse meu avô é muito doido! Vê se isso é hora de eu saber isso!

Outra coisa que quero que você saiba, é que temos um livro onde Deus mandou escrever, aquilo que ele quer que saibamos. Nesse livro aprendemos como ele é, e como ele quer que sejamos, pois bem, nesse livro, que tem o nome de Bíblia, ele nos manda ensinar as crianças, desde novinhas, o caminho por onde ele quer que passemos para que você nunca se desvie dele, é por isso que já estou lhe falando essas coisas.

Quanto ao seu avô ser muito doido, nisso você tem razão, ele não é só doido não, ele doidão, você vai ver quando eu lhe ensinar algumas molecagens. Disso eu sei que você vai gostar e eu também.

O seu pai vai te ensinar a tirar 10 em todas as provas da escola e sua mãe vai te ensinar as pivetagem que ensinei a ela.

Até a próxima, ou então até o dia de sua chegada, não sei qual será primeira.

Um forte abraço do seu avô doidão.

Maurício
 

   

sábado, 19 de setembro de 2015

Aprendi

Filipenses 4:11  Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação.

Ouvi o sermão de Spurgeon de número 320 pregado em 25 de março de 1860 o qual tem como texto base o versículo acima.

Quando, Spurgeon, se deteve por um breve momento na palavra “aprendi” a minha mente começou a trabalhar se fixando em algumas particularidades dessa ação de aprender que quero compartilhar com você, caro leitor.

Primeira – Quem confessa que aprendeu, confessa também que não sabia.

O Apostolo Paulo era um homem que gozava de status, pois, era um soldado de alta patente, um centurião do exercito romano, consequentemente era cidadão romano, era também um homem culto e por certo, o Apostolo estava acostumado com pompa, com fatura e a frequentar a alta sociedade.
Quando escreveu aos filipenses ele estava numa situação completamente oposta a que ele vivia, ele estava preso e com carências múltiplas. Que antagonismo!

Segunda – Quem foi seu professor?

No livro de Atos capítulo 9 encontramos a conversão do Apostolo Paulo e no versículo 16 o Senhor Jesus diz que mostraria a Paulo o quanto importava sofrer pelo nome dele.

Terceira – Que métodos didáticos foram usados?

Ainda no livro de Atos encontramos Paulo, o então centurião, presente ao apedrejamento de Estevão. Um pouco depois, lemos que ele entrava nas casas, dos novos convertidos, e arrastava para o cárcere homens e mulheres e, ainda mais a frente, vemos que ele se dirigiu ao sacerdote e solicitou carta para as sinagogas de Damasco, a fim de que, caso achasse os que seguiam a Jesus, os prendesse. Entretanto, agora era ele que estava preso por seguir a Jesus.

Quarta – Quais as mudanças provocadas pelo aprendizado?

No ensino, existe a premissa de melhorar o ser humano. No âmbito da espiritualidade do homem, o ensino tem por objetivo fazer com que este tenha um melhor relacionamento com Deus. No caso do Apostolo Paulo, o efeito do aprendizado é de tal maneira evidenciado, que o transformou de perseguidor a perseguido, a ponto dele mesmo dizer que embora estivesse encarcerado estava contente.

Quanta falta nos tem feito dizer, com convicção, “aprendi”, principalmente em nossa vida espiritual. Digo isso, pois, basta olhar para as mudanças que ocorreram em nossas vidas para concluir que não temos aprendido.

Responda:
O que você tem aprendido?
Quem tem sido seu professor?
A resposta a essas perguntas é a sua relação com Deus, Como ela está?
  


   

sábado, 22 de agosto de 2015

Confissão de pecado

Quero, nesse artigo, comentar o sermão de número 113 pregado, pelo Rev. Spurgeon,  na manhã do domingo de 18 de janeiro de 1857, neste sermão o Rev. nos fala de cinco espécies de pecadores.

O primeiro tipo de pecador apresentado é o representado por Faraó. Em uma das vezes que Moises e Arão se apresentaram a Faraó, na tentativa de retirar o povo do Egito, não encontrando êxito, disseram a Faraó que Deus haveria de fazer chover granizo de tal forma que nunca houvera acontecido. Após a chuva, Faraó mandou chamar a Moises e disse a ele: “Esta vez pequei; o SENHOR é justo, porém eu e o meu povo somos ímpios.”

