sábado, 23 de dezembro de 2017

Uma nova aliança

Jeremias 32:40 Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim.

O artigo que escrevo tem como base o sermão de Spurgeon que tem o título de : A perseverança na santidade.

Nesse artigo quero chamar nossa atenção para algumas ações que Deus está dizendo que fará.

Quero começar, com o que Deus diz que fará com seus filhos. Ele diz:  “Farei com eles aliança eterna.”
Me chama a atenção, a menção do prazo de duração da aliança, que é eterna.

Na primeira frase, Deus está se referindo à primeira aliança feita com Adão, lá no paraíso. A aliança feita com Adão dependia da obediência dele, e como ele era passível de falhas, ela podia ser quebrada a qualquer momento, como acabou acontecendo, por isso, ela não era eterna. Entretanto, a aliança agora mencionada, por Deus, seria feita novamente com o homem, porém, na pessoa de Jesus Cristo. 

Assim como Adão foi nosso representante naquela oportunidade, Jesus Cristo é o nosso representante nessa nova aliança, daí a menção do tempo de duração da nova aliança, uma vez que o Senhor Jesus Cristo não é passível de falhas.

Agora, a aliança não mais depende do homem e sim do próprio Deus. 

Não depende em nada das ações do homem, muito embora o homem insista em querer fazer algo para obter uma aliança com Deus. O homem nunca vai conseguir fazer algo capaz de reatar a aliança quebrada, ou mesmo uma nova aliança com Deus. Ele não foi capaz de manter a aliança, lá no paraíso, quando ainda não havia pecado. 

Após pecar, o homem, se transformou em escravo do pecado e devido essa escravidão o homem ficou incapaz de se voltar a Deus e refazer a aliança quebrada devido ao seu pecado.

Para enfatizar o que acabo de dizer, veja o final do versículo: “...e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim.” Veja que Deus diz que é ele quem faz e não o homem, é ele quem coloca no coração do homem, o temor a ele e não o próprio homem, é ele que faz com que o homem não se afaste dele.

Escutei, em outro sermão de Spurgeon, uma frase muito interessante que vem colaborar com o assunto; diz ele: ”... como não existe nada que o homem faça para reatar sua aliança com Deus, de igual forma nada que o homem faça depois de transformado em filho de Deus, pode romper essa nova aliança”, verdade essa, que vem enfatizar o prazo de vigência dessa nova aliança de Deus, que é eterna.

Como creio que a salvação do homem depende única e exclusivamente da troca de seu coração, rogo a Deus que faça esse transplante em todos aqueles que ainda não receberam um coração novo.


E se você ainda não foi transplantado por Deus, peça agora mesmo a ele o transplante de seu coração e a renovação de sua aliança com ele. 

sábado, 21 de outubro de 2017

Novo céu e nova terra

Gen. 3:17 -  E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida.

Gosto muito de assistir os canais Discovery. Neles encontramos vídeos que nos mostram que, verdadeiramente, a terra foi amaldiçoada e vive hoje dias terríveis. Vemos como os animais vivem comendo uns aos outros.

Em um desses episódios do Discovery assisti um bando de chimpanzés se organizando para caçar. Eles se dividem de forma a pressionar a presa escolhida a sair de seu bando e, logo que conseguem êxito, eles fecham o cerco para abatê-la. O que mais me chamou a atenção foi que a presa era um exemplar de sua mesma espécie, ou seja, ou outro chimpanzé. Macaco comendo macaco!

Ainda temos na natureza outro exemplo da maldição que caiu sobre a terra: Os que tiram seu sustento da terra conhecem bem sobre o que vou relatar; quando plantamos qualquer coisa para nosso sustento, temos que cuidar bem daquilo que foi plantado, senão, é bem provável que não colhemos nem a quantidade de semente plantada.

Quando laçamos sementes ao solo, logo, logo vemos nascer as ervas daninhas. É impressionante a quantidade delas! A velocidade de seu crescimento é algo maravilhoso, se não fosse trágico. Todo agricultor pagaria caro para ter este mesmo crescimento nas sementes que plantou.

