sábado, 19 de dezembro de 2009

Deus precisa de ajuda ?


Parece, à primeira vista, que essa pergunta é absurda, fora de propósito e mesmo uma afronta a Deus. Porém, no nosso viver diário, as nossas atitudes revelam que crermos que Deus precisa de nossa ajuda e até mesmo não sabe direito o que faz, pois nós agimos como se soubéssemos ou pudéssemos fazer tudo em Seu lugar.

Deus, em sua infinita sabedoria, poder e misericórdia, sempre teve e tem o controle de tudo o que aconteceu, acontece e o que há de acontecer no decorrer da história.

Eu entendo que há, na Sagradas Escrituras, passagens que nos sugerem, sem o devido cuidado na leitura, que Deus precisou da ajuda de nós, seres humanos, para que Sua vontade fosse cumprida. Por exemplo: No livro de João, no capítulo 11, o Apóstolo narra um dos acontecimentos mais maravilhosos da vida e obra do Senhor Jesus.

A morte e ressurreição de Lázaro é um acontecimento que me fascina pela quantidade de ensinamentos que posso aprender toda vez que leio e medito sobre ele. Nesse texto posso entender a predestinação, que a função dos salvos é de tirar a pedra, pregando o Evangelho, que Deus tem o dia certo para fazer o que quer, todavia quero expor mais um ensinamento que pude aprender com esse texto.

Como disse, há texto na Sagrada Escritura, que parece que ajudamos a Deus a executar Seus propósitos e o relato da ressurreição de Lázaro é um desses. No verso 39 o Senhor Jesus dá uma ordem “Então, ordenou Jesus: Tirai a pedra.” e no verso 41 diz “Tiraram, então, a pedra...”, só depois é que Jesus orou e disse “...Lázaro, vem para fora!...”.

À primeira vista, numa leitura rápida, sem o devido cuidado, o texto nos sugere que o Senhor Jesus recebeu ajuda dos que O acompanharam até o cemitério, porém fazendo uma leitura com um pouco de cuidado e procurando fazer a interpretação, sob a orientação do Espírito Santo, vamos entender que os ali presentes não ajudaram a Jesus.

Quando estou conversando, com alguém, sobre esse texto, costumo fazer a seguinte pergunta. “Faltou poder em Jesus para dizer a pedra: Sai da frente do túmulo” a resposta é sempre um sonoro NÃO. Então por que será que Jesus deu a ordem para tirassem a pedra?

É sobre esse aspecto que quero comentar brevemente o que posso apreender na leitura desse texto.

Os que ali estavam, foram, simplesmente, instrumentos nas mãos do Senhor da Vida. O Senhor Jesus poderia simplesmente der dito à pedra “ Lança-te ao mar” e pedra seria arremessada nas profundezas do mar sem que nenhum humano tocasse nela. Aprouve ao Senhor Jesus dar aos seres humanos o privilégio de serem instrumentos Seus em alguns acontecimentos na história da humanidade, como acredito ser o caso dessa passagem.

No Édem, coube a Adão dar nomes aos animais, na destruição da raça humana, no dilúvio, o
instrumento usado para a preservação de toda a criação foi Noé, na retirada do povo do Egito para a terra prometida o Senhor usou Moisés, dando um pulo maior na história, o instrumento usado para preparar a terra para a chegada do Salvador, foi João Batista. A Bíblia está repleta de narrativas onde Deus faz uso do que e de quem quer para cumprir seus propósitos.

Eu entendo que posso fazer aqui uma simples comparação, que creio, ajudará a entendermos o que aconteceu naqueles episódios: Um médico cirurgião quando vai fazer uma cirurgia faz uso de vários instrumentos, bisturi, pinça e outros. Esses instrumentos antes de iniciada a cirurgia não tinham função alguma lá enrolados e esterilizados em cima da mesa, porém quando um médico pega uma dessas ferramentas e as usas para seu determinado fim, aí sim, o bisturi corta onde e como é preciso, a pinça segura onde é preciso.

