sábado, 20 de fevereiro de 2010

Presbiterianismo ou Torre de Babel?



No capítulo 11 de do livro de Gêneses, a Bíblia, registra no verso 1 que : “Ora, em toda a terra havia apenas uma linguagem e só uma maneira de falar” e nos versículos seguintes temos o relato da Torre de Babel e de como Deus agiu diante dos planos das pessoas que viviam naquela localidade.

Quero neste artigo comentar como tenho visto a igreja Presbiteriana do Brasil de nossos dias.

Antes de tudo quero dizer que existem as exceções e que dou graças a Deus por elas, porém a grande maioria delas, de presbiteriana, só tem nome.

Quando entramos em uma igreja presbiteriana para participar do culto, entramos confiados no que está escrito, lá fora, “Igreja Presbiteriana do Brasil”. Só que quando o culto começa surge em nossa mente: “Será que entrei por engano em uma igreja de outra denominação?” Ao depararmos com a forma com que o culto é celebrado não dá para sabermos a que denominação pertence a igreja na qual entramos, não sabemos se é da Universal, se é da Deus é amor, se é da Internacional da Graça de Deus e por aí vai, pois em seus cultos acontece de tudo.

O dito momento de louvor é um apêndice do e no culto, como se as outras partes do culto não fossem, também, um louvor a Deus. O dirigente manda a congregação ficar em pé para cantar e outras coisas mais...., o que geralmente dura uns 15 minutos; Coitados dos idosos, de outros que tem problemas físicos e que não podem ficar tanto tempo em pé! O gestual das pessoas demonstra uma espiritualidade a toda prova. As letras desses cânticos, em sua esmagadora maioria, são uma afronta à doutrina presbiteriana e às boas regras do nosso português. Porém, quando se cantam os hinos, as mesmas pessoas têm um comportamento completamente diferente, aí aquela participação “fervorosa” dá lugar a uma participação completamente sem aquele sentimento de “fervor” e grande parte nem canta.

Há também a turma que só canta hino, como se eles fossem a ultima palavra em música sacra. Conheço um membro de uma igreja presbiteriana que um dia me disse que ele entendia que a “hinologia”, termo usado por ele, deveria estar em mesmo pé de igualdade ou até mesmo superior à nossa Confissão de Fé de Westminster.

Devo confessar que, para meu gosto, as letras, músicas e poesia contidas nos nossos hinos são de longe muito mais inspiradoras do que das outras músicas. Confesso também que existem músicas, cantadas em nossas igrejas, que são de igual forma inspiradoras, mas para minha tristeza é a minoria delas.

Existem igrejas que possuem um “Ministério da dança”. Um grupo de moças, digo moças por não ter notícia de que os moços também fazem parte deste “ministério”, ficam lá no púlpito dançando sem que seus gestos façam qualquer ligação, do participante do culto, com o que está se cantando e principalmente com Deus; o que presumo, deveria ser esta a intenção dos seus idealizadores. Prática que a Igreja Presbiteriana já se pronunciou contrária ( vide link: http://www.executivaipb.com.br/Digesto/valida_digesto_incompleto.asp - CE-2008- Doc. 132 - CE-SC/IPB-2008 – Doc. CXXXII ) documento este que trata e condena também o uso de palmas durante os cânticos, quanto mais o bater palma para Jesus; não se assuste isso já existe em igrejas que se dizem presbiterianas

As outras partes da liturgia são elaboradas afim de levar a pessoa que está participando do “culto” a um estado emocional em que fica incapaz de raciocinar, veja que a Bíblia nos exorta, em Rom. 12:1, o contrário, e acaba por fazer aquilo que o dirigente comanda, lá de cima do púlpito, como se fosse um animador de auditório.

