domingo, 22 de setembro de 2019

Deixar de fazer ou fazer?


Deixar de fazer e fazer são duas decisões antagônicas que trouxeram grandes consequências na história da humanidade.

A primeira decisão, deixar de fazer, foi vivida por Adão no paraíso quando Deus fez o pacto com ele. Nesse pacto, Adão não podia comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, o que veio acontecer.

À primeira vista, essa prova de obediência, nos parece muito fácil de ser cumprida, uma vez que deixar de comer, apenas, um dos frutos de todo o jardim não é coisa difícil de fazer, entretanto, o contexto no qual veio acontecer, a quebra do pacto, nos mostra que não foi tão fácil assim.

Quando paro para pensar na situação vivida por Adão fico imaginando: aquela árvore, por certo, devia estar no centro do jardim e por isso Adão e Eva devem ter feito muitos piqueniques debaixo dela, ele deve ter passado inúmeras vezes perto daquela árvore, em sua missão de cuidar do jardim ele deve ter retirado muitos frutos que caíram de maduros e isso tudo sem atinar para a possibilidade de comer do fruto. Entretanto, ao chegar a tentação, de ser igual a Deus no conhecimento do bem e do mal, sucumbiu diante dela trazendo consequências terríveis a toda criação.

A segunda decisão, de fazer, foi vivida por Abraão quando Deus o colocou à prova pedindo que sacrificasse seu único filho.

De acordo com o relato bíblico vemos que, antes de chegar a esse ponto, Abraão esteve em situações em que ele devia apenas confiar em Deus, entretanto, ele não o fez. Ele tentou ajudar a Deus em todas as oportunidades a ponto de arrumar um filho, Ismael, e por causa disso sofremos até hoje as consequências desse ato.

Parece-nos que a prova de Abraão foi mais difícil, pois sacrificar um filho é infinitamente mais penoso que simplesmente deixar de comer um fruto, entretanto, devemos levar em consideração que Adão vivia em estado de pureza e só foi ter filho após pecar, portanto, creio que sofreu uma provação proporcional à de Abrão, pois não havia como prová-lo de igual forma.

Chego à conclusão que muito embora nos pareça absurda e/ou sem sentido as determinações de Deus, eu tenho que cumpri-las, pois eu não conheço a extensão e as consequências da minha obediência ou desobediência.  

Para nós, nos dias de hoje, a determinação de Deus é que só seremos salvos, se com nossa boca confessarmos que Jesus é seu único Filho e nosso único salvador.

O que você fará?