sábado, 22 de dezembro de 2018

Os milagres posteriores a morte de Jesus


Nesse artigo quero comentar mais um sermão do Rev. Spurgeon, o de número 2059, pregado na noite do domingo de 1º de abril de 1888.

Pregado na cruz, logo após o Senhor Jesus entregar seu espírito e morrer, aconteceram três milagres. O primeiro, o véu se rasgou, o segundo, a terra tremeu e as rochas se fenderam e o terceiro, a ressurreição de mortos.

Quando o Senhor Jesus deu início a seus milagres, em vida, ele transformou água em vinho e isso se deu em uma festa que ele e seus discípulos haviam sido convidados, entretanto, o primeiro milagre após sua morte não foi em uma festa, não foi em uma casa qualquer. Pelo contrário, esse milagre aconteceu em meio a muita tristeza e em sua própria casa.

No milagre de transforma água em vinho, Jesus estava presente, porém, o de rasgar o véu não, o que nos faz olhar para ele com especial atenção.

Com esse milagre o Senhor Jesus deu início a uma nova era na história da salvação do homem. Agora o homem não mais dependeria de um sacerdote para se interpor na relação do homem com Deus, a partir desse milagre o homem passou ter acesso direto a Deus. Sim, agora você e eu temos um caminho para chegarmos à presença de Deus: a morte de Cristo na cruz.

O segundo milagre foi o de fazer a terra tremer e fender as rochas.

Sem tocá-las, pois ainda estava dependurado na cruz, com sua morte, o Senhor Jesus, fez com que as rochas se partissem. Aquilo que não tem sentimentos, como que sentindo a dor de nosso sublime Salvador se fende, se abre, como que num grito de agonia suplicando socorro.

A Bíblia, para exemplificar a dureza do coração do homem devido ao pecado, em diversos trechos, diz que ele tem um coração de pedra.

Hoje em dia, para se quebrar as pedras, temos diversos dispositivos. Contudo, só há um dispositivo para quebrar a pedra de que nosso coração é feito. Somente acontecendo o mesmo milagre que a morte de Cristo operou, só a morte de Cristo tem poder para romper a pedra endurecida pelo pecado.

O terceiro milagre que aconteceu logo após a morte do Senhor Jesus foi a ressurreição de mortos.

Vou comentar esse milagre finalizando esse artigo. O Senhor Jesus nunca fez e nunca fará alguma coisa ao acaso, todos os seus atos têm uma razão de ser.

Lendo esse sermão, pude fazer um paralelo desses três milagres com o processo de nossa salvação.

Ao rasgar o véu, o Senhor Jesus nos mostra que o único caminho para nossa salvação é a sua morte na cruz, ele morreu para que nada se interponha em nosso caminho de volta a Deus.

Sua morte fez com que as pedras se partissem e o tremor da terra abrisse sepulcros de onde os que foram ressuscitados saíssem. Esse milagre continua acontecendo com todos aqueles que passam pelo véu rasgado, tem seus corações quebrados e são então ressuscitados, afim de que saiam de seus sepulcros para a vida eterna.

Esses três milagres já aconteceram em sua vida? Se não suplique a Deus agora mesmo. Essa é minha oração. 


sábado, 17 de novembro de 2018

Eleição de nosso presidente


No dia 28 do mês passado o povo brasileiro elegeu um novo presidente da República. Pela primeira vez, que eu lembro, o povo cristão se mobilizou em torno de um ideal: a eleição de cristão, a luta por ideais cristãos. Foi realmente maravilhoso ver tanta gente nas ruas, nas mídias sociais, enfim, todo um povo mobilizado para eleger o seu candidato.

E agora? O que esse povo vai fazer?

Me lembro, nesse instante, de um amigão que tenho chamado Wilson. Em 1988, quando ele me levou para trabalhar com ele, ele era gerente da fábrica de leite em pó da Leite Glória em Itapetinga. Certa vez ele fez um comentário a respeito de uma situação parecida: “Parece cachorro correndo atrás do carro, quando o carro para ele não sabe o que fazer com o carro”, isso me marcou de tal modo, que todas as vezes em que me deparo com uma situação análoga eu me lembro desse comentário.