Poderia o bisturi, após uma cirurgia, dizer ao médico: “Nós fomos ótimos, fizemos nosso trabalho certinho, viu como cortei certinho e na profundidade certa”. A pinça por sua vez diria: “Viu como estanquei o sangue na hora certa e de maneira perfeita a ponto de não mais sair sangue”?

É assim que entendo. Deus age por meio daqueles ou daquilo que Ele quer usar para executar Seus propósitos, somos como um bisturi, uma pinça e outros instrumentos em uma sala de cirurgia para sermos usados para os fins determinados por Deus.

Porém, em nosso viver diário estamos agindo, dizendo e nos sentindo como ajudantes de Deus no cumprimento de Seus planos. Não é verdade que às vezes achamos que se os acontecimentos de nossa vida fossem um pouco diferentes seria melhor ?

O mais lamentável, é que existem pessoas que estão tentando inverter a ordem das coisas. O bisturi e pinça, antes usados pelo médico, agora é quem usam o médico. Afinal de contas, como pode o médico operar sem o bisturi e pinça? Como é o bisturi que usa o médico, ele diz ao médico:“Olha, presta bem atenção no que você está fazendo, não vá fazer um corte mais profundo do que é preciso, você pode cortar algo que não deve e vai acabar matando o paciente”. A pinça, também diz ao médico: “você não está vendo esta perda de sangue ? Acabe logo com ela! Assim o sangue do paciente sairá todo e acabara morrendo, é isso o que você quer?


Voltando ao texto da ressurreição de Lázaro, Jesus mandou que os homens tirassem a pedra e só. Ele não deu a ordem, aos homens para mandarem Lázaro sair, como o fez no caso da pedra. Ressuscitar a Lázaro era e é função d’Ele e de mais ninguém, só Jesus tem poder para dar a vida e vida eterna.

Somos instrumentos, cabe ao Senhor usar quem, o que e como quiser.

Precisamos suplicar fervorosamente ao Espírito Santo que nos habilite a ouvir a voz do Senhor Jesus e nos capacite para executar suas ordens. Amem

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Um Templo ou um Teatro ?


Ao ler uma parte de um sermão pregado por Charles Spurgeon, a 121 anos atrás, fiquei muito impressionado com o conteúdo de sua mensagem, parece de Spurgeon está vivendo em pleno em pleno século XXI.

Algumas pessoas podem não conhecer Charles Spurgeon, por isso coloco a seguir uns poucos dados de sua biografia: Foi um pregador Batista Reformado, conhecido como "O príncipe dos pregadores" ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Haddon_Spurgeon ), ... Spurgeon freqüentemente pregava para uma audiências com mais de 10.000 pessoas ... (http://www.luz.eti.br/spurgeon.html ).

Por esses poucos dados podemos ver que Charles Spurgeon não era um pastor qualquer. Ao lermos mais dados de sua biografia, também disponíveis nos links acima, ficaremos impressionado como Deus usou esse Seu servo para fazer uma obra grandiosa em seus dias.

Temos muito a aprender com esse servo de Deus, aprender como respeitar, reverenciar o templo onde fazemos o nossos cultos, aprender que não existem formas mirabolantes de pregar o evangelho e muitas outras coisas importantíssimas para os nossos dias.


Só lendo o que está transcrito a baixo e meditando sobre o conteúdo poderemos ver que realmente a mensagem de Spurgeon é atual.


Coloco a disposição dois links, para os sabem inglês e que quiserem saber mais a respeito de quem era Charles Spurgeon e sua obra.

http://www.spurgeon.org/aboutsp.htm
http://www.pilgrimpublications.com/spurgeon.htm




Charles H. Spurgeon

Trecho do sermão pregado na manhã do dia do Senhor de 7 de outubro de 1888, no Metropolitan Tabernacle, Newington, Inglaterra.