Veja que tipo de pecador é representado aqui por Faraó. Existe o pecador que sabe que pecou, contudo, não há em seu coração lugar para o arrependimento. Esse tipo de pecador é aquele que, diante de uma situação de calamidade em sua vida, reconhece que tem vivido de maneira errada e suplica a Deus, socorro e logo após passar o temporal ele se volta de maneira ainda mais obstinada ao pecado.

O segundo tipo de pecador apresentado é o representado por Balaão. Quando da travessia do deserto, o povo de Israel deveria passar pela região dos moabitas. O rei Balaque tendo conhecimento dos prodígios que Deus fizera pelo seu povo, mandou chamar a Balaão para que amaldiçoasse esse povo, pois estava com medo do que poderia acontecer com ele e com seu povo.

Balaão subiu em um monte viu o povo, contudo, Deus havia lhe prevenido que não amaldiçoasse ao povo. Obedecendo a ordem de Deus, ele provocou a insatisfação no rei Balaque. Porém, ao descer do monte, Balaão disse ao rei que ele não conseguiria vencer aquele povo na batalha e o único caminho era fazer o povo pecar contra Deus. Isso está registrado no livro do Apocalipse capítulo 2 verso 14: “Tenho, todavia, contra ti algumas coisas, pois que tens aí os que sustentam a doutrina de Balaão, o qual ensinava a Balaque a armar ciladas diante dos filhos de Israel para comerem coisas sacrificadas aos ídolos e praticarem a prostituição.”

Esse tipo de pecador é daqueles que conhece a Deus, sabe que não pode pecar, contudo, ele não só peca como ensina a pecar, ele instiga aos outros a se afastarem de Deus.

O terceiro tipo de pecador apresentado é o representado por Saul. O povo de Deus, agora já na terra prometida, está diante de um inimigo para guerrear, contudo, o profeta Samuel havia dito para o Rei Saul que ele deveria esperá-lo para que ele oferecesse sacrifício a Deus antes da peleja. O rei Saul não procedeu como o profeta lhe havia dito e ofereceu, ele mesmo, sacrifício a Deus. Quando o profeta chegou, o Rei Saul vendo que fizera errado, tenta colocar a culpa no próprio profeta.

Esse tipo de pecador é aquele que reconhece que pecou contra Deus, contudo, não se arrepende como também arruma uma desculpa para ter agido daquela maneira. Saul representa todos aqueles que vão para onde o vento soprar. Ele está sempre pronto para solicitar por socorro a quem lhe parecer melhor. A comprovação dessa característica de Saul é que um pouco mais a frente no relato bíblico, encontramos Saul consultando uma necromante.

O quarto tipo de pecador apresentado é representado por Acã. Deus havia dito a Josué para que ninguém do povo de Israel pegasse despojo algum dos habitantes de Jericó; entretanto, Acã não obedeceu à ordem e pegou uma capa babilônica, duzentos siclos de prata e uma barra de ouro escondendo-os em sua tenda.

Acã representa aquele pecador que conhece a Deus, sabe que não pode agir contrário à sua vontade e mesmo assim o faz, e logo após agir contrariamente à vontade de Deus, ele tenta esconder sua ação de Deus e dos homens. Esse tipo de pecador consegue viver com seu pecado oculto como se nada tivesse acontecido, contudo, ao chegar a seu leito de morte transforma-se em um arrependido fervoroso.

O último tipo de pecador, apresentado pelo Rev. Spurgeon, é representado pelo “filho pródigo”. Esse tipo de pecador é aquele que é convencido, pelo Espírito Santo, de seu pecado e é levado pelo mesmo a suplicar, a Deus, perdão.

Esse tipo de pecador é o que recebe perdão por parte de Deus.

Você que lê esse artigo, que tipo de pecador você é?

Se você ainda não é do tipo do “filho pródigo” suplique agora a Deus que o faça um “filho pródigo” só assim você alcançará perdão para seus pecados.


sábado, 25 de julho de 2015

Porque oro ll



No artigo anterior terminei com a pergunta: Por que oro então?

Até assistir o filme “terra das sombras” eu dizia, não de uma forma desrespeitosa, mas com muito temor: “não quero nem saber o que Deus faz com a minha oração, oro porque é uma ordem”.

Eu entendo, que tudo na Bíblia, que diz respeito às minhas atitudes, quer dizendo para eu fazer ou para eu não fazer, como uma ordem, não entendo que a Bíblia me dê opção de comportamento.