A minha pergunta continua, o que o povo cristão vai fazer?

No mesmo domingo da eleição, vimos o presidente eleito fazendo uma oração agradecendo a Deus por ter sido eleito. Poucos dias depois, quando chegou em Brasília, antes de se dirigir ao compromisso que tinha, ele e seus amigos se ajoelham e oram a Deus, novamente, agradecendo e suplicando orientação para as decisões que haveriam de tomar.      

Depois do resultado, o povo ficou muito feliz e com justa razão, eu também fiquei, pois assim como eu, muitos oraram pedindo a Deus para que esse candidato fosse eleito.

Pensando a respeito, no mesmo domingo, tomei uma decisão: agora preciso orar para que Deus o mantenha forte, o suficiente, para que resista à corrupção do poder. Basta um pouquinho só de tempo para trazermos à memória dois exemplos bíblicos, Davi e Salomão, para vermos o que o poder(pecado) é capaz de fazer com o homem. Se com esses dois o poder fez o que fez, quanto mais com outros “simples mortais”.

Agora não é hora de ficarmos como os cachorros que correm atrás dos carros, é hora de tomarmos uma decisão de continuarmos com nossas orações, pois o diabo, nosso adversário, anda ao derredor do nosso presidente como leão para o tragar. Ele precisa de nossas orações, nossa nação precisa de nossas orações, a luta será muito maior do que foi até agora, tenham certeza disso.

Você já parou para pensar se nosso presidente for apanhado em algum caso de corrupção? Se isso vier acontecer vai ser um vexame, vamos ver todo tipo de zombaria, vamos ver o nome de Deus sendo zombado.
E agora que a eleição acabou o que você vai fazer? Vai deixar o nosso presidente sozinho?

Carta de Tiago 5:16 ... Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.
 



sábado, 20 de outubro de 2018

Responda


Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo? - Mat. 27:22


Replicou-lhes Pilatos: Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo? Seja crucificado! Responderam todos.
  
Uma boa pergunta! O Senhor Jesus estava prestes a ser entregue nas mãos de seus carrascos quando Pilatos fez essa pergunta: “Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo?”

Me parece muito apropriado, para os dias de hoje, pararmos um pouco e meditarmos sobre tal pergunta. Pilatos não havia encontrado, em Jesus, falta alguma e não tinha como condená-lo, pressionado, por aqueles que Jesus havia combatido mostrando suas falhas, procurou um meio, que chamaríamos hoje de “politicamente correto”, para atender ao pedido deles sem se comprometer com o desfecho de suas ações.

Quantos, hoje, estão fazendo a mesma pergunta, não sabem o que fazer com Jesus chamado Cristo. Não estão, com sua boca, proferindo tais palavras, contudo, suas ações demonstram claramente que não sabem o que fazer com Jesus chamado Cristo.

Um dia procuram a Jesus para se fartarem de pão, tal qual aquela multidão que o procurava logo após os ter fartado quando da multiplicação de cinco pães e dois peixinhos, outro dia procuram a Jesus para que ele os cure tal como os nove dos dez leprosos que após terem sido curados nem se lembram de Jesus. E essas pessoas assim vivem sem saber o que fazer com Jesus chamado Cristo.

Quando  lemos a Bíblia, vemos que Jesus condenou à multidão, que o procurava apenas para obter o pão, da seguinte maneira: “...vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará...” Aos nove leprosos Jesus não falou nada pois eles não voltaram.

A pergunta de Pilatos à multidão persiste até hoje e ela é feita por mim a você que lê esse artigo: O que você tem feito de Jesus chamado Cristo?

Você tem procurado a Jesus chamado Cristo para se servir dele ou para servi-lo?

Espero que você o procure tal qual o décimo leproso do grupo que procurou a Jesus para obter dele a cura. Dos dez, só um voltou dando glórias a Jesus quando percebeu que havia ficado livre da lepra, prostrado diante de Jesus ouviu: “...Levanta-te e vai; a tua fé te salvou.”