Os homens parecem nos dizer: "Não há qualquer utilidade em seguirmos o velho método, arrebatando um aqui e outro ali da grande multidão. Queremos um método mais eficaz. Esperar até que as pessoas sejam nascidas de novo e se tornem seguidores de Cristo é um processo demorado. Vamos abolir a separação que existe entre os regenerados e os não-regenerados. Venham à igreja, todos vocês, convertidos ou não-convertidos. Vocês têm bons desejos e boas resoluções: isto é suficiente; não se preocupem com mais nada. É verdade que vocês não crêem no evangelho, mas nós também não cremos nele. Se vocês crêem em alguma coisa, venham. Se vocês não crêem em nada, não se preocupem; a 'dúvida sincera' de vocês é muito melhor do que a fé".


Talvez o leitor diga: "Mas ninguém fala desta maneira".

É provável que eles não usem esta linguagem, porem este é o verdadeiro significado do cristianismo de nossos dias. Esta é a tendência de nossa época. Posso justificar a afirmação abrangente que acabei de fazer, utilizando a atitude de certos pastores que estão traindo astuciosamente nosso sagrado evangelho sob o pretexto de adaptá-lo a esta época progressista.


O novo método consiste em incorporar o mundo à igreja e, deste modo, incluir grandes áreas em seus limites. Por meio de apresentações dramatizadas, os pastores fazem com que as casas de oração se assemelhem a teatros; transformam o culto em shows musicais e os sermões, em arengas políticas ou ensaios filosóficos. Na verdade, eles transformam o templo em teatro e os servos de Deus, em atores cujo objetivo é entreter os homens. Não é verdade que o Dia do Senhor está se tornando, cada vez mais, um dia de recreação e de ociosidade; e a Casa do Senhor, um templo pagão cheio de ídolos ou um clube social onde existe mais entusiasmo por divertimento do que o zelo de Deus?


Ai de mim! Os limites estão destruídos, e as paredes, arrasadas; e para muitas pessoas não existe igreja nenhuma, exceto aquela que é uma parte do mundo; e nenhum Deus, exceto aquela força desconhecida por meio da qual operam as forças da natureza. Não me demorarei mais falando a respeito desta proposta tão deplorável.


Suplico a Deus que nos dê a graça de entender o que Ele nos diz através desta pequena, porém profunda, mensagem.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O Misticismo dos "Evangélicos"


O povo de Deus desde o inicio de sua história sempre trouxe para seu meio costumes dos povos pagãos, costumes que Deus sempre deixou bem claro, ao povo, que Ele abominava tais costumes. Deus, através de seus profetas, ordenava a Seu povo que se mantivesse puro, observasse aos seus ensinamentos e neles vivessem. Porém o povo não se mantinha como Deus queria e por várias vezes desobedecia, copiando os costumes dos povos vizinhos como, por exemplo, Saul consultando a médiun de En-Dor ( I Samuel 28: 1 a 25)

Hoje em dia presenciamos atos, praticados pelo chamado povo de Deus, que não diferem, em sua essência, dos que eram, também, praticados, no começo pelo povo de Israel, e que entristecia profundamente a Deus.

O primeiro costume que quero considerar é o costume que alguns lideres de igrejas, que constantemente são chamadas de evangélicas, têm de exorcizar fieis, os quais se dizem possuídos pelo diabo e suas hostes ou que se sentem prejudicados, sofrendo algum mal que julguem ter sido, também, o diabo o seu causador.
Fazem um corredor, começando desde a porta e se estende pelo interior do templo. Nesse corredor é colocado sal grosso para que os fieis passem por cima dele. No fim desse corredor sempre existe um arco que, quando os fieis passam por ele o diabo e suas hostes deixam os seus corpos (dos fiéis) ou cessam de prejudicá-los.
O sal na Bíblia é usado para diversas funções como: no castigo da mulher de Ló ( Gn.19:26 ), como tempero ( Ex. 30:35 ), como purificador ( IIRs.2:21 ) e algumas outras funções mas não encontramos em todo o texto sagrado uma única vez em que o sal foi usado para exorcizar ou desfazer o que o diabo e suas hostes fizeram a quem quer que seja. Sabemos que esse costume é largamente usado por outras seitas que não têm Deus, o Todo Poderoso, como seu único Deus e Sua palavra como única regra de fé e prática. Portanto esse costume não é e nunca foi uma ordem de Deus para que Seu povo praticasse.