Quando penso no Jardim do Éden, fico imaginando como deveria ser a terra antes de ser amaldiçoada. Lá não existia nada dessas coisas, a paz era absoluta, tudo que Deus havia criado coexistia em harmonia, não havia competição entre os seres viventes.

Ainda há esperança! Tudo isso será restaurado. A Bíblia nos diz que haverá novos céus e nova terra.

O Novo Testamento está repleto de trechos que nos falam dessa nova terra. O próprio Senhor Jesus disse que ele e o Pai estão trabalhando na construção dela. No livro do Apocalipse, os dois últimos capítulos nos fazem um pequeno relato de como será; vale apena ler!

Contudo, a Bíblia nos diz que há dois caminhos para homem passar, um no qual o caos se aprofunda e que quem por ele passar viverá em eterno tormento e outro que, quem por ele passar, viverá nessa nova terra. O Senhor Jesus nos diz que ele é “o caminho” que conduz a essa nova terra e que se alguém passar por ele, certamente chegará a essa nova terra onde a paz absoluta reinará novamente.

Por qual o caminho por onde você está passando?


Onde você passará a eternidade?       

sábado, 23 de setembro de 2017

Ler a Bíblia

Estou terminando de ler o Antigo Testamento e percebo que, todas as vezes que entro na fase final, uma angústia toma conta de meu coração por ver que a mensagem central é o Senhor Deus a todo instante chamando o ser humano a se voltar para ele, e isso não acontece.

Desde o paraíso, quando Deus vem conversar com Adão, após o pecado, e pergunta que foi aquilo que ele fez e Adão se recusa a confessar seu pecado, passando por toda a história do povo de Israel, encontramos a iniciativa de Deus em ir ao encontro do homem para lhe dizer que ele estava no caminho errado e que deveria se voltar para ele.

É verdade que encontramos aqui ou acolá alguns episódios em que o homem se volta para Deus, como foi caso do rei Josias.

O rei Josias havia determinado a reforma do templo e nessa reforma acharam o Livro da Aliança. Ao lê-lo, o rei se volta a Deus e, devido a essa mudança, Deus adia os castigos preditos pelos profetas. Contudo logo após sua morte, encontramos seu filho fazendo o que era mau.

A minha angústia se deve a dois fatores: O primeiro é de ver como o pecado é poderoso a ponto de cegar a qualquer um.

Todas as vezes que aquele povo se via em perigo, angustiados por cativeiros, e alguém se levantava e conduzia o povo a se voltar a Deus, este ouvia a suplica do povo e intervia a seu favor. Contudo, era só a paz voltar, a bonança se estabelecer, que novamente o povo se voltava contra Deus.

O segundo fator que me deixa angustiado é de ver que nós, hoje, somos iguais àquele povo.
Hoje temos a Bíblia nas mãos, lemo-la, tomamos consciência dessa história, contudo, agimos da mesma maneira. Que tristeza!

Fico angustiado ao ver quantos estão se enveredando pelo caminho de Simão (o magico), que ao ver os milagres que eram realizados por meio do Apóstolo Paulo, ofereceu dinheiro para tê-lo também; quantos que, como Ananias e Safira estão tentando enganar a Deus; quantos hoje, estão oferecendo culto a Deus como no tempo do profeta Malaquias, onde Deus falou que estava triste com culto que a ele era celebrado, tristeza essa que levou Deus a dizer que era para parar com tais cultos.

Sim, fico triste por ver que estamos no mesmo caminho e a passos largos vamos chegar ao ponto em que Deus, vai novamente, dizer para que paremos de lhe oferecer culto.

Hoje é muito mais fácil termos um exemplar da Palavra de Deus em nossas mãos e o que isso tem se refletido em uma mudança de vida? O Senhor Jesus disse certa ocasião aos que o ouviam que as Escrituras testificavam a seu respeito.

Portanto só a um caminho para todos nós: Somente conheceremos a Jesus, de fato como ele é, se nos voltarmos para ele. E isso só se dá quando lemos a Bíblia com súplicas a Deus para que nos seja aberto o entendimento da alma, a fim de que ela seja transformada pelo poder de sua palavra.