Sim, é dessa maneira que devemos procurar por Jesus, para sermos salvos, para termos nosso pecado perdoado, para receber dele vida nova, para nos fartarmos do pão espiritual, para bebermos da Água Viva.

Qual a sua resposta à pergunta: O que você tem feito com Jesus chamado Cristo?












sábado, 22 de setembro de 2018

Com a perseverança, a piedade


6 - com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade;

Até aqui o Apóstolo relacionou características que são voltadas para íntimo de cada um de nós, agora ele começa a apresentar características que vão influenciar no relacionamento do cristão com seu semelhante e com Deus.

A primeira dessas características relacionadas é a piedade e, primeiramente, vamos vê-la tendo como direção o próximo.

A recomendação é para que associemos à nossa perseverança a piedade, pois tem o objetivo de nos ensinar que piedade não é um ato isolado, não é um acontecimento fortuito, não é algo que de vez em quando é praticado. A piedade deve ser associada à perseverança, pois deve ser vivida, praticada, constantemente.

O pecado tornou o homem egoísta, ele suplica a Deus piedade, contudo, quando ele tem a oportunidade de ser piedoso ele se omite.

Agora vamos ver a piedade com relação a Deus. Quando a Bíblia usa a palavra piedade para se referir ao relacionamento do homem com Deus, é evidente que ela não está dizendo para que o homem tenha piedade de Deus no sentido de ter dó dele, de ter compaixão dele, o sentido é outro.

O sentido que a Bíblia dá à palavra piedade, se referindo ao relacionamento do homem com Deus, nos diz que o homem deve ter amor, respeito, apreço, devoção a tudo que se refere a Deus, o que vem confirmar a necessidade de, realmente, associarmos a nossa perseverança à piedade.

A recomendação do Apóstolo vem em oposição ao estilo de vida que levamos, pois dificilmente vemos amor, respeito e devoção àquilo que diz respeito a Deus, hoje as pessoas têm vivido de tal forma sem compromisso com Deus, que não mais se lê a Bíblia, não se tira um momento para oração..., temos andado com tantos afazeres que não nos sobra tempo para o sagrado.

Quando o Apóstolo nos diz para associarmos nossa perseverança à nossa piedade, ele está nos dizendo para sermos constantes no exercício da compaixão ao nosso próximo, assim como nas praticas espirituais.

sábado, 25 de agosto de 2018

Com o domínio próprio, a perseverança


6 - com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade;

Chegamos à uma característica que vem demonstrar o quanto desejamos e/ou almejamos alguma coisa, a perseverança.

O que vem a ser perseverança? Como ela se manifesta? Qual seu objetivo?

A definição dessa característica é bem conhecida de todos nós, é a atitude de não desistir facilmente, de lutar por um objetivo.

Na carta aos Romanos, no capítulo 12 o Apóstolo Paulo lista algumas virtudes e no versículo 12 ele recomenda que eles deveriam ser perseverantes na oração, logo após recomendar paciência na tribulação. É muito interessante a instrução do Apóstolo, pois ela vem nos mostrar que a perseverança está associada à tribulação, uma vez que é na tribulação que nossa perseverança irá exercer um papel fundamental, é na tribulação que dependemos da associação do domínio próprio com a perseverança para que possamos crescer espiritualmente.

É no memento de tribulação que a perseverança deve se manifestar a fim de que possamos ser bem sucedidos, pois como venceremos se ao primeiro sinal de turbulência logo desistimos, a nuvem negra está se avizinhando nosso coração fica aflito e até mesmo desesperado louco para se ver livre de problema. Devemos ter em mente de que não há vitória sem luta, muito embora, só queremos a vitória e isso é impossível.

A perseverança tem como objetivo fazer com que sejamos bem sucedidos em nossa vida, principalmente na espiritual.