Os sermões por sua vez, pelo seu conteúdo e profundidade, nos dão a impressão de que o pregador não levou nem 30 minutos para prepará-lo. Se ele, o pregador, disser que gastou esse tempo ou mais, mais preocupado ficarei por ver quão despreparado está para assumir o púlpito de uma igreja. No livro, O pregador sua vida e obra, o pastor John Henry Jowett escreve a jovens pastores, recém ordenados ao ministério, dando conselhos de como devem conduzir sua vida, como pastor de almas em uma igreja. Em um de seus capítulos ele chama a atenção para o dever do pastor de não pregar um sermão antes de gastar tempo, muito tempo, lendo o que escreveu, meditando sobre o que escreveu, pesquisando vários autores, e só após ter passado por esses pontos, aí sim fazer a pregação de tal sermão.

Hoje, temos pastores de igrejas presbiterianas que incentivam seus membros, a levarem a chave de sua casa, para ser consagrada, afim de que suas casas sejam, também, consagradas, fiquem livres da atuação de satanás por que a suas chaves foram consagradas. Quando o correto seria incentivar a seus membros que se consagrem para que suas vidas sejam uma vida de testemunho da Palavra de Deus e que através do testemunho de suas vidas outras pessoas sejam salvas.

Outro artifício que tem sido usado pelos pastores em geral é o famoso “data show”. Que desastre! É sem dúvida uma ferramenta didática excelente, lógico que, quando bem usada. Os pastores e líderes que normalmente usam esse recurso, nunca fizeram um cursinho básico de informática, para não dizer em um curso de didática, que incluem em seu conteúdo, como se fazer uma apresentação no PowerPoint. Aí você não sabe se presta atenção no que o dirigente está falando ou naquele “negócio” que está sendo apresentado na tela. Estou dizendo só isso para não comentar a apresentação de alguns clipes, que alguns pastores usam, que chegam a ser uma profanação do culto e por que não dizer do templo. O uso dessa ferramenta, como vem sendo usada, tem demonstrado quão despreparados nossos pastores estão.

Aqui em Governador Valadares, um pastor que pastoreava a 1ª. Igreja Presbiteriana ouviu de um dos pastores da Assembléia de Deus que a Igreja Presbiteriana estava pegando aquilo que sua denominação estava jogando no lixo.

É lamentável o que vem acontecendo no seio da Igreja Presbiteriana do Brasil. Os nossos seminaristas, em sua grande maioria sustentados pelas igrejas das quais foram membros, passam 4 anos nos nossos seminários e ao saírem de lá se comprometem a seguir as doutrinas presbiterianas, de se sujeitarem às decisões dos concílios superiores. Só que quando assumem o pastorado de uma igreja, fazem o que bem querem, à revelia de tudo aquilo que ele se comprometeu a seguir ou seja, as doutrinas, reconhecer que elas são a fiel interpretação do texto Sagrado e quanto às decisões dos concílios superiores nem tomam conhecimento.

Aí fico a pensar: “Será que Deus está fazendo conosco o que falou que faria ao povo de Israel quando entrassem na terra prometida (Dt. 13: 1 a 4) ou será que já está acontecendo o que está profetizado em II Timóteo 4:3 ou as duas coisas juntas”?

Que Deus continue e ter misericórdia de nós, fazendo com que seu Santo Espírito nos dê o verdadeiro discernimento de sua vontade para que não abandonemos a sã doutrina e que a cada dia possamos crescer no conhecimento revelado na sua santa Palavra.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Submissão aos propósitos de Deus




Fui chamado para, no domingo, depois do Natal, para dirigir o estudo da lição de uma das classes, na Escola Dominical, de nossa Igreja. Ao pegar a lição e me deparar com o assunto proposto fiquei entusiasmado. Comecei então a ler o que autor havia escrito, porem uma pergunta não me saía da mente; “ Como tornar um assunto tão estudado, tão conhecido em um estudo que viesse a ser atrativo, e edificante para todos os que ali estivessem?”