O segundo costume que quero considerar é o de vestir-se de branco (não sou contra roupa branca) nas igrejas, porém o farei em duas partes:
A – Hoje assistimos pela TV alguns apresentadores de programas “evangélicos” se vestindo de branco, calça, camisa, cinto, sapato, tudo branco..... . O nome, desses programas, é algo parecido com “A hora do Descarrego”. Nesses programas são apresentadas seções de exorcismo, em que o apresentador diz estar expulsando, de forma espetacular, o diabo ou algum de seus aliados, de alguma pessoa que está presente no culto, fazem até entrevista com a entidade que está sendo expulsa.
Até bem pouco tempo atrás, esse ritual era comum aos terreiros de macumba ou cousa semelhante, que ofereciam seus serviços a quem os contratasse, para desfazer a obra do mal. Lá seus dirigentes se vestem assim, todo de branco, o que nunca tinha acontecido no seio das igrejas, porém os que assim se vestem, fora do contexto do centro de macumba, estão copiando o que é próprio desses centros e não da Bíblia como era de se esperar .
B – Há membros de igreja que vestem de branco quando vão a um culto de passagem de ano. Esse costume é próprio daqueles que, também, fazem parte de alguma seita não evangélica e que na noite de 31 de dezembro vão à praia para fazerem oferendas a Iemanjá e outras entidades nas quais acreditam e a elas prestam cultos.

Os próximos costumes que quero considerar são mais sutis, porém tão perniciosos e maléficos à fé das pessoas que os praticam, quanto os anteriores.

O terceiro costume que quero considerar é que no seio das igrejas evangélicas há membros que acreditam que fazendo jejum podem mudar, acreditem, a vontade de Deus.
Uma pessoa ouviu de uma dirigente, em uma das reuniões de oração da SAF, da Igreja que sou membro, a seguinte orientação: “Se você fizer jejum pode mudar a vontade de Deus”.
O jejum é uma prática usada para fazer com que a pessoa, que o pratique, melhore sua comunhão com Deus e nunca com a intenção de fazer Deus mudar sua vontade. A Bíblia nos ensina no livro de Romanos 12:2, que a vontade de Deus é boa, agradável e perfeita, em Filipenses 2:13 nos diz que Deus é que efetua em nós tanto o querer quanto o realizar segundo sua boa vontade, em I Tessalonicense 5:18 que, “Em tudo dai graças, porque esta é vontade de Deus”, em I João 5:14 diz “E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo sua vontade, ele nos ouve”, em Efésios 5;17 diz “Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor”.
Não creio que essas pessoas, pelo menos por um instante, pararam para fazer a seguinte pergunta a elas mesmas: Será que minha vontade é melhor que a vontade de Deus para minha vida?

Ainda, neste mesmo ponto, quero considerar uma variável desse costume que é de um membro, de igreja, se abster de uma coisa que ele gosta, com a intenção de sensibilizar a Deus, para que tenha seu pedido atendido. Note que, a pessoa que pratica tal ato está dizendo a Deus que ela é merecedora da dádiva que ela está a suplicar, uma vez que está fazendo um sacrifício, se abstendo de algo que para ela é relevante, que o sacrifício de se abster de algo, vale a “benção” solicitada a Deus. A Bíblia nos ensina que tudo o que fazemos está contaminado pelo pecado, sendo assim, como Deus receberia um sacrifício de quem quer que seja, uma vez que esse sacrifício estaria contaminado pelo pecado? Se o meu sacrifício pudesse sensibilizar a Deus a ponto d’Ele me conceder a benção que peço, por analogia, meu sacrifício, também, serviria para eu alcançar minha salvação, o que julgo ser uma afronta a Deus e zombar do sacrifício de Cristo na cruz.