Enquanto estava escrevendo esse parágrafo anterior veio à minha mente o episódio registrado por Lucas, no capítulo 9 a partir do verso 57 quando Jesus põe à prova os que diziam que queriam segui-lo e a eles, ele diz que aquele que põe a mão no arado e olha para traz não é digno de segui-lo. Quem está trabalhando arando a terra não pode ficar olhando para traz vendo o quanto de serviço já fez, seu olhar deve estar fixo no serviço que ainda está à sua frente, deve manter seu pensamento no fruto que está para colher e isso só é possível se o agricultor for perseverante.

Colher é fácil, plantar é colocar a fé em Deus que dá a chuva, o sol, o vento e tudo que for necessário para uma boa safra.

Só colhe, só tem sustento, quem é perseverante.

Quer ter uma vida cheia de frutos seja perseverante na oração.      

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Com o conhecimento, o domínio próprio


6 - com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade.

No estudo da lição, “Lembrando verdades fundamentais” chegamos ao versículo de número 6 e encontramos o Apóstolo Pedro nos dizendo que devemos ter domínio próprio para associá-lo ao nosso conhecimento.

Domínio próprio não uma característica que se adquire como o conhecimento, ela surge, no homem, após o conhecimento. De certa maneira, creio que podemos dizer que o domínio próprio é formado pelo conhecimento.

Para exemplificar o meu ponto de vista, quero trazer o exemplo do próprio Apóstolo Pedro.

Vamos começar vendo o comportamento do Apóstolo quando Jesus ainda estava na terra. Pelos relatos bíblicos podemos afirmar que ele era bastante desequilibrado quanto a dominar-se. Vejamos alguns exemplos: No Evangelho de Mateus, quando Jesus indaga dos discípulos quem os homens diziam ser ele, logo ele toma a palavra e responde e dá também a resposta à segunda pergunta dizendo que Jesus era o Cristo, o Filho do Deus vivo, para logo em seguida chamar Jesus à parte e usado por Satanás, tentar dissuadi-lo da cruz. Um pouco mais a frete encontramos o Apóstolo cortando uma orelha de um dos guardas que tinham ido prende Jesus.

Depois da ascensão de Jesus, encontramos um outro Pedro. Agora um Pedro muito mais comedido.

O tempo passou e o Apóstolo Pedro foi adquirindo o verdadeiro conhecimento, fazendo com que o domínio próprio fosse aprimorado, e prova disso é que agora encontramos Apóstolo sendo preso, solto por um anjo, preso de novo, e em nenhuma dessas vezes ele teve o mesmo comportamento de quando Jesus foi preso.

Domínio próprio, creio ser uma das características mais demoradas para ser aprimoradas na vida do cristão. Normalmente nós somos daqueles que tem como lema, um ditado popular que diz:”Não levo desaforo para casa”.

No livro de Provérbios, capítulo 15, versículo 1 encontramos: “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira”.

Ah! Se esse conselho fosse seguido por nós, certamente teríamos uma vida com muito menos problema, com certeza seríamos mais felizes.  

Chegamos então à conclusão que quanto melhor for meu conhecimento da palavra de Deus, tanto melhor será meu domínio próprio.


sábado, 23 de junho de 2018

Associai com a virtude, o conhecimento


5 -  por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a   virtude; com a virtude, o conhecimento;

Dando continuidade ao estudo, chegamos à última frase do versículo que nos diz para associar “com a virtude, o conhecimento.”

Quando leio, gosto de pensar no que o autor tinha em mente quando escreveu, fazendo assim, consigo vislumbrar um pouco mais do que a mera letra me apresenta.

Fazendo esse exercício pude ver que o conhecimento associado à virtude não pode ser um mero conhecimento, um conhecimento que se adquire no decurso da vida, não, não pode ser esse, uma vez que até agora vimos que devemos ser diligentes e virtuosos, então, como associar um conhecimento que não esteja à altura de nossa diligência e de nossa virtude?

Ouvi há algum tempo uma parábola que nos ajudar a entender que tipo de conhecimento devemos ter para associar à nossa diligência e à nossa virtude: Certo sábio ouviu de um de seus discípulos que ele queria ter um conhecimento como seu senhor demonstrava ter. Então o sábio pegando a cabeça, desse seu discípulo, mergulho-a em barril de água até que o seu discípulo se debatesse por falta de ar. O sábio fez isso por duas ou três vezes sem que o discípulo entendesse o que estava acontecendo. Foi então que o discípulo logo perguntou se o sábio estava querendo matá-lo ou que respondeu: “Se te empenhares para obter conhecimento tanto quanto querias respirar hás de encontra-lo”.