Leiamos a Bíblia, pois, só ela nos levará a Jesus. 


domingo, 20 de agosto de 2017

Efeitos do pecado III

O pecado provocou um triste efeito no viver do homem. Após expulsar o homem do paraíso, Deus colocou querubins impedindo que o homem tivesse acesso à árvore da vida, obstruindo assim o caminho do homem à árvore da vida.

Um primeiro sentindo dessa obstrução é que o homem havia sido criado para não morrer, ele viveria para sempre. Contudo, ao desobedecer a Deus comendo do fruto proibido ele recebeu a punição que Deus havia dito a ele que lhe daria se o desobedece.

Ainda no capítulo 3 de Gênesis, encontramos Deus dizendo: "Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal; assim, que não estenda a mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva eternamente", e para que a punição da morte fosse cumprida na vida do homem, Deus providenciou meios para que o homem não tivesse acesso à árvore da vida.

O segundo, e mais terrível sentido dessa obstrução é que o homem teve obstruído o caminho de volta ao paraíso e a Deus. É interessante no texto sagrado que diz que a espada "revolvia" o que nos leva à conclusão que o querubim ficava movimentando a espada de um lada para o outro. Com esse movimento, qualquer coisa que chegasse, e passasse por aquele caminho sofreria o dano.

Com essa atitude Deus obstruiu o caminho do homem até ele, com essa obstrução o homem ficou impossibilitado de se chegar a Deus por seus próprios meios.

Por mais que me esforce, não consigo imaginar como deve ter sido difícil os dias de Adão ao ser expulso do paraíso. Ao ser expulso, teve de prover seu alimento, suas vestes, seu abrigo, enfrentar a dor de ver um filho matando outro e como se tudo isso não bastasse, ao final de cada dia ele não tinha mais um passeio ao lado de Deus pelo jardim; quanto sofrimento!

Apesar dessa tragédia o homem ainda tem uma possibilidade de retornar ao paraíso. Deus, em sua infinita misericórdia, não desistiu do homem, e para isso providenciou um meio pelo qual restabeleceria o contato com o homem. No livro do Apocalipse 22, versículo 14 encontramos o meio pelo qual o homem teria, novamente, acesso à árvore da vida e a Deus: "Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras [no sangue do Cordeiro], para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas".

Para termos novamente um relacionamento com Deus e voltarmos ao paraíso, foi preciso que Jesus derramasse seu sangue para que, através dele, fossemos lavados de nossos pecados.


Você já foi lavado pelo sangue de Jesus?   

sábado, 22 de julho de 2017

A insuficiência humana

Assistindo mais um sermão do Rev. Jonas Madureira que tem o título: A miséria humana e a soberania de Deus, resolvi compartilhar, com minhas palavras, esse maravilhoso sermão.

Um dos maiores problemas do homem é não compreender sua real situação; e para compreendê-la, homem precisa compreender primeiro a sua situação antes de pecar.

Quando falamos em insuficiência, logo pensamos em algo ruim, em algo que não é positivo, pois para nós o suficiente é que é o bom. Muitos pensam que quando Deus fez o homem, o fez suficiente, entretanto, Deus não fez o homem suficiente, fez o homem insuficiente.

O homem, antes de pecar, era dependente de alimentos para se sustentar, dependente da luz para ver... Não há nada de ruim na insuficiência do homem, ela marca nossa dependência de Deus. A insuficiência é motivo para que Deus seja glorificado.

Quando o homem pecou, toda criação passou por uma tragédia passando do estado de insuficiência para o estado de miséria. Aliás, o homem se tornou duplamente miserável, por que além da queda do seu estado original, o homem passou a se achar suficiente, autônomo.

Em seu sermão o Rev. Jonas faz uma comparação fantástica usando a figura de nossa visão.

Para vermos, precisamos de olhos bons, sadios; entretanto, isso não basta. Se não houver a luz, do que adianta termos olhos bons?

O homem, antes de pecar, era alguém que tinha os olhos bons e, como dependente da luz, ele enxergava perfeitamente e seus olhos podiam lhe mostrar todo mundo criado por Deus.

Com o pecado o homem contraiu uma doença que lhe tornou cego, ficando impossibilitado de ver, muito embora a luz continuasse a existir.

No estado de miséria, o homem não precisa só de luz; ele também precisa ser curado.

