sábado, 21 de janeiro de 2017

Porque a cruz?

Ainda no paraíso, Deus fez um acordo com nossos primeiros pais, no qual eles não poderiam desobedecê-lo, para que não morressem. Enquanto eles obede - ceram, nada lhes aconteceu. Entretanto, no momento em que desobedeceram comendo do fruto, nossos pais sofreram a primeira punição morrendo espiritualmente e um pouco mais tarde, naquele dia, sofreram a segunda punição que foi a expulsão do paraíso. Com isso, toda a raça humana foi atingida com as mesmas punições.

Deus, sendo misericordioso, nos mandou seu Filho para cumprir o acordo que nossos primeiros pais não foram capazes de cumprir. Era preciso alguém nas mesmas condições em que se encontravam Adão e Eva, antes de pecar, para cumprir tal acordo. Por isso só poderia ser um Deus, pois, toda a criação estava contaminada pelo pecado.

Quando Jesus veio a este mundo, ele teve que enfrentar a mesma tentação que Adão e Eva sofreram. Logo após ser batizado, a Bíblia relata que Jesus foi levado para o deserto para ser tentado. Contudo, não se deixou levar pela artimanha de Satanás.

Para que Jesus viesse ao mundo, Deus, em sua infinita sabedoria, preparou o mundo para o seu nascimento fazendo com que o povo de Israel fosse dominado pelo império romano, que dominava quase a totalidade do mundo conhecido de então. O império romano tinha por norma crucificar os criminosos como meio de tortura e expô-los à vergonha. Já para os judeus, era uma forma de maldição. Com isso Jesus sofreu as piores dores, sofreu a tortura física pelo império romano, que representava o mundo e a execração de seu próprio povo.

Morrendo na cruz sem pecar, Jesus cumpriu cabalmente o acordo entre Deus e os homens, feito lá no paraíso com nossos primeiros pais, abrindo novamente o portão do paraíso, fechado pelo próprio Deus, nos possibilitando assim o retorno ao lugar de onde nunca deveríamos ter saído.


Essa possibilidade de retorno ao paraíso, é fruto da graça e da misericórdia de Deus, que oferece a todos os que reconhecem ser Jesus seu filho e aceitam que ele seja o seu representante na morte lá na cruz, passando então a viver conforme seus preceitos.