Bom, já vimos que tipo de conhecimento devemos ter para associá-lo à nossa diligência e virtude, precisamos, agora, saber conhecimento de que?

Não pode ser outro conhecimento que não seja o da palavra de Deus. Temos então outra pergunta a responder: Quanto de conhecimento da palavra de Deus temos e com que intensidade o temos procurado?

Essa é uma pergunta muito constrangedora para a maioria das pessoas uma vez que elas não têm lido a palavra de Deus. Às vezes fico pensando como é possível alguém dizer que é cristão sem se interessar pela leitura da palavra de Deus! Isso é como dizer que conhece alguém sem conviver com ele, entretanto a grande maioria das pessoas comete esse equivoco.

Quanto tempo por dia você dispõe para a leitura da palavra de Deus?

Toda corrente é tão forte quanto ao seu elo mais fraco.

Quão forte é o elo “conhecimento” em sua corrente?

sábado, 19 de maio de 2018

Associai com a vossa fé a virtude


2 Pedro 1:5 -  por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento;

No artigo passado foi abordado a atitude de sermos “diligentes”,  neste vamos precisar do conceito dessa palavra, uma vez que todo o texto foi escrito como se fosse uma corrente, fazendo com que as atitudes que temos, sejam interdependentes.

Nessa frase destacada, creio que ser fundamental vermos o que a palavra “virtude” tem a nos dizer, e por que associar a ela nossa fé.

A palavra aqui empregada, que foi traduzida para virtude, tem a intenção de nos dizer que devemos ter uma conduta, quer em pensamentos e/ou em ações, pura para que possamos associá-los à fé.

A grande questão que nos apresenta é: Temos uma conduta virtuosa?

Vamos primeiro analisar nossos pensamentos, tendo-os como ponto de partida de nossas ações.

Ouvi de um pastor, certo dia, que pensamentos são como os pássaros. A explicação dele foi a seguinte: “Os pássaros, você não pode impedi-los de passar voando sobre sua cabeça, contudo pode impedi-los de fazer ninho sobre elas. Sendo assim, os pensamentos você não pode impedir de tê-los, mas pode impedir que eles te levem a agir.”

Quero acrescentar a esse conceito às palavras de Jesus quando diz que nossa boca fala daquilo que nosso coração está cheio. As palavras de Jesus deixam bem claro que não temos como esconder, definitivamente, o que nossos pensamentos produziram em nosso coração.

As nossas ações, de uma forma ou de outra, são reflexos dos nossos pensamentos, portanto se nossos pensamentos forem bons, nossas ações também serão.

Voltando ao texto bíblico, vamos entender melhor a dinâmica de nossa vida. Deus nos tem dado todas as coisas, como a capacidade de ser “diligentes”, ou seja, de nos esforçarmos com todo nosso ser para termos bons pensamentos e consequentemente boas ações para associa-las à nossa fé.

Como eu e você temos vivido? Estamos sendo “virtuosos”?


sábado, 21 de abril de 2018

Reunindo toda a vossa diligência...


2 Pedro 1:5 por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento;

Nesse artigo quero comentar a frase “reunindo toda vossa diligência”.

Aparentemente tem muita pouca coisa para se dizer a respeito dessa frase, contudo, quando olhamos o significado da palavra “diligencia” no original, ele nos possibilita entender um pouco do que o autor da carta tinha em mente.

Quando o Apostolo Pedro escreve essa carta ele está escrevendo aos crentes que foram dispersos pela Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia e quando usa a palavra “diligencia” ele esta querendo dizer que eles deveriam fazer todo esforço, se empenharem como quem está ansioso por alguma coisa e também interessar-se com muita seriedade.