Tendo esse conceito, é que entendo que a oração não facultativa em minha vida, por isso entendo que orar é uma ordem e não facultativo, orar só quando estou em perigo ou doente ou ainda necessitando das benesses de Deus, não creio que seja uma prática recomendada pela Bíblia.

Em sua grande maioria, as pessoas estão fazendo da oração uma espécie de amuleto. Tal qual os supersticiosos acreditam que o trevo de 4 folhas lhes trará a sorte, assim tem sido com a maioria das pessoas, elas oram e acham que só pelo fato de terem orado tudo está resolvido conforme suas orações. Tais praticas, tem feito com que essas pessoas depositem a fé na oração, na forma como ela é feita e não em Deus.

A oração é oportunidade de a criatura se relacionar com seu criador, é nesse relacionamento que a criatura reconhece a sua insignificância e a majestade de seu criador, é nesse relacionamento que a criatura apresenta a seu criador as suas necessidades, não disse um BMW zero, disse o pão de cada dia, pois, foi assim que o Senhor Jesus ensinou a seus discípulos. 

Ao desenvolver meus pensamentos, nesse momento me veio um exemplo que deve ilustrar bem o que quero dizer: Certo sábio tinha seus alunos e certo dia um deles o perguntou que deveria fazer para se tornar, também, um sábio. Estava ali perto um tonel cheio de água, dois chegaram bem perto dele, o sábio com um movimento súbito pegou a cabeça daquele jovem e mergulho no tonel e o segurou até que ele se debatesse por falta de ar. Ao soltá-lo, o sábio respondeu: Você tem procurar a sabedoria tal como você procurou ar para respirar.   

A partir do momento em que entendemos que a oração está para nossa alma assim como o oxigênio está para o nosso corpo é que entenderemos a necessidade de orarmos.

Quando, C.S. Lewis, disse que sua alma tinha necessidade de orar, possivelmente era esse o conceito que ele queria dizer, possivelmente ele estava dizendo que sua alma tinha uma necessidade de orar de tal maneira que ele não conseguia ficar sem orar. 

Quando assistia o filme fiquei maravilhado com o que acabara de ouvir, quão doce me soou os ouvidos essa frase. Escrevo esses dois artigos tendo no coração o desejo que você que lê possa também aprender que a oração é uma necessidade de nossa alma e não uma opção para falar com Deus.

Você já orou hoje?

sábado, 20 de junho de 2015

Porque oro

Assisti o filme “Terra das Sombras”, que aproveito a oportunidade para indicar. O filme narra um episódio da vida de C.S. Lewis. Nesse filme, ele diz uma frase que há muito tenho procurado dizê-la, entretanto, não sabia como era a frase: ”Rezo porque a necessidade transborda em mim, acordado ou dormindo. Não incide sobre Deus incide sobre mim”.

Nesse artigo quero comentá-la.

Começo fazendo uma pergunta, que pode parecer simplória, mas espero demonstrar que não é bem assim.

Deus está a espera de minha oração para agir a meu favor?

Hoje em dia, vemos e ouvimos vários pregadores, em suas mensagens, dizerem que não temos a vida que queremos porque não oramos, e mais, quando oramos não o fazemos com fé.

Ao estudar a Bíblia vejo que não são só essas as condições necessárias para que Deus aja a meu favor.

Creio que a primeira coisa que devo ter em mente é que Deus age a meu favor independente de orar, uma vez que Deus não está à espera de minha oração para agir, se assim fosse eu estaria perdido. Às vezes fico incomodado com a postura de pessoas que dizem a alguém, que por algum motivo está reclamando dos acontecimentos em sua vida, que é só orar que Deus vai mudar tudo. Meu Deus, que tamanha maldade!

Ao dizer assim, colocamos, desnecessariamente, uma carga muito grande nas costas dessas pessoas.

Vejamos alguns exemplos, pois entendo que a melhor maneira de aprender é com exemplos.

No Antigo Testamento encontramos Jó. A sua história é de todos conhecida, suas dores, suas feridas e sua inquietação espiritual.
Os amigos de Jó agiram tal qual as pessoas a que me referi.

Outro exemplo, agora no Novo Testamento é o de Paulo. O espinho que atormentava ao Apóstolo foi motivo de orações, por três vezes, contudo o seu pedido não foi atendido. Será que faltou fé no Apóstolo? Será que faltou mais oração?

