sábado, 28 de fevereiro de 2015

Os Paradoxos de Pedro - II





Mat. 26: 51 E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, sacou da espada e, golpeando o servo do sumo sacerdote, cortou- lhe a orelha.

56 Tudo isto, porém, aconteceu para que se cumprissem as Escrituras dos profetas. Então, os discípulos todos, deixando-o, fugiram.

Dando continuidade ao artigo “Os paradoxos de Pedro” vamos ver o segundo, o paradoxo da “coragem covarde” .

Ainda no Getsêmani após orar, Jesus acorda os discípulos e lhes revela que o traidor se aproximava sendo logo preso pelos guardas do sumo sacerdote. 

Então o Apóstolo Pedro saca da espada e, com um golpe, corta a orelha de um dos guardas. Jesus prontamente o repreende, mandando-o guardar a espada, se entrega, e logo após os discípulos fogem.

O Apóstolo Pedro momentos antes, havia sido repreendido três vezes por Jesus, por estar dormindo enquanto ele, angustiado, sofrendo em seu espírito, orava. 

Vimos no artigo anterior que Pedro estava ausente de espírito no Jardim e agora em uma demonstração de pseudo coragem é novamente repreendido por Jesus, mandando-o guardar a espada.

Que coragem é essa que faz Pedro sacar da espada e intentar contra a vida de um dos soldados?

É nessa hora de aflição de Jesus que ele nos ensina que a verdadeira coragem é aquela que aceita a aflição e não tenta fugir dela. 

Jesus sabia que era preciso passar por elas, sabia que não poderia sair do Jardim das Aflições sem passar por elas. A verdadeira coragem é aquela que sabe que temos de passar pelas aflições e as enfrenta, ao invés de fugir dela. Não é uma questão de masoquismo, masoquismo é outra coisa, é uma doença.

A atitude de Pedro, aparentemente foi de coragem quando na verdade, foi de covardia. Ele estava com medo de enfrentar as aflições pelas quais teria de passar e a prova de que ele estava com tanto medo é que, logo após levarem a Jesus preso, fugiu com os outros.

O rei Davi declara no Salmo 119, versículo 71 que foi lhe bom ter passado por aflições para que ele aprendesse os decretos de Deus. As aflições quando vividas sob a dependência de Deus são bênçãos em nossa vida, elas são instrumentos Deus para nos fortalecer a fé.

Nas aflições temos dois caminhos a seguir ou enfrentamo-la ou fugimos dela. 

O ato de fugir da aflição diz que não confio em Deus para guiar minha vida, é dizer a ele que ele está sendo injusto, covarde e até mesquinho fazendo-nos passar por elas, contudo, quando submisso à vontade de Deus e sob sua orientação enfrentamo-la, o final é glorioso. Só conhecemos o sabor da vitória quando lutamos e vencemos.

Conheço uma ilustração que pode muito bem ser aplicada: Certo homem reclamando com Deus que ele o havia abandonado no momento de sua aflição, ouve de Deus o seguinte: “olha para traz o que vês? “ Vejo a marca de duas pessoas caminhando juntas e logo uma marca desaparece mostrando que uma pessoa parou de andar e, mais adiante a segunda marca reaparece. Deus então pergunta ao homem: “Sabe o que significa? As marcas são nossas, mas quando você vê só uma marca no chão, nesse momento eu te carregava, pois sabia que não tinhas condições de andar nesse momento. Foi justamente durante suas aflições.”

O Senhor Jesus sabe bem, que passar por aflições é sofrido, é doloroso, e talvez a maior dor é o abandono de nossos amigos. Essa dor Senhor Jesus sentiu.  

Em nossa vida diária passamos por vários momentos como o de Pedro.

Qual tem sido nosso comportamento? Ficamos com Jesus ou fugimos?


Continua.