Infelizmente, a grande maioria dos homens vive como se fossem autônomos, como se fossem suficientes, vivem em seu estado de miséria, pois são cegos de nascença, nunca viram a luz; portanto, não a conhecem. Precisam ser curados da cegueira.

No Evangelho conforme escreveu João, no capítulo 8 versículo 12 encontramos: “De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida”.

O homem precisa da restauração de sua visão, senão, nunca verá novamente.

Somente Deus quem pode restaurar a visão do homem.


sábado, 24 de junho de 2017

Abra os olhos

Gen. 21: 19 Abrindo-lhe Deus os olhos, viu ela um poço de água, e indo a ele, encheu de água o odre, e deu de beber ao rapaz.

Ouvindo um sermão do Rev. Spurgeon que tem o título: “Abra os olhos”, o texto básico me chamou a atenção e decidi escrever esse artigo.

O versículo, acima, faz parte da narrativa de como Deus preservou a vida de Agar e seu filho Ismael.

Abrão seguindo a orientação de Deus mandou Agar e seu filho embora de sua casa. Agar, depois de caminhar deserto afora tendo acabado seu suprimento de água e vendo que o seu fim e de seu filho era a morte, o deixou a certa distância de maneira que não veria a sua morte; e assentou-se esperando a morte chegar. Nesse ínterim o Anjo de Deus disse a ela que Deus havia ouvido a voz da criança e, abrindo-lhe os olhos, ela pode ver o poço de água.

Durante o sermão pude pensar em duas lições que quero compartilhar.
A primeira é sobre como a falta de fé em Deus nos torna cegos e sem esperança. Muito embora fosse Agar uma escrava de Abraão ela conhecia a Deus, pois, presenciou muitos milagres que Deus havia realizado na vida de Abraão. Contudo ela não tinha fé em Deus como seu Salvador, e isso a tornava uma desesperançosa.

Quando Deus atua na vida de Agar tudo muda. A primeira providência de Deus, foi abrir os olhos dela para que ela visse o poço d’água. Quantos passam ou estão passando por dificuldades por não conhecer a Deus como seu Salvador? Vivem a vida como se Deus fosse um estranho, como se suas vidas dependessem apenas de si mesmos. No momento em que a dificuldade bate à porta eles não sabem o que fazer e, assim como Agar, “esperam a morte chegar”.

A segunda lição que quero compartilhar é que, alguns dias depois, pensando no sermão, me lembrei da conversa de Jesus com a mulher samaritana. Jesus disse a ela que ele era água viva e que quem bebesse dessa água nunca mais teria sede.

O pecado tem o poder de nos fazer cegos e sedentos. Se Agar tivesse conhecido a Deus como seu Salvador e confiasse a ele sua vida, ela não teria se sentado à distância para não ver a morte de seu filho e depois morrer. Ela saberia que Deus haveria de a socorrer.

Quantos vivem cegos e sedentos por não beberem da Água Viva? Quantos estão caminhando pelo deserto da vida sendo castigados pelo sol, pela falta de água, sem conseguirem ver o poço de água bem perto?
Sim, o pecado tem feito com que muitos vivam cegos e sedentos esperando a “morte chegar”.


Caro leitor se você está nesse momento passando dificuldade em que você não vê saída, e por isso você não tem mais esperança, não espere a morte chegar, existe um poço de Água Viva bem perto de você, basta você pedir a Deus para que ele abra seus olhos para enxergar esse poço. Vá a ele e beba dessa Água; só ele é capaz de lhe trazer solução para sua vida.  

sábado, 20 de maio de 2017

Titanic ou barquinho na Galiléia I ?

Já era tarde do dia e Jesus disse a seus discípulos: "Passemos para a outra margem". Entraram naquele pequeno  barco e começaram a navegar atravessando o Mar da Galiléia(Mc.4:35).

Dando continuidade ao artigo anterior.

Assim como no embarque do Titanic, também fico imaginando o embarque da tripulação no barquinho da Galiléia. Quanta diferença!

