sábado, 19 de setembro de 2015

Aprendi

Filipenses 4:11  Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação.

Ouvi o sermão de Spurgeon de número 320 pregado em 25 de março de 1860 o qual tem como texto base o versículo acima.

Quando, Spurgeon, se deteve por um breve momento na palavra “aprendi” a minha mente começou a trabalhar se fixando em algumas particularidades dessa ação de aprender que quero compartilhar com você, caro leitor.

Primeira – Quem confessa que aprendeu, confessa também que não sabia.

O Apostolo Paulo era um homem que gozava de status, pois, era um soldado de alta patente, um centurião do exercito romano, consequentemente era cidadão romano, era também um homem culto e por certo, o Apostolo estava acostumado com pompa, com fatura e a frequentar a alta sociedade.
Quando escreveu aos filipenses ele estava numa situação completamente oposta a que ele vivia, ele estava preso e com carências múltiplas. Que antagonismo!

Segunda – Quem foi seu professor?

No livro de Atos capítulo 9 encontramos a conversão do Apostolo Paulo e no versículo 16 o Senhor Jesus diz que mostraria a Paulo o quanto importava sofrer pelo nome dele.

Terceira – Que métodos didáticos foram usados?

Ainda no livro de Atos encontramos Paulo, o então centurião, presente ao apedrejamento de Estevão. Um pouco depois, lemos que ele entrava nas casas, dos novos convertidos, e arrastava para o cárcere homens e mulheres e, ainda mais a frente, vemos que ele se dirigiu ao sacerdote e solicitou carta para as sinagogas de Damasco, a fim de que, caso achasse os que seguiam a Jesus, os prendesse. Entretanto, agora era ele que estava preso por seguir a Jesus.

Quarta – Quais as mudanças provocadas pelo aprendizado?

No ensino, existe a premissa de melhorar o ser humano. No âmbito da espiritualidade do homem, o ensino tem por objetivo fazer com que este tenha um melhor relacionamento com Deus. No caso do Apostolo Paulo, o efeito do aprendizado é de tal maneira evidenciado, que o transformou de perseguidor a perseguido, a ponto dele mesmo dizer que embora estivesse encarcerado estava contente.

Quanta falta nos tem feito dizer, com convicção, “aprendi”, principalmente em nossa vida espiritual. Digo isso, pois, basta olhar para as mudanças que ocorreram em nossas vidas para concluir que não temos aprendido.

Responda:
O que você tem aprendido?
Quem tem sido seu professor?
A resposta a essas perguntas é a sua relação com Deus, Como ela está?
  


   

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