A resposta às questões acima é um sonoro NÃO. Não faltou fé, nem mais oração, uma vez que não era a vontade de Deus retirar o espinho.

Creio que a pergunta agora pertinente é: Por que oro então?

Continua...



















 
  



sábado, 23 de maio de 2015

Sofrimento desperdício ou descoberta?

“ Deus sussurra em nossos prazeres, fala em nossa consciência, mas grita em nossos sofrimentos" (C.S. Lewis).

Quero nesse artigo, comentar mais um aspecto do sermão do Rev. Jonas Madureira.

Em seu sermão, o Rev. Jonas, usa uma expressão que me chamou a atenção. Se referindo à atitude da maioria das pessoas diante do sofrimento, ele diz que essas atitudes fazem com que o cristianismo, por elas vivido, seja um “cristianismo água com açúcar”.

Cristianismo água com açúcar é um ansiolítico que a maioria das pessoas toma quando estão sofrendo, mas que, quando passa o sofrimento, as deixa do mesmo modo de antes do sofrimento.

Em uma das minhas consultas ao meu psiquiatra, eu quis saber qual a função dos ansiolíticos. Usando uma frase, no sentido figurado, ele disse: “Os ansiolíticos funcionam como um antitérmico, quando você toma sua febre passa, contudo ele não ataca ao causador da febre.”

Cristianismo água com açúcar é aquele que diz ao que sofre, que o sofrimento é falta de oração, é falta de fazer isso ou aquilo. Eu mesmo já li, em um desses adesivos de para-brisas, “ora que passa”.

O cristianismo água com açúcar é aquele que faz com que aquele que sofre, arrume uma “muleta” a fim de colocar nela toda a culpa e a responsabilidade de seu sofrimento, fazendo-o entrar numa espécie de sono espiritual. Esse cristianismo não consegue encarar a dor por ter medo dela.

Precisamos aprender a encarar o sofrimento como uma benção, e por termos uma visão distorcida, do sofrimento, não sabemos lidar com ele. O sofrimento para a maioria das pessoas, é Deus castigando alguém por esse alguém tê-lo desobedecido, por esse alguém ter cometido algum pecado.

Se o todo sofrimento tivesse como sua origem o nosso pecado, nunca deixaríamos de sofrer.

Sim, é verdade, às vezes somos castigados porque pecamos, contudo, considero esse castigo como benção, uma vez que o objetivo dele é de fazer com que cresçamos espiritualmente e, se crescer espiritualmente não for uma benção, o que é benção?

Todo sofrimento tem como objetivo, fazer com que aquele que sofre se volte para Deus e o ouça.

Em seu sofrimento ouça a Deus, ele quer mudar sua vida.

   



sábado, 18 de abril de 2015

“Sofrimento, o mega fone de Deus”

No curso, História da Igreja, ministrado pela Editora Fiel, tive uma aula com o Rev Jonas Madureira. Fiquei impressionado com sua facilidade de comunicação, e, como não o conhecia e nem tinha ouvido falar sobre ele, resolvi fazer uma pesquisa para ver quem era aquele professor.

Se eu dissesse que foi uma grata surpresa estaria diminuindo, e muito, a alegria que senti com o resultado de minha pesquisa. Gostei tanto que resolvi retirar de seus sermões, alguns artigos para esse ano.

Esse artigo terá como base o sermão que tem o nome de: “Sofrimento, o mega fone de Deus”

Ouvindo o sermão, quando ele apresenta essa expressão, eu já não mais prestei atenção no que ele falava, pois, na minha mente os pensamentos foram mais rápidos que o vídeo. Parei então o vídeo, para dar um tempo à minha mente e resolvi procurar a fonte dessa expressão, voltei o vídeo e vi que há muitos anos atrás, ela foi dita por C.S. Lewis no filme Terra das Sombras, que conta um pouco da vida de C.S. Lewis, quando ele responde uma carta que recebera com perguntas, após um acidente automobilístico onde várias pessoas morreram. 
 
Nessa carta haviam perguntas tais como: “Onde estava Deus nessa hora? Por que ele não impediu aquilo? Deus não é bom? Ele nos ama? Deus quer que nós soframos?” A essas perguntas ele deu a seguinte resposta: “Se a resposta for sim, eu não sei se Deus quer mesmo que sejamos felizes. Ele quer que possamos amar. Ele quer cresçamos! Eu ouso a sugerir que... porque Deus nos ama ele nos dá o sofrimento. Falando de outra maneira... A dor é o megafone de Deus para acordar um mundo surdo. Somos como blocos de pedra e os golpes de seu formão nos esculpindo são o que nos causa tanta dor.”

