
No capítulo 11 de do livro de Gêneses, a Bíblia, registra no verso 1 que : “Ora, em toda a terra havia apenas uma linguagem e só uma maneira de falar” e nos versículos seguintes temos o relato da Torre de Babel e de como Deus agiu diante dos planos das pessoas que viviam naquela localidade.
Quero neste artigo comentar como tenho visto a igreja Presbiteriana do Brasil de nossos dias.
Antes de tudo quero dizer que existem as exceções e que dou graças a Deus por elas, porém a grande maioria delas, de presbiteriana, só tem nome.
Quando entramos em uma igreja presbiteriana para participar do culto, entramos confiados no que está escrito, lá fora, “Igreja Presbiteriana do Brasil”. Só que quando o culto começa surge em nossa mente: “Será que entrei por engano em uma igreja de outra denominação?” Ao depararmos com a forma com que o culto é celebrado não dá para sabermos a que denominação pertence a igreja na qual entramos, não sabemos se é da Universal, se é da Deus é amor, se é da Internacional da Graça de Deus e por aí vai, pois em seus cultos acontece de tudo.
O dito momento de louvor é um apêndice do e no culto, como se as outras partes do culto não fossem, também, um louvor a Deus. O dirigente manda a congregação ficar em pé para cantar e outras coisas mais...., o que geralmente dura uns 15 minutos; Coitados dos idosos, de outros que tem problemas físicos e que não podem ficar tanto tempo em pé! O gestual das pessoas demonstra uma espiritualidade a toda prova. As letras desses cânticos, em sua esmagadora maioria, são uma afronta à doutrina presbiteriana e às boas regras do nosso português. Porém, quando se cantam os hinos, as mesmas pessoas têm um comportamento completamente diferente, aí aquela participação “fervorosa” dá lugar a uma participação completamente sem aquele sentimento de “fervor” e grande parte nem canta.
Há também a turma que só canta hino, como se eles fossem a ultima palavra em música sacra. Conheço um membro de uma igreja presbiteriana que um dia me disse que ele entendia que a “hinologia”, termo usado por ele, deveria estar em mesmo pé de igualdade ou até mesmo superior à nossa Confissão de Fé de Westminster.
Devo confessar que, para meu gosto, as letras, músicas e poesia contidas nos nossos hinos são de longe muito mais inspiradoras do que das outras músicas. Confesso também que existem músicas, cantadas em nossas igrejas, que são de igual forma inspiradoras, mas para minha tristeza é a minoria delas.
Existem igrejas que possuem um “Ministério da dança”. Um grupo de moças, digo moças por não ter notícia de que os moços também fazem parte deste “ministério”, ficam lá no púlpito dançando sem que seus gestos façam qualquer ligação, do participante do culto, com o que está se cantando e principalmente com Deus; o que presumo, deveria ser esta a intenção dos seus idealizadores. Prática que a Igreja Presbiteriana já se pronunciou contrária ( vide link: http://www.executivaipb.com.br/Digesto/valida_digesto_incompleto.asp - CE-2008- Doc. 132 - CE-SC/IPB-2008 – Doc. CXXXII ) documento este que trata e condena também o uso de palmas durante os cânticos, quanto mais o bater palma para Jesus; não se assuste isso já existe em igrejas que se dizem presbiterianas
As outras partes da liturgia são elaboradas afim de levar a pessoa que está participando do “culto” a um estado emocional em que fica incapaz de raciocinar, veja que a Bíblia nos exorta, em Rom. 12:1, o contrário, e acaba por fazer aquilo que o dirigente comanda, lá de cima do púlpito, como se fosse um animador de auditório.
Os sermões por sua vez, pelo seu conteúdo e profundidade, nos dão a impressão de que o pregador não levou nem 30 minutos para prepará-lo. Se ele, o pregador, disser que gastou esse tempo ou mais, mais preocupado ficarei por ver quão despreparado está para assumir o púlpito de uma igreja. No livro, O pregador sua vida e obra, o pastor John Henry Jowett escreve a jovens pastores, recém ordenados ao ministério, dando conselhos de como devem conduzir sua vida, como pastor de almas em uma igreja. Em um de seus capítulos ele chama a atenção para o dever do pastor de não pregar um sermão antes de gastar tempo, muito tempo, lendo o que escreveu, meditando sobre o que escreveu, pesquisando vários autores, e só após ter passado por esses pontos, aí sim fazer a pregação de tal sermão.
Hoje, temos pastores de igrejas presbiterianas que incentivam seus membros, a levarem a chave de sua casa, para ser consagrada, afim de que suas casas sejam, também, consagradas, fiquem livres da atuação de satanás por que a suas chaves foram consagradas. Quando o correto seria incentivar a seus membros que se consagrem para que suas vidas sejam uma vida de testemunho da Palavra de Deus e que através do testemunho de suas vidas outras pessoas sejam salvas.
Outro artifício que tem sido usado pelos pastores em geral é o famoso “data show”. Que desastre! É sem dúvida uma ferramenta didática excelente, lógico que, quando bem usada. Os pastores e líderes que normalmente usam esse recurso, nunca fizeram um cursinho básico de informática, para não dizer em um curso de didática, que incluem em seu conteúdo, como se fazer uma apresentação no PowerPoint. Aí você não sabe se presta atenção no que o dirigente está falando ou naquele “negócio” que está sendo apresentado na tela. Estou dizendo só isso para não comentar a apresentação de alguns clipes, que alguns pastores usam, que chegam a ser uma profanação do culto e por que não dizer do templo. O uso dessa ferramenta, como vem sendo usada, tem demonstrado quão despreparados nossos pastores estão.
Aqui em Governador Valadares, um pastor que pastoreava a 1ª. Igreja Presbiteriana ouviu de um dos pastores da Assembléia de Deus que a Igreja Presbiteriana estava pegando aquilo que sua denominação estava jogando no lixo.
É lamentável o que vem acontecendo no seio da Igreja Presbiteriana do Brasil. Os nossos seminaristas, em sua grande maioria sustentados pelas igrejas das quais foram membros, passam 4 anos nos nossos seminários e ao saírem de lá se comprometem a seguir as doutrinas presbiterianas, de se sujeitarem às decisões dos concílios superiores. Só que quando assumem o pastorado de uma igreja, fazem o que bem querem, à revelia de tudo aquilo que ele se comprometeu a seguir ou seja, as doutrinas, reconhecer que elas são a fiel interpretação do texto Sagrado e quanto às decisões dos concílios superiores nem tomam conhecimento.
Aí fico a pensar: “Será que Deus está fazendo conosco o que falou que faria ao povo de Israel quando entrassem na terra prometida (Dt. 13: 1 a 4) ou será que já está acontecendo o que está profetizado em II Timóteo 4:3 ou as duas coisas juntas”?
Que Deus continue e ter misericórdia de nós, fazendo com que seu Santo Espírito nos dê o verdadeiro discernimento de sua vontade para que não abandonemos a sã doutrina e que a cada dia possamos crescer no conhecimento revelado na sua santa Palavra.