É muito interessante essa explicação da palavra “diligencia”, pois vem fazer-nos compreender o que o Apostolo está nos ensinando.

Quando estava estudando a lição, me veio uma imagem de um texto do Antigo Testamento, onde Moisés orienta ao povo para que, ao educar seus filhos nas leis do Senhor, eles deveriam falar delas, assentado em casa, andando pelo caminho, escrevê-las nas partes superiores das portas, ou seja, os pais deveriam ter todo cuidado, a “diligencia”, na educação de seus filhos.

Fazendo um paralelo dos dois textos vemos que a recomendação do Apostolo, é para que façamos o máximo de esforço para nos abstermos das coisas oferecidas pelo mundo e nos concentrarmos nas coisas dadas por Deus.  

Os que haviam sido dispersos, certamente não tiveram vida fácil. Tiveram que conviver com várias dificuldades tais como língua diferente, outros costumes, arrumar emprego, moradia e mesmo assim se empenharem na vida espiritual.

Uma outra coisa que me ocorreu durante o estudo é quão negligentes temos vivido! Em nosso viver não tem sido “diligentes” conforme nos ensina o Apostolo. Para provar o que digo, peço que pare e pense quanto tempo, por dia, você gasta lendo a Bíblia e orando?

Precisamos ser “diligentes” como a Bíblia nos ensina!


sábado, 24 de março de 2018

Lembrando verdades fundamentais


Em uma das lições de nossa Escola Dominical, no mês de dezembro, estudamos uma que teve como título: “Lembrando verdades fundamentais”. O texto básico que foi usado, foi de 2ª Pedro 1: 3 a 9 e, como foi de muito proveito para todos, resolvi escrever sobre os pontos abordados, na esperança de que sirva de inspiração para você também.

Vamos ver o que o versículo 3 nos diz: 3 – “visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude.”

A primeira verdade que podemos destacar é: “...pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida...”

É muito interessante observarmos que o texto nos diz que todas as coisas que nos conduzem à vida nos são dadas por Deus, entretanto, o texto não explicita quais são essas coisas. Uma pergunta se faz necessária então: quais são essas coisas dadas por Deus?

Primeiramente, temos que ter na mente que o texto não está falando coisas materiais e nem de vida física, o texto e o contexto está abordando nossa vida espiritual, portanto nossa resposta à pergunta tem de estar em consonância com o tema abordado pelo texto.

Um pensamento, muito frequente no meio cristão é que, em se falando que Deus deu alguma coisa à alguém, logo se pensa em coisas “boas”, contudo essa forma de pensar é extremamente equivocada uma vez que Deus não nos dá só coisas “boas” ele também nos dá coisas “ruins”. O maior exemplo disso é o Apóstolo Paulo que tinha recebido um espinho na carne para que não se ensoberbecesse.

Outro equívoco que se comete, é quando as pessoas pedem a Deus uma fé maior, aí quando ele manda várias provações, essas pessoas reclamam e acham que não merecem passar por provações, esquecendo-se de que não existe outro meio de ter uma fé maior sem que ela seja exercitada.

Portanto, devemos ter, bem presente, em nossa memória que tudo o que acontece conosco é providência divina, quer sejam “boas” quer sejam “ruins” e que o objetivo delas é nos conduzir à uma vida espiritual de melhor qualidade.

Como você qualifica sua vida espiritual?

E Deus?

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Sola Gratia (somente a graça)


Em um desses últimos domingos, nossa classe de Escola Dominical, estava estudando as cinco "solas" da reforma protestante e, quando chegamos no domingo de estudar "Sola gratia" (somente a graça), eu fiquei mais entusiasmado do que nos outros dias e quero compartilhar com você o porque do meu entusiasmo.

As cinco "solas" foram formuladas para expressar cinco princípios fundamentais da reforma e o princípio a que se refere "Sola Gratia" é que o pecador é salvo unicamente pela graça divina que atua nele, habilitando-o a crer em Jesus.

Quando eu paro para pensar nessa maravilha, eu não encontro palavras para expressar minha admiração, por Deus ter programado a salvação de um pecador somente pela graça.