Nesse instante do filme, também, tive que pará-lo, pois, os meus pensamentos me trouxeram a imagem de uma pedra sendo trabalhada por um lapidário, pensei que se uma pedra pudesse falar enquanto está sendo brunida, quantos gritos de dores ouviríamos!

Quantos estão passando por diversas dificuldades e estão com as mesmas indagações?

Hoje nós somos surdos para com a voz de Deus, não queremos ouvi-lo, os seus ensinamentos, nós os recusamos.

Não sei que fascínio tem uma tomada elétrica para uma criança! Mas sei que muitas crianças, para aprenderem que não devem colocar o dedo em uma delas, precisam de uma correção e que, quando nem assim aprendem, elas aprendem de forma mais dolorida ainda, tomando um bom choque.

Essa experiência de um pequeno choque é tão boa que quando se tornam adultas, a grande maioria tem pavor de eletricidade.

Fazendo, então, um paralelismo desse exemplo, podemos dizer que Deus, por não darmos atenção ao que ele nos fala, lança mão, algumas vezes, do sofrimento, para fazer com que ouçamos a sua voz.

Termino esse artigo, escrevendo algo muito estranho: “Não desperdice seu sofrimento, ele é uma benção de Deus, por mais estranho e sofrido que possa ser para você. Deus está falando... Ouça.”


sábado, 21 de março de 2015

Os Paradoxos de Pedro - III

Antes de ir para o Jardim das Oliveiras orar, pois, seu espírito já se angustiava diante dos acontecimentos que viriam a se suceder, Jesus tem uma conversa com seus discípulos prevenindo-os quantos a esses acontecimentos e Pedro prontamente diz que nunca o deixaria, nunca o abandonaria e Jesus o adverte dizendo que ele o negaria três vezes antes que o galo cantasse, ao que Pedro novamente enfatiza que se preciso fosse, morreria por ele.

Fidelidade, ah! como  os  homens dizem  ser  fiéis,  contudo,  é muito difícil aos filhos de Adão serem fiéis.

O paradoxo da fidelidade e traição é tão presente em nossa vida que convivemos com ele sem perceber. É muito freqüente dizermos que somos filhos de Deus, que o obedecemos, entretanto, a todo instante o negamos como Pedro.

Ser infiel, infelizmente, é uma característica de todo homem, pois, a infidelidade é fruto do pecado que habita nele, é fruto da queda no paraíso e, portanto o homem nasce com ela.

É muito comum condenarmos Judas por ter traído a Jesus, vendendo-o por trinta moedas, o que não deixa de ser verdade, porém, não tratamos Pedro da mesma maneira; por quê?

Existe uma diferença entre os dois, a Judas foi dada a oportunidade de arrepender-se, contudo, não foi isso o que aconteceu; ele continuou em seu intento. No caso de Pedro o desfecho foi completamente diferente.

Após ter morrido e ressuscitado, Jesus foi para as margens do Mar da Galileia. Sem se identificar se encontrou com sete de seus discípulos; entre eles estava Pedro. Ao amanhecer do dia eles ainda não tinham pescado nada, Jesus lhes pergunta se tinham pescado alguma coisa ao que respondem que não, então Jesus lhes diz para que jogassem a rede à direita do barco. Após lançarem a rede começaram a puxá-la e já não o podiam, pois estava cheia de peixe; Então Jesus foi reconhecido por João.

Quando chegaram à praia encontraram sobre a brasa peixes e um pouco de pão. Jesus os chamou para comer e após terem comido, Jesus tem uma conversa com Pedro.

É muito interessante o comportamento de Pedro diante da pergunta: “Simão, tu me amas?”. Agora não temos mais aquele Pedro “presente/ausente” enquanto Jesus orava, agora ele está presente de corpo e alma, não temos aquele Pedro “corajoso” em tirar a espada e cortar a orelha do soldado, não temos, também, aquele Pedro infiel, mas encontramos um Pedro arrependido, um Pedro ciente que falhou, um Pedro humilhado.

O final dessa conversa é surpreendente, Jesus entrega a um traidor as suas ovelhas para que ele cuide delas, como isso é possível?