Após terminado de escrever aquilo, que julgo ter sido orientado por Deus, recebi a noticia, de que, naquele domingo não teríamos a costumeira divisão de classes, pois o Rev. Adão Ferreira do Nascimento é que iria fazer o estudo em conjunto. A principio fiquei meio sem saber o que fazer com o que eu havia escrito e preparado para utilizar no estudo em classe. Foi aí que me veio a idéia de colocá-lo aqui no blog para que todos que tenham a oportunidade de ler e sejam edificados como eu fui, pois jugo ter sido Deus que colocou em meu coração o que preparei para o estudo.

Vou abrir um parêntese ao artigo para me referir aos estudos feito pelo Rev. Adão. Que benção foi para mim estar, naquele domingo, assentado ouvido aqueles estudos, quero aproveitar a oportunidade para dizer que entendo que foi propósito de Deus ter mudado toda a rotina de nossa Escola Dominical. Ao final disse ao Rev. Adão ( com muito carinho que hoje tenho por ele) o Sr. É como vinho quanto mais velho melhor.

O tema do estudo proposto para aquele domingo era “Submissão aos propósitos de Deus”

Eu tinha a intenção de começar perguntando o significado a palavra submissão

O que você entende por submissão? No dicionário a palavra submissão tem os seguintes sentidos: Ato de submeter, sujeição, obediência, docilidade.

Observo que o significado da palavra submissão é por demais conhecido e não teríamos nenhum problema nas respostas, por certo, todos concordaríamos com as elas.

Depois de obter as respostas à primeira pergunta, faria a seguinte: E quando nos referimos à nossa submissão a Deus?

De maneira igual, entendo que não teríamos nenhuma resposta da qual poderíamos debater pois, creio que também, submissão a Deus é coisa que devemos incondicionalmente e ponto final.

Meu propósito era, de nessa hora, dizer à classe que a lição havia terminado pois tínhamos racionalmente o assunto, em questão, bem claro, bem definido. Esperaria um pouquinho pois sabia que a classe iria ficar inconformada com tal atitude e só depois eu diria que vejo algo de muito importante e precioso para todos nós no estudo do assunto proposto. Eu diria então: Vejo em nós uma coisa que a mim me deixa muito triste e envergonhado diante de Deus, pois acredito que na maioria das vezes não vivemos o que dizemos crêr.

Vivemos um antagonismo. Em nossa mente está claro, como dia, que devemos ser submissos a Deus incondicionalmente, mas na vida diária nossas ações estão dizendo a todo instante que não cremos que Deus sabe dirigir nossas vidas.
É muito fácil e até prazeroso ser submisso quando Deus nos abençoa fazendo com que nossa vida seja coroada de sucesso, porém quando passamos por uma adversidade, quando Deus nos prova a fé é que a coisa fica feia. É nesta hora que achamos que Deus esta sendo injusto, que Deus não nos está abençoando e até mesmo nos castigando.

Vejamos alguns pontos da lição:

Fé ao invés de medo

No texto proposto pelo autor da lição vemos que um profeta de Deus veio a Paulo e declarou o que aconteceria a Paulo se ele fosse a Jerusalém. Hoje, nós, não temos mais este tipo de situação, de alguém chegar para outra pessoa e dizer: “olha, Deus mandou te dizer para que você não vá a tal lugar pois você irá morrer se for”. Porém quando alguém vai a um médico e tem um diagnostico de uma doença grave o chão desaparece de debaixo de nossos pés. Eu ainda não vi, nem tenho notícia de que após ouvir um diagnostico desse alguém dissesse “seja feita a vontade de Deus” ( fato que admito que possa acontecer ) e não ficasse a todo instante questionando a Deus por que aquela doença apareceu!

A fé em muitos casos dá, sim, lugar ao medo e a insegurança.

Voltando às perguntas anteriores, nós sabemos dezenas de versículos, de cor, que nos dizem o que deveríamos estar sentindo: paz, segurança e tranqüilidade, afinal de contas dizemos que cremos que Deus está no controle de tudo.