O quarto costume que quero considerar é o de existirem pessoas que, na hora da impetração da benção, pelo pastor da igreja, erguerem suas mãos, na altura da cintura, dobrando seus braços com as palmas das mãos vidas para cima, assim como alguém recebe algo. Tive a curiosidade de perguntar a uma pessoa com que objetivo ela se posiciona daquela maneira e para minha surpresa a resposta foi: “É para receber a benção que o pastor está ministrando”. Fui para casa, quase sem acreditar no que tinha ouvido, me fiz varias vezes a pergunta: Será que meus ouvidos realmente ouviram de forma correta ou estava enganado? Os dias se passaram, eu com aquela resposta me incomodando conversei com presbítero, de minha Igreja, sobre o assunto. Foi aí que me veio a idéia de escrever algo sobre as superstições que estão entrando no seio da igreja. Sobre o ato de se posicionar para receber a benção eu não vou expor, de forma direta, meu pensamento, mas deixarei algumas perguntas que acredito serem pertinentes:
1 – Será que eu preciso me posicionar desta maneira para receber bênçãos?
2 – Se a resposta for sim, à pergunta anterior, como ficam os que assim não se posicionam? Sem receber bênçãos?
3 – Em que parte da Bíblia alguém encontrou instrução para agir deste modo?
4 – Se de fato a posição correta para se receber benção é essa, porque a Bíblia não nos ensina a esse respeito?

O quinto costume que quero considerar é bem freqüente no meio evangélico. É o deixar a Bíblia aberta em um de seus livros no interior das casas. Dizem, os que assim procedem, que deixando a Bíblia aberta, no interior de suas casas, satanás e suas hostes não têm poder para entrar em suas casas. Que falta de conhecimento bíblico! A Bíblia, livro, papel impresso, não tem poder algum permanecendo fechado ou aberto seja lá onde for. Lemos na Bíblia que poder da palavra de Deus é capaz de dividir alma e espírito, juntas e medulas (Hb.4:12), é capaz, também, de transformar a vida do pecador. Porém, esse poder, só é manifestado, se e somente se, a Bíblia for lida e Deus, por sua misericórdia, abrir o entendimento, de quem estiver lendo ou ouvindo a sua leitura (Rm.10:17). Esse uso místico da Bíblia, de deixá-la aberta em algum lugar, é transformá-la em peça de amuleto como os supersticiosos fazem quando colocam uma ferradura pendurada dentro de casa, colocam uma planta para espantar mau-olhado ou um trevo de quatro folhas na carteira para dar sorte.

O último costume que quero considerar está entrando no seio da igreja através de seus pastores.
Há pastores que quando vão fazer uma oração suplicando a Deus que atenda às necessidades das pessoas participantes do culto, ele convida a todos quantos estão passando por dificuldades, de qualquer natureza, para se dirigem à frente, perto do púlpito, a fim de demonstrarem, a Deus, que elas de fato, estão preocupadas e interessadas, em resolver seus problemas, suas dificuldades. A Bíblia nos ensina e até nos exorta, que devemos ter a pratica de orar, em secreto no nosso quarto e também orar uns pelos outros. Mas mostrar a Deus que estamos realmente interessados em que Ele resolva os problemas é inaceitável biblicamente. Não existe sequer um verso, no texto sagrado que nos dê uma, mesmo que pequena, chance de interpretarmos dessa maneira, afim de que tenhamos esse tipo de comportamento.

Precisamos, urgentemente, desenvolver o bom costume de estudar a Bíblia. Não podemos aceitar como verdade tudo aquilo que os pastores ou lideres das igrejas estão falando de púlpito. Precisamos fazer como os crentes de Beréia Atos 17:11: “Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim”; só assim manteremos nossos corações nos verdadeiros caminhos do Senhor.

Que Deus nos ajude a discernir o que Ele nos ensina em sua Santa Palavra.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Igreja Reformada sempre se "Reformando"


É com grande tristeza que tenho ouvido alguns lideres evangélicos, de Igrejas reformadas, usando o refrão: “Igreja Reformada sempre se reformando”.Quero aqui externar meu ponto de vista quanto à utilização deste refrão.

Observo que, geralmente, quando este refrão é usado, quem o diz, esta querendo dizer que a reforma do século XVI não parou, que a reforma da Igreja continua, que a Igreja está em constante reforma, que ela, a Igreja, deve “contextualizar” sua liturgia, seu culto, ou seja, deve no decorrer dos tempos, atualizar a forma de prestar seu culto a Deus.