Diante desse episódio o meu coração se enche de alegria, pois, vejo que somente pela misericórdia de Jesus é que um traidor é transformado em um pastor de ovelhas; isso não quer dizer que Pedro deixou de errar, quer dizer que Pedro foi transformado. Pedro, agora, diante de seus erros e de suas limitações, era alguém que as reconhecia e se humilhava diante de Deus.


Caro leitor, não há como sermos transformados e recuperados para a salvação sem passarmos pela mesma experiência de Pedro. Caso isso não ocorra, nosso fim será o mesmo que o de Judas.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Os Paradoxos de Pedro - II





Mat. 26: 51 E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, sacou da espada e, golpeando o servo do sumo sacerdote, cortou- lhe a orelha.

56 Tudo isto, porém, aconteceu para que se cumprissem as Escrituras dos profetas. Então, os discípulos todos, deixando-o, fugiram.

Dando continuidade ao artigo “Os paradoxos de Pedro” vamos ver o segundo, o paradoxo da “coragem covarde” .

Ainda no Getsêmani após orar, Jesus acorda os discípulos e lhes revela que o traidor se aproximava sendo logo preso pelos guardas do sumo sacerdote. 

Então o Apóstolo Pedro saca da espada e, com um golpe, corta a orelha de um dos guardas. Jesus prontamente o repreende, mandando-o guardar a espada, se entrega, e logo após os discípulos fogem.

O Apóstolo Pedro momentos antes, havia sido repreendido três vezes por Jesus, por estar dormindo enquanto ele, angustiado, sofrendo em seu espírito, orava. 

Vimos no artigo anterior que Pedro estava ausente de espírito no Jardim e agora em uma demonstração de pseudo coragem é novamente repreendido por Jesus, mandando-o guardar a espada.

Que coragem é essa que faz Pedro sacar da espada e intentar contra a vida de um dos soldados?

É nessa hora de aflição de Jesus que ele nos ensina que a verdadeira coragem é aquela que aceita a aflição e não tenta fugir dela. 

Jesus sabia que era preciso passar por elas, sabia que não poderia sair do Jardim das Aflições sem passar por elas. A verdadeira coragem é aquela que sabe que temos de passar pelas aflições e as enfrenta, ao invés de fugir dela. Não é uma questão de masoquismo, masoquismo é outra coisa, é uma doença.

A atitude de Pedro, aparentemente foi de coragem quando na verdade, foi de covardia. Ele estava com medo de enfrentar as aflições pelas quais teria de passar e a prova de que ele estava com tanto medo é que, logo após levarem a Jesus preso, fugiu com os outros.

O rei Davi declara no Salmo 119, versículo 71 que foi lhe bom ter passado por aflições para que ele aprendesse os decretos de Deus. As aflições quando vividas sob a dependência de Deus são bênçãos em nossa vida, elas são instrumentos Deus para nos fortalecer a fé.

Nas aflições temos dois caminhos a seguir ou enfrentamo-la ou fugimos dela. 

O ato de fugir da aflição diz que não confio em Deus para guiar minha vida, é dizer a ele que ele está sendo injusto, covarde e até mesquinho fazendo-nos passar por elas, contudo, quando submisso à vontade de Deus e sob sua orientação enfrentamo-la, o final é glorioso. Só conhecemos o sabor da vitória quando lutamos e vencemos.

Conheço uma ilustração que pode muito bem ser aplicada: Certo homem reclamando com Deus que ele o havia abandonado no momento de sua aflição, ouve de Deus o seguinte: “olha para traz o que vês? “ Vejo a marca de duas pessoas caminhando juntas e logo uma marca desaparece mostrando que uma pessoa parou de andar e, mais adiante a segunda marca reaparece. Deus então pergunta ao homem: “Sabe o que significa? As marcas são nossas, mas quando você vê só uma marca no chão, nesse momento eu te carregava, pois sabia que não tinhas condições de andar nesse momento. Foi justamente durante suas aflições.”

O Senhor Jesus sabe bem, que passar por aflições é sofrido, é doloroso, e talvez a maior dor é o abandono de nossos amigos. Essa dor Senhor Jesus sentiu.  

Em nossa vida diária passamos por vários momentos como o de Pedro.

Qual tem sido nosso comportamento? Ficamos com Jesus ou fugimos?


Continua.