Por isso, este é o ponto que reputo mais difícil de ser vivido por todos nós, pois é aqui em que demonstramos a fragilidade de nossa fé em Deus, é aqui que, lá no mais íntimo de nosso ser, achamos que Deus está nos punindo por algum pecado e nos martirizamos. Sentimos como um dos piores pecadores, alguém em que Deus descarregou toda sua ira por causa do pecado. Ainda costumamos dizer, ao vermos alguém, em quem não vemos uma vida que reputamos boa, vida de um bom testemunho, sofrendo de qualquer mal, seja ele físico, mental ou material, que tal pessoa está pagando pela vida que leva, o que também não descarto a possibilidade.

Dificilmente passa pela nossa mente que Deus, em sua infinita sabedoria e misericórdia, está cumprindo seus propósitos na vida daquela pessoa, que Deus está em vez de castigando está abençoando. Pois como entender, que uma doença, uma dificuldade de qualquer natureza, é uma benção? para nós benção é só sucesso, saúde, alegria e coisas semelhantes.

Propósito de Deus e não dos homens

Pode o homem interferir nos propósitos de Deus ? A resposta a essa pergunta é, e sempre será, um NÃO. Como então sabermos que, o que estamos fazendo ou deixando de fazer é do propósito de Deus?
A meu ver, aqui reside uma brutal interrogação na vida do crente. Até hoje, a melhor resposta que eu encontrei a esta indagação foi escrita por Rev. Augustos Nicodemus. Ele diz em pequeno texto intitulado: É preciso mais fé para ser um calvinista do que ser um arminiano. .... “eu já não me preocupo mais com isto. Convivo diariamente com o meu suposto livre arbítrio e a declarada soberania de Deus na minha vida. Não paro para refletir teologicamente diante das decisões. Simplesmente, tomo-as. Reflito, é claro, nos valores e princípios teológicos que controlam as escolhas, para que possa fazer aquelas que sejam acertadas. Mas, não mais me pergunto qual a escolha que Deus já determinou para mim? Esse tipo de pergunta pode paralisar o calvinista, pois provavelmente ele só terá a resposta se for em frente e escolher. Sei que no final, Deus terá realizado seu plano sábio, justo e bom na minha vida. É nisto que creio."

O perigo de interpretar por vantagem própria

Aqui está um ponto que reputo de muita seriedade. Não estamos tendo o cuidado de interpretarmos os acontecimentos em nossa vida sob a orientação do Espírito Santo. Para mim o melhor exemplo é o relato do livro de Jó. Penso que se Jó estivesse vivendo em nossos dias o que se diria a respeito dele é que ele estaria pagando pelos seus pecados. Acredito que se Jô fosse membro de uma dessas igrejas que vivem expulsando o diabo, certamente teriam tentado expulsar o diabo do corpo de Jó. Enquanto Jô debateu com Deus ele ficou no estado em que se encontrava, porem quando Jó reconheceu que Deus é soberano e tem o direito de fazer o que quer, como quer e com quem quer, Deus, aí, mudou a sorte de Jó.

Hoje nossas igrejas estão cheias de pastores que pregam sermões de auto-ajuda onde você é que toma as rédeas de sua vida, você determina, os acontecimentos em sua vida só depende de sua atitude, se você for fraco sua vida será um fracasso porem se você não se conformar e disser a Deus que não aceita tal situação sua vida se transforma num mar de rosas, sua empresa cresse, seu emprego é restituído e coisas semelhantes vão acontecer. Tudo gira em torno de você e você é que é “O CARA” e Deus é um mero espectador, e ou um mero cumpridor de desejos.

Termino fazendo uma pergunta a todos nós: Estamos vivendo submissão ou insubordinação aos propósitos de Deus?


Deus, oro neste instante para que o Senhor nos perdoe o pecado da insubordinação a TI, em nome de Jesus, amém.