O termo reforma foi usado, no passado, para caracterizar o movimento que levou a Igreja ao retorno à sã doutrina, à doutrina que os Apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo haviam ensinado à Igreja e que era a base, o alicerce, da verdadeira fé. Retorno porque os lideres da Igreja haviam deturpado a sã doutrina.

O reformador Lutero foi usado por Deus para dar um grito de basta às deturpações que haviam sido introduzidas no seio da Igreja, e que fizeram com que ela se distanciasse dos verdadeiros ensinamentos bíblicos.

Na Igreja Primitiva, os lideres, no ano 375 instituíram o culto aos santos, no ano 431 o culto a Maria, em 503 a doutrina do purgatório, em 1229 proibiram a leitura do texto Sagrado e posteriormente as famosas indulgências.

No decorrer dos anos os lideres, da Igreja Primitiva, foram introduzindo nos cultos “coisas estranhas”, coisas que eles julgavam ser boas para os fiéis, julgavam ser do agrado do povo, julgavam facilitar a vida da comunidade sem contudo submetê-las ao crivo das Sagradas Escrituras. O desvio da igreja era tal que, aprouve a Deus, por sua misericórdia, levantar homens, como Zuinglio, Lutero, Guilherme Farel e Calvino para novamente fazer a interpretação correta do texto Sagrado e assim retirar do seio da Igreja aquilo que havia sido introduzido por mãos humanas.

Eles não queriam criar uma nova igreja, eles não queriam que a igreja se dividisse, eles mostraram os erros doutrinários, as “coisas estranhas” que haviam sido introduzidas nos cultos, induzindo os fiéis a terem uma fé contrária aos ensinamentos das Sagradas Escrituras, eles conclamaram a seus lideres para que eles revissem tais ensinamentos, mas o que os lideres fizeram? Não aceitaram tais propostas, perseguiram a esses homens, tentaram abafar suas vozes, .... até tirar-lhes a vida eles tentaram e por fim como não conseguiram êxito, só restou expulsá-los da igreja.

Os lideres de hoje quando dizem que a Igreja Reformada é uma igreja sempre se reformando, na verdade eles estão querendo rotular as “coisas estranhas” que estão introduzindo no seio da Igreja e de forma pomposa usam o refrão de “Igreja Reformada sempre se reformando” para assim tentarem autenticar suas idéias equivocadas, tendenciosas e que não tem nenhum respaldo no texto bíblico, usam esse refrão afim de que as pessoas, que congregam em suas Igrejas, aceitem tais modificações já que elas vem com o rotulo de “continuação da reforma”.

Eu entendo que a Igreja Reformada é, sim, uma Igreja sempre se reformando quando ela está continuamente eliminado de seu seio as “coisas estranhas” que seus lideres, como no passado, estão adicionando, aos cultos, o que a Bíblia chama de “Fogo Estranho” ( Lv.10:1). Hoje nós temos show evangélico, onde quem aparece é o cantor e seu grupo, quando quem deve aparecer é o Senhor Jesus, aplaudimos as pessoas que fazem alguma apresentação nos cultos como querendo dizer que a apresentação de tais pessoas é mérito delas e não do Senhor Jesus que as capacitou para tal, vendemos, após os nossos cultos, os CDs dos cantores que fazem apresentação neles, fazendo da Casa do Senhor balcão de vendas, os pastores, em sua esmagadora maioria, fazem sermões de auto-ajuda ensinado aos que os ouvem que depende de suas atitudes para que seus sonhos, seus desejos se concretizem quando deveriam se submeterem à vontade de Deus.

Sim, a Igreja Reformada, é uma Igreja sempre se reformando desde de que ela, continue com os mesmos objetivos dos reformadores do passado e não dos usurpadores de títulos, daqueles que usam da boa fé, da falta de conhecimento bíblico das pessoas para atenderem a seus próprios objetivos.