Quem tem ou já teve contato com aqueles pescadores, que tem aqueles pequenos barcos, sabem bem como é: o motor, de tão pequeno, tem apenas um cilindro (o motor dos nossos carros normalmente tem quatro), não existe camarote, salas de estar, o comandante é o próprio pescador, não existe nem uma cadeira por menor que seja, o almoço, cada um leva o seu, no embarque não há ninguém bem vestido, pelo contrário, o pescadores já com a pele curtida de uma vida sofrida no sol, usam apenas uma camisa e bermuda, às vezes um chapéu ou mesmo um boné.

No episodio em questão, Jesus diz que queria passar para o outro lado do Mar da Galiléia, e os discípulos entraram com ele no barco. Já haviam navegado um bom trecho quando o tempo fechou e começou uma tempestade. Os discípulos sendo pescadores experientes, continuaram a navegação tomando as medidas que a situação requeria. Contudo, a tempestade se tornou mais severa a ponto de aqueles experientes pescadores ficarem atemorizados, afinal, o bardo não era de aço, não tinha um motor possante, não tinha tamanho suficiente para a necessidade, não era um Titanic.

Fico imaginando onde e como Jesus dormia em meio a tanta confusão, o caos instalado, o barco era jogado contra as ondas, a noite escura. Não era de se admirar que seus discípulos, homens de vida no mar estivessem apavorados, afinal eles sabiam os ricos que estavam correndo, contudo, Jesus dormia, e com um sono tão profundo que os discípulos tiveram que acordá-lo. Jesus acorda acalma a tempestade e tudo volta à normalidade.

Novamente, que diferença! A diferença não está no tamanho das embarcações, nos recursos tecnológicos de cada barco, não está na experiência dos tripulantes, não está no que estava provocando o perigo às embarcações; a diferença está em quem estava na embarcação, está em quem a tripulação recorre para solucionar o problema.

Caro leitor, a vida com Jesus nunca foi e nunca será um mar de rosas, a vida com Jesus nunca foi e nunca será uma vida sem problemas, muito embora às vezes parece que o barco vai afundar e que vamos afundar com ele, às vezes o barco até bate em um iceberg e a água começa a entrar no barco, contudo, se Jesus está no barco nossa travessia chegará ao porto, nosso barco não corre risco de afundar e nos levar junto, ele anda sobre as águas e se for preciso fará nosso barco, também, flutuar.  

Caro leitor, para que nosso barco chegue ao porto certo, é preciso que Jesus esteja nele, senão, certamente afundará e levará junto quem estiver nele também.

Em qual barco você está, no famoso "Titanic" ou o "barquinho da Galiléia"?              


sábado, 22 de abril de 2017

Titanic ou barquinho na Galiléia?

Ontem(22/01/17) , em minha igreja, ouvi um excelente sermão do Rev. Leonardo, que teve como ilustração o Titanic e o barquinho dos discípulos no mar da Galiléia. Enquanto ele discorria seu sermão, me veio a vontade de, também, escrever sobre esses dois barcos diametralmente opostos.

O navio Titanic foi construído para ser o transatlântico  mais luxuoso e seguro de seu tempo. Pelos filmes feitos, que levam seu nome, podemos ver ambientes suntuosos, os lustres nos tetos, são de fazer inveja, as poltronas, nas salas de estar, eram de tecidos do mais alto gosto; na sala de maquinas, 2 motores enormes capazes de imprimir um velocidade média de 35Km/h em suas mais de 46.000 toneladas. Ele era tão grande que media 269m de comprimento! Havia uma necessidade de 892 tripulantes e sua capacidade era para 2435 passageiros.

No dia 10 de abril de 1912, o imponente transatlântico partiu para sua viagem inaugural. Fico imaginado a festa como deve ter sido, toda aquela gente bem vestida, as mulheres com seus vestidos longos, cada uma disputando com a outra qual estava mais bonito, os homens por sua vez usavam seus ternos feitos especialmente para a viagem... era tudo um luxo só!

Apenas cinco dias após o início da viagem, em uma noite escura, porém, de uma bela calmaria, quando todos desfrutavam dos seus belos amplos salões, outros já em seus camarotes dormindo, inclusive seu capitão, ouve-se um estrondo. Um grande bloco de gelo, sem que pudessem se desviar dele, choca contra o casco do imponente transatlântico, e dai para frente o caos se instala vindo morrer cerca de 1514 pessoas.

O navio feito para não afundar, não resistiu o seu quinto dia no mar!