O pecado nos tem feito incompreensíveis a essa verdade. Sempre estamos tentando ajudar a Deus a fazer aquilo que só cabe a ele fazer. Deixe-me explicar melhor.

No livro de Efésios no capítulo 2, versículo 8 encontramos: "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus."

A primeira frase desse versículo nos diz que somos salvos pela "graça" que Deus nos concede, e essa palavra "graça" tem como significado "um favor imerecido". Portanto, Deus nos salva sem merecimento algum de nossa parte. A nossa salvação é inteiramente e unicamente dependente da vontade de Deus e nunca de haver no homem qualquer vestígio de merecimento.

As duas últimas frases do versículo deixam claro essa verdade, pois, dizem que a nossa salvação é dom de Deus e que não vem de nada do que o homem faça, para que ele não se glorie de seus atos.

Infelizmente não cremos nessa verdade como deveríamos, pois, o que queremos é um pouco da glória de Deus, o que queremos é ser igual a Deus.

Vivemos de tal maneira embrutecidos pelo pecado, que não notamos que as nossas ações refletem essa verdade. Fazemos de tudo para sermos vistos, por Deus, como merecedores de suas bênçãos, inclusive nossa salvação!     

Precisamos estar convictos de que: as nossas ações em nada vão modificar a nossa situação quanto à nossa salvação e que a nossa salvação custou caro, custou a vida de Cristo.

Termino esse artigo com a seguinte pergunta: "Será que a vida de Cristo não tem todo esse valor assim, fazendo que ainda falte alguma coisa a ser feita?"

sábado, 27 de janeiro de 2018

Todas as coisas cooperam para o bem!

Todas as cooperam para o bem, mas o bem espiritual e não o mundano.

Ouvindo, o sermão de Spurgeon com o título “ A perseverança na santidade, pude ver uma maneira diferente de entender o versículo de Romanos 8:28, onde diz  “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.”


Sempre ouvi, ou li, esse versículo tendo em mente aqueles eventos tristes que se fazem presentes em nossa vida, sem nunca ter me passado pela mente que, primordialmente, a aplicação dele não se refere à nossa vida terrena.

Quando um evento triste se faz presente em nossa vida esse versículo é sempre trazido à nossa memória com o objetivo de nos consolar, o que não deixa de ser uma boa aplicação, contudo, o contexto nos remete a uma aplicação um pouco mais elevada.

No contexto do versículo o Apostolo Paulo está falando da nossa dificuldade em ter uma vida santa diante de Deus. O Apostolo diz, com ênfase, que toda criação está gemendo e suportando a angustia da dor devido entrada do pecado no mundo. Ele diz também que nós, de igual modo, sofremos devido ao pecado em nossa vida.

O Rei Davi nos dá uma idéia de como somos torturados pelo nosso pecado, ele diz no Salmos 32 versículo 3 : “Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia.” Você pode avaliar que grande dor o Rei Davi sentiu a ponto de dizer que sentia seus ossos envelhecerem? De que grau foi essa dor? Dor essa devido aos seus pecados, como ele mesmo diz.

Acompanhando a explanação do sermão, pude aprender que todas as coisas cooperam para bem da vida espiritual, que todas as coisas cooperam para me aproximar mais de Deus, que todas as coisas cooperam para que eu tenha uma vida mais santa e pura diante de Deus.

Sim, pude então entender, que todos os acontecimentos sombrios, tristes e doloridos de minha vida têm, como primordial, função fazer-me “bem” espiritualmente mesmo a dor me fazendo sofrer.

Sempre que acontece em minha vida um evento triste,também vem em minha mente esse versículo e eu fico pensando como Deus transformará esse evento em sucesso em minha vida, confesso que chego até cobrar de Deus isso.

Ah! Como erramos por não conhecer as escrituras, como temos atitudes infantis e até pecaminosas devido à nossa ignorância espiritual da Bíblia.

Caro leitor, Jesus Cristo disse que “Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus.” Não é esse o caso?

Supliquemos, pois, a Deus que nos abençoe nos dando uma compreensão melhor de sua Palavra.