Por fim quero lembrar o que aconteceu aos que introduziram “Fogo Estranho” na Casa de Deus ... “Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e sobre este, incenso, e trouxeram fogo estranho perante a face do SENHOR, o que lhes não ordenara.
Então, saiu fogo de diante do SENHOR e os consumiu; e morreram perante o SENHOR ...”(Lv.10:1 e 2 )

Suplico ao Senhor que tenha misericórdia de todos nós.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Meu Primeiro Artigo

Como primeiro artigo que escrevo, sinto que devo escrever tendo como assunto o grande amor de Deus por mim.

Creio, firmemente, que sou alvo do grande amor de Deus desde a eternidade. O Apostolo João registra em seu evangelho capítulo 17, uma linda oração do Senhor Jesus. No verso 24, ele declara, que eu fui dado, por Deus, o Pai, a ele antes da fundação do mundo. O que o Senhor Jesus quis dizer com antes da fundação do mundo se não desde a eternidade ?

Se fui dado ao Senhor Jesus, pelo Pai, desde a eternidade, haveria alguma possibilidade dessa dádiva não se concretizar do decorrer da minha vida terrena ? Seria possível Satanás, por sua “livre” vontade mudar os propósitos de Deus para minha vida, impedindo que tal dádiva se concretizasse ? A resposta está na própria palavra de Deus. Em Isaías 43:13 ele faz a seguinte declaração “... e nenhum há que possa livrar alguém das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá ?”, portanto creio que os propósitos de Deus não podem ser frustrados, creio num Deus, que é todo poderoso conforme é declarado por ele mesmo em sua palavra.

O amor de Deus, não depende de mim e sim dele querer me amar, portanto, depende dele, somente dele. A Bíblia diz em Efésios 2:1 que eu era um morto e o que existe em um morto, que atraíria o amor de quem quer que seja ? Mas graças a Deus, que, por seu grande amor, ele de forma irresistível me ressuscitou. Por que digo de modo irresistível ? Se estava morto, como poderia dizer a Deus, que queria ou que não queria voltar à vida ? Isto é impossível a um morto.

Tendo em vista a experiência humana, não consigo imaginar um morto sendo ressuscitado, após vir a vida dizer que não queria vir à vida novamente, que ele estava muito bem no estado em que se encontrava, ou seja, morto e que seu desejo era permanecer naquele estado. Ainda em outro lugar, em João 3:3, o Senhor Jesus, tendo sido abordado, por Nicodemos, quando este foi ter com ele às escondidas, diz “... respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” e Nicodemos então perguntou “ ... como pode um homem nascer, sendo velho ? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez ?

Agora, pergunto eu: Alguém, neste mundo, nasceu porque pediu, ou nasceu pelo desejo de seus pais ? Assim é todo que é nascido de Deus, nasce pela vontade de Deus e não pela sua vontade e se é nascido de Deus só pode ser filho de Deus, conseqüentemente amado por ele. A Bíblia está repleta de declarações de Deus, a seus filhos, dizendo que os ama, que nos amando, ele, cuida de nós.


Após me conceder NOVA VIDA Deus tem cuidado de mim, dirigindo minha vida de tal maneira que mesmo que eu queira fugir de seu cuidado, de seu “aprisco”, ele, como um BOM PASTOR, me busca e me reconduz em segurança a seu “aprisco” . Porque creio que ele me busca e me reconduz a seu aprisco ? Por que Deus é todo poderoso, que quando opera um milagre, não existe nada nem ninguém que desfaça o que fez. Creio que Cristo morreu, na cruz, como prova do amor de Deus por mim.

A Bíblia diz, que foi através da morte de Cristo que Deus me aceita como seu filho. Creio que ele não deixa que o sacrifício de Cristo, na cruz, seja em vão. Minha fuga de seu “aprisco”, depois de ser transformado, tornaria a morte de Cristo, na cruz, sem o menor sentido, todo aquele sofrimento e morte em vão. A sua ressurreição, de nada serviria se a minha não serviu, a não ser para que eu, fugindo do “aprisco”, morresse novamente, perdendo a NOVA VIDA. Assim, creio que Deus me ama e que me deu NOVA VIDA em Jesus Cristo e que há de me conduzir à morada celeste. A Deus pois, todo louvor e toda glória.