É impressionante como o homem quer e procura com afinco uma vida de "Titanic", uma vida de luxo, cheia de pompa, dinheiro nunca falta, a saúde sempre boa, uma vida segura onde nada pode detê-lo. Durante sua jornada, ele lá de cima da sala de comando, vê vir as tempestades e não se abala, afinal está no todo poderoso "Titanic" para quem as grandes ondas não passam de marolas. Para ele a vida é um "mar de rosas".   

Contudo, a história do majestoso Titanic não terminou como planejou seu dono.

Também é impressionante como o homem não consegue enxergar os exemplos que a vida lhe oferece. A todo instante estamos vendo inúmeros Titanic's afundando e levando seus capitães juntos; a todo instante estamos vendo "Titanic's chocando com icebergs de diversos tamanhos, até mesmo menores que o "original", devido ao sono de seus capitães, sendo que o fim é o mesmo.

Aprendi há algum tempo atrás, que a grande maioria dos homens sofrem do "fenômeno da exceção". Esse fenômeno consiste em acreditar que, comigo a história será diferente, aconteceu com os outros, comigo não! Aprendi também, que esse fenômeno não existe, eu não sou diferente de ninguém; tudo que acontece com os outros, acontece comigo também, desde que eu esteja vivendo tal qual os outros estão vivendo.

Que vida você está vivendo? A de "Titanic"?


Continua... 

sábado, 18 de março de 2017

Efeitos do pecado ll

Dando continuidade ao texto anterior vamos ver que o pecado, também, nos priva de felicidade.

Quando Deus expulsou Adão e Eva do paraíso, em outras palavras, ele estava dizendo a Adão que ele teria de plantar seu próprio jardim.

Após a expulsão, Adão deve ter tomado a iniciativa de primeiramente procurar um abrigo para ambos e logo após, surgem as primeiras necessidades: a fome chegou, e agora?

Adão teria de dominar a terra e fazê-la produzir seu alimento, só que não deve ter sido fácil, uma vez que a terra iria produzir todo tipo de erva daninha, foi-se a tranquilidade de ter seu sustento. Às vezes fico imaginando Adão plantando sua horta e as lagartas comendo tudo e ele não tinha com que matá-las. Plantava, vinham os gafanhotos e com a chegada das pragas a paz foi embora.

Nasceram os filhos, que felicidade! Cresceram e logo aprenderam com o pai, um foi ser agricultor o outro pastor de ovelhas, entretanto, a felicidade logo se vai. O mais velho tira a vida do mais novo. 

Adão, por certo, não estava preparado para passar por essa experiência; ele não fazia ideia do que era ter um filho assassino, muito menos ver um filho morto, que tristeza! Que dor profunda deve ter sentido.

A vida de Caim virou do avesso, ele agora iria andar errante pelo mundo, foi-lhe colocada uma marca para que todos soubessem que ele era assassino. Essa marca deve ter lhe atormentado por toda a vida. 

Não dá para imaginar o que é viver com algo em você lhe dizendo a todo instante a tragédia que você provocou. 

Outro pensamento que me vem, quando estou refletindo sobre o assunto, é o que deve ter passado na cabeça de Adão ao ver todas essas coisas acontecendo! Confesso que não dou conta de tantos pensamentos, tantas conjecturas, deve ter sido algo muito sofrido para ambos.

A atitude tomada de desobedecer a Deus trouxe sérias consequências para a vida de Adão e seus descendentes, perdeu a amizade com Deus e também a vida feliz no paraíso.

Deus em sua infinita misericórdia providenciou o nosso retorno para o paraíso e para a felicidade. O seu plano consiste em que todo que crer ser Jesus filho de Deus tenha o seu retorno garantido.

Você crê?


sábado, 18 de fevereiro de 2017

Efeitos do pecado I

Assistindo um vídeo do pastor Marcos Granconato sobre "Os terríveis efeitos do pecado" resolvi escrever um pouco sobre esse excelente sermão.

O primeiro efeito, mencionado, foi o da "privação".

O pecado privou o homem da vida.

