sábado, 21 de dezembro de 2013

Um novo coração

No livro do profeta Ezequiel capítulo 36, versículo 26 encon- tramos Deus afirmando: "Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne".

Vou usar nesse artigo um pouco do sermão de Charles Spurgeon que tem o mesmo nome.

O versículo 26 começa com uma afirmação repleta de graça e misericórdia:” Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo;”. É interessante a afirmação que Deus faz, dizendo que nos dará um coração novo. 

Coração novo?  E o que eu já tenho o que fará com ele?

No versículo, em questão, Deus não diz que fará reparos em nosso coração, ele não diz que vai consertar o que se estragou.

Hoje em dia, já é muito comum os médicos fazerem cateterismo para desobstrução das veias do coração, há aqueles que trocam as válvulas e até mesmo o coração todo com o objetivo de manter seu paciente vivo e com qualidade de vida.

Será por que Deus diz que trocará nosso coração? Não seria o caso de fazer um reparo?

Para nos regenerar e nos salvar é preciso que nosso coração de “pedra” seja trocado, pois, ele é incapaz de se voltar a Deus. O pecado provocou um estrago irreparável em nosso coração, por isso, somente com a troca dele é que nos voltaremos para Deus.

Encontramos aqui uma lição muito importante para nós: Deus não conserta em nós aquilo que o pecado estragou. Ele faz tudo novo de novo.  

Se não houver a troca de coração, Spurgeon, diz que seremos como um cata-vento que alguém tenta colocar num sentido que não o do vento e que, ao largá-lo, certamente este voltará à posição que o vento o direcionará.

Assim é todo aquele que por seu próprio esforço tenta seguir o caminho de Deus, assim é todo aquele que por seu próprio esforço tenta ser um filho de Deus. Pode por ventura um leopardo se livrar de suas pintas? Pode por ventura o escorpião deixar de picar sua presa? A resposta é não. 

Assim também é o homem. Antes de ter seu coração trocado por Deus, ele não tem como se libertar da ação do pecado; ele não tem como tomar a decisão de se voltar a Deus. A não ser que Deus troque seu coração, o homem está irremediavelmente condenado a ficar como está, perdido, morto em seus pecados.

Ao homem, então, só lhe resta uma alternativa, a troca de seu coração. E como ele não tem o poder de fazer essa troca nele mesmo e em ninguém, só lhe resta então a troca feita por Deus.

Caro leitor Deus já trocou seu coração? Ainda há tempo, enquanto o paciente estiver vivo ainda há esperança de um transplante. Peça a Deus agora mesmo a troca de seu coração e você viverá para sempre.


sábado, 23 de novembro de 2013

Zaqueu

Mateus 19:5 - Quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa.

Creio que essa história seja do conhecimento da grande maioria das pessoas, contudo nesse artigo quero chamar a atenção para uma particularidade desse acontecimento.

É de nosso conhecimento que Zaqueu era um homem de baixa estatura e por isso ele subiu em uma árvore para atingir seu objetivo, matar sua curiosidade.

Zaqueu não imaginava o desfecho de sua atitude, ele, por certo, já havia ouvido as pessoas falarem de um homem que estava revolucionando a cidade, estava provocando um alvoroço fazendo cego ver, aleijados andarem, mortos tornarem à vida. Ele queria, a todo custo, ver quem era esse homem.

Fico imaginando a surpresa dele quando Jesus, ao se aproximar da árvore em que estava empoleirado, lá de baixo levantou a cabeça e disse: “Zaqueu, desce depressa...”

Quanta misericórdia demonstrada a um pecador! O próprio Deus eleva seu olhar para salvar, o ser superior foi ao inferior para lhe fazer bem.

Fazendo uma aplicação desse episódio para nossa vida, podemos dizer que muitos de nós se fazem Zaqueu, quantos estão subindo na árvore do orgulho, da prepotência, da arrogância e outras mais..., e de lá de cima procuram ver a Jesus.

