sábado, 23 de março de 2013

O banquete de Satanás


O sermão, de Spurgeon, que tem o título acima, tem como pano de fundo o casamento onde o Senhor deu início a seus milagres.

Após os garçons, da festa, terem enchido as talhas de água, o Senhor Jesus os manda levar ao mestre-sala, o qual após provar do vinho,sem saber o que havia acontecido, vai ao noivo e o questiona a atitude de ter guardado o melhor vinho para final da festa: “Todos costumam pôr primeiro o bom vinho e, quando já beberam fartamente, servem o inferior; tu, porém, guardaste o bom vinho até agora” Evangelho de João 2 versículo 10.

Quero comentar uma frase do sermão que me chamou a atenção.

Diz Spurgeon: “Existe muito mais, nas palavras do mestre-sala do que apenas a constatação de que o melhor vinho estava sendo servido por último na festa”.

Primeiro devo confessar que nunca havia pensado da forma que esse homem de Deus me apresentou em seu sermão, e que agora tento trazer para nós, nesse comentário.

Na festa de Satanás o que há de melhor é servido no começo, com o objetivo de cativar seus convidados. No começo da festa ele apresenta aquilo que de melhor seus convidados estão esperando e até mesmo querendo, para só depois, quando seus convidados não têm mais condições para avaliar o que está sendo oferecido a eles, ele apresenta e oferece aquilo que lhe é próprio.

Não é assim com o pecado? Antes de cometê-lo ele se nos apresenta tal como o vinho que na taça brilha nos convidando a bebê-lo e dele façamos uso até que chegue o momento em que o resultado é catastrófico.

A Bíblia nos diz que um abismo chama outro abismo assim como o vinho, uma taça chama outra taça, também de igual forma um pecado chama outro e tal como o porco, o pecador se enchafurda no pecado e tem nisso prazer.

Entretanto a fala do mestre-sala nos trás outra verdade. A festa do Senhor Jesus se faz ao contrário. Ele nos apresenta e nos serve o “pior” vinho no começo e só no final é que ele nos serve o melhor vinho.
A festa do Senhor Jesus começa com tudo aquilo que de pior existe para o homem. De início o homem tem reconhecer que é um miserável pecador e que precisa de perdão, quem de nós tem prazer em ser confrontado com seus erros?

Depois, ele tem que reconhecer que não tem autoridade sobre seu ser, quem tem prazer em se subjugar a outrem?

Continuando a festa o Senhor Jesus nos apresenta toda sorte de guloseimas que tem um sabor não muito agradável, ele nos diz que seremos perseguidos, que nos maltratarão, que teremos toda sorte de aflições.

Caro leitor, quem em sã consciência gostaria de participar de uma festa com esse cardápio? Ninguém, não é mesmo? Contudo devo dizer a você que, se não participarmos dela desde o seu começo ninguém participara do seu fim, ninguém beberá do melhor vinho, ninguém poderá entrar no final da festa ou se entra e participa desde o seu começo ou não se entra mais, não existe como ser penetra nessa festa.

Portanto caro leitor ou você aceita o convite e participa dessa festa desde o seu começo ou você vai participar da outra festa que mencionei.

Qual das festas você vai querer participar? Decida hoje mesmo.