Deus havia criado o homem para não morrer, criou também uma árvore chamada de "Árvore da vida" que ficava do lado oriente do jardim e que dela o homem podia comer livremente. Contudo, ao expulsar o homem do paraíso, Deus colocou querubins para guarda-la e impedir o homem de comer dela e viver sem conhecer a morte. Com o pecado, o homem ficou, então privado da vida.

O pecado privou o homem da presença de Deus.

Após o pecado e a expulsão do homem do paraíso, Deus não veio mais, à tardinha, caminhar e conversar com homem. O homem a partir de então, não era mais receptível à voz de Deus; ele passou a ignorar tudo o que Deus lhe dizia, prova disso é Caim.

O pecado privou o homem da paz interior.

O relato que o Apostolo Paulo faz dessa situação do homem é terrível, uma vez que se percebe que é impossível ao homem se livrar dessa consequência, veja esse relato da carta aos Gálatas capítulo 5 versículo 17: "Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer."

Na carta, Paulo diz que existe, no interior do homem, uma guerra sem fim entre o espírito e a carne(pecado), ou seja o  pecado faz com que o homem viva uma guerra interior que o inferniza, que o faz infeliz, que faz com que ele não tenha paz um segundo sequer em sua existência.

O pecado privou o homem do céu.

Com o pecado o homem foi impedido de viver no céu, ele preferiu viver com o Diabo em vez de Deus, o pecado o arrastou para viver no inferno. No livro do profeta Isaías capítulo 59, versículo 2 encontramos: "Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça."

Creio que o que vou dizer agora possa lhe parecer muito duro e cruel, contudo, é preciso que seja dito: É imprescindível acreditar nessa triste situação em que se encontra o homem, com o objetivo de que ele reconheça que se nada acontecer, o seu fim será o inferno; entretanto devo dizer também algo sublime e maravilhoso: Deus providenciou um meio pelo qual todo esse mal seja cancelado.

A Bíblia diz que se o homem crer ser Jesus o Filho de Deus todo esse mal será desfeito.

Você crê?
        


sábado, 21 de janeiro de 2017

Porque a cruz?

Ainda no paraíso, Deus fez um acordo com nossos primeiros pais, no qual eles não poderiam desobedecê-lo, para que não morressem. Enquanto eles obede - ceram, nada lhes aconteceu. Entretanto, no momento em que desobedeceram comendo do fruto, nossos pais sofreram a primeira punição morrendo espiritualmente e um pouco mais tarde, naquele dia, sofreram a segunda punição que foi a expulsão do paraíso. Com isso, toda a raça humana foi atingida com as mesmas punições.

Deus, sendo misericordioso, nos mandou seu Filho para cumprir o acordo que nossos primeiros pais não foram capazes de cumprir. Era preciso alguém nas mesmas condições em que se encontravam Adão e Eva, antes de pecar, para cumprir tal acordo. Por isso só poderia ser um Deus, pois, toda a criação estava contaminada pelo pecado.

Quando Jesus veio a este mundo, ele teve que enfrentar a mesma tentação que Adão e Eva sofreram. Logo após ser batizado, a Bíblia relata que Jesus foi levado para o deserto para ser tentado. Contudo, não se deixou levar pela artimanha de Satanás.

Para que Jesus viesse ao mundo, Deus, em sua infinita sabedoria, preparou o mundo para o seu nascimento fazendo com que o povo de Israel fosse dominado pelo império romano, que dominava quase a totalidade do mundo conhecido de então. O império romano tinha por norma crucificar os criminosos como meio de tortura e expô-los à vergonha. Já para os judeus, era uma forma de maldição. Com isso Jesus sofreu as piores dores, sofreu a tortura física pelo império romano, que representava o mundo e a execração de seu próprio povo.

Morrendo na cruz sem pecar, Jesus cumpriu cabalmente o acordo entre Deus e os homens, feito lá no paraíso com nossos primeiros pais, abrindo novamente o portão do paraíso, fechado pelo próprio Deus, nos possibilitando assim o retorno ao lugar de onde nunca deveríamos ter saído.


Essa possibilidade de retorno ao paraíso, é fruto da graça e da misericórdia de Deus, que oferece a todos os que reconhecem ser Jesus seu filho e aceitam que ele seja o seu representante na morte lá na cruz, passando então a viver conforme seus preceitos.