No curso, História da Igreja, ministrado pela Editora Fiel, tive uma aula com o Rev Jonas Madureira. Fiquei impressionado com sua
facilidade de comunicação, e, como não o conhecia e nem tinha ouvido falar sobre
ele, resolvi fazer uma pesquisa para ver quem era aquele professor.
Se eu dissesse que foi uma grata surpresa estaria
diminuindo, e muito, a alegria que senti com o resultado de minha pesquisa. Gostei
tanto que resolvi retirar de seus sermões, alguns artigos para esse ano.
Esse artigo terá como base o sermão que tem o nome de:
“Sofrimento, o mega fone de Deus”
Ouvindo o sermão, quando ele apresenta essa expressão, eu já
não mais prestei atenção no que ele falava, pois, na minha mente os pensamentos
foram mais rápidos que o vídeo. Parei então o vídeo, para dar um tempo à minha
mente e resolvi procurar a fonte dessa expressão, voltei o vídeo e vi que há
muitos anos atrás, ela foi dita por C.S. Lewis no filme Terra das Sombras,
que conta um pouco da vida de C.S.
Lewis, quando ele responde uma carta que recebera com perguntas, após um
acidente automobilístico onde várias pessoas morreram.
Nessa carta haviam perguntas tais como: “Onde estava Deus
nessa hora? Por que ele não impediu aquilo? Deus não é bom? Ele nos ama? Deus
quer que nós soframos?” A essas perguntas ele deu a seguinte resposta: “Se a
resposta for sim, eu não sei se Deus quer mesmo que sejamos felizes. Ele quer
que possamos amar. Ele quer cresçamos! Eu ouso a sugerir que... porque Deus nos
ama ele nos dá o sofrimento. Falando de outra maneira... A dor é o megafone de
Deus para acordar um mundo surdo. Somos como blocos de pedra e os golpes de seu
formão nos esculpindo são o que nos causa tanta dor.”
Nesse instante do filme, também, tive que pará-lo, pois, os
meus pensamentos me trouxeram a imagem de uma pedra sendo trabalhada por um
lapidário, pensei que se uma pedra pudesse falar enquanto está sendo brunida,
quantos gritos de dores ouviríamos!
Quantos estão passando por diversas dificuldades e estão com
as mesmas indagações?
Hoje nós somos surdos para com a voz de Deus, não queremos
ouvi-lo, os seus ensinamentos, nós os recusamos.
Não sei que fascínio tem uma tomada elétrica para uma
criança! Mas sei que muitas crianças, para aprenderem que não devem colocar o
dedo em uma delas, precisam de uma correção e que, quando nem assim aprendem,
elas aprendem de forma mais dolorida ainda, tomando um bom choque.
Essa experiência de um pequeno choque é tão boa que quando
se tornam adultas, a grande maioria tem pavor de eletricidade.
Fazendo, então, um paralelismo desse exemplo, podemos dizer
que Deus, por não darmos atenção ao que ele nos fala, lança mão, algumas vezes,
do sofrimento, para fazer com que ouçamos a sua voz.
Termino esse artigo, escrevendo algo muito estranho: “Não
desperdice seu sofrimento, ele é uma benção de Deus, por mais estranho e
sofrido que possa ser para você. Deus está falando... Ouça.”

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