Enquanto Zaqueu estava lá em cima, ele viu Jesus de longe, talvez sem ter certeza de quem fosse ele, pois havia muita gente. Por certo, Jesus se vestia como os demais, dificultando assim sua identificação; lembra que Judas para  identificá-lo o fez com um beijo?

Foi preciso descer da árvore para Zaqueu recebê-lo em sua casa, foi preciso descer da árvore para ser transformado, foi preciso descer da árvore para ser salvo.

Jesus está passando e vem até a árvore onde você está e lá de baixo diz: “ (coloque aqui seu nome, desse depressa” .

Desça, caro leitor, desça depressa não se demore, faça como Zaqueu, não se importe com o que os outros irão pensar ou mesmo dizer, desça, desça depressa, Jesus te chama, Ele, o Salvador, foi até você, ele quer te salvar.

A Bíblia não relata outro encontro de Zaqueu com Jesus, contudo, ela registra a seguinte frase de Jesus falando de Zaqueu: ”Então, Jesus lhe disse: Hoje, houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão.”

Rogo a Deus que ele diga a mesma coisa de você.


sábado, 19 de outubro de 2013

Que amor é esse?

Quero nesse artigo comentar um ponto do sermão 897 de Spurgeon, pregado na manhã de sábado de 1869. O nome do sermão é: O primeiro clamor da cruz.

Fiquei maravilhado com a introdução feita por Spugeon em seu sermão. Falando dos momentos iniciais da crucificação de nosso Senhor, ele aborda a oração em favor dos que crucificavam a Jesus.

“Pai perdoa-lhes por que não sabem o que fazem.”

Que amor é esse que fez com que o Senhor Jesus fizesse essa oração? Que amor é esse que fez com que o Senhor Jesus suplicasse ao Pai para que perdoasse aqueles que acabaram de  pregá-lo na cruz?

O Senhor Jesus havia passado por humilhações que não merecia. Começando no monte das oliveiras, sendo preso e conduzido ao seu julgamento por Caifás e Pilatos, sendo trocado por um ladrão, foi forçado a carregar o madeiro no qual seria crucificado, cuspiram em sua face, zombaram dele, escarneceram de sua pessoa e por fim, foi levantado e pregado numa cruz. Suspenso na cruz, pelos pregos em suas mãos e pés, ele ora “Pai perdoa-lhes por que não sabem o que fazem”.

Quando ouvia esse sermão fiz um exercício que gosto muito de fazer, fechei os olhos, por um instante e me vi assistindo a crucificação. Vi quando os soldados preparavam a posição das mãos para que os cravos, ao serem batidos pela marreta, pudessem perfurá-la e cravar na madeira numa profundidade tal que não se soltaria com o peso do corpo de Jesus. Vi quando posicionaram o cravo em sua mão e o soldado levantou a marreta e bateu com toda a força de seu braço, vi que Jesus, como cordeiro, não abriu sua boca suportando toda aquela dor, vi o segundo cravo ser pregado e de igual forma, novamente Jesus não abriu a boca.

Os soldados não se deram por satisfeitos com o serviço executado nas mãos e passaram para os pés. Fiquei imaginando, naquela hora, qual deveria ser a posição que os pés deveriam ficar para que os cravos, ao serem batidos, as pernas de Jesus não ficassem encurvadas e vi que era uma posição terrível, pois os cravos tinham que vazar os pés sem que eles estivem totalmente apoiados na madeira, contudo, os soldados não levaram isso em consideração, e pregaram, de forma brutal, os cravos nos pés, e mais uma vez, Jesus não abriu a boca.

Vi que quando levantaram a cruz, a dor que já não era pequena ficou ainda maior, pois, agora acrescentava a dor que o peso do corpo fazia nas feridas provocadas pelos cravos.

Foi nesse momento que meus ouvidos puderam ouvir uma das mais belas orações que eles nunca mais se esqueceriam “Pai perdoa-lhes por que não sabem o que fazem”.

Fiquei a questionar comigo mesmo “que amor é esse”? Depois de tudo que esse homem passou ainda ora a favor desses que o fizeram sofrer tanto?

Nesse momento senti invadir meu coração, uma paz que não existe como explicar. Meu coração se aquietou e os meus olhos, então, puderam ver aquilo que os soldados não podiam: pude ver meu Salvador assumindo meu lugar. Sim, aquele lugar na cruz, era meu, aquela dor era minha, contudo, o Senhor Jesus por me amar assumiu meu lugar naquela cruz.

Ah! Caro leitor, rogo a Deus que te conduza à mesma experiência, que faça você ver naquela cruz o seu lugar ocupado por Jesus, aí você compreenderá “que amor é esse”.


sábado, 21 de setembro de 2013

Ingratidão X Gratidão

Lucas 17: 15 - Um dos dez, vendo que fora curado, voltou, dando glória a Deus em alta voz,
16 - e prostrou- se com o rosto em terra aos pés de Jesus, agradecendo- lhe; e este era samaritano.
17 - Então, Jesus lhe perguntou: Não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove?

Ouvindo mais um sermão de Spurgeon, agora o que tem o título de "Ingratidão", quero comentar as lições que pude aprender nesse sermão.

Dos dez leprosos, sabemos que pelo menos um deles era samaritano. Os judeus não se davam com os samaritanos, contudo, esses dez leprosos quando foram a Jesus, estavam juntos sem levar em consideração a desavença que existia entre eles.

É impressionante como a desgraça move barreiras! Pode ser a pior das catástrofes, se inimigos de morte estiverem sofrendo os mesmos danos, prontamente se fazem amigos e juntos procuram uma salvação.

Quando adoecemos e precisamos ir ao hospital, ao chegarmos lá encontramos outras pessoas, logo nos identificamos com elas, e no decorrer do tratamento, se esse nos obrigar a permanecer por alguns dias internado, nos fazemos amigos com uma rapidez impressionante. Não perguntamos nada sobre o passado daquela pessoa, não fazemos um levantamento sobre a vida dela para vermos com quem estamos nos relacionando, o fato é que estamos na mesma situação de necessidade, que nada daquilo nos importa ou é relevante, o que nos interessa naquele momento é nos ajudarmos.

Pois bem, era essa a situação dos dez leprosos naquela oportunidade. Contudo, tudo mudou após a cura, tudo mudou após alcançarem seus objetivos. Ao receberem a ordem de Jesus para irem se apresentar ao sacerdote, eles, apressadamente, se viraram obedecendo a Jesus e logo saíram em disparada com o objetivo de obterem o veredito de que estavam curados, pois só assim poderiam voltar ao convívio em sociedade. Entretanto, um deles, ao perceber que estava curado, parou de correr.

Quando leio essa passagem às vezes paro e fico imaginando a cena desse homem que parou, imagino-o olhando para sua pele onde, por certo,  haviam feridas, correndo e olhando para si, para seus companheiros e em dado momento ele pára, seus amigos continuam correndo e ele fica para trás parado. Enquanto o desejo de seus amigos era o de se apresentarem ao sacerdote, o dele agora era outro. Em seu coração, naquele momento, nasceu o desejo de parar e voltar, voltar ao ponto de partida de sua corrida, ele, por certo, sentiu que o caminho a ser percorrido era outro, era em outra direção, seu coração lhe dizia que deveria correr em direção àquele que o havia curado, ele percebeu que havia ficado livre da enfermidade que o fazia viver marginalizado, agora sua pele estava limpa do mal que o fazia o mais infeliz de todos, ele percebeu que sua vida, daquele momento em diante, não mais seria uma vida sofrida, como foi até aquele instante. Em um dado momento de sua correria ele pára, ele não só pára como volta para se encontrar com aquele que mudou a história de sua vida.

Ao se encontra novamente com Jesus, agora ele não pede mais nada, por certo deveria haver mais alguma coisa a pedir, pois, quem teve o poder de lhe curar, certamente teria poder para lhe atender outros pedidos, agora ele se joga aos pés de Jesus e o adora. Ao vê-lo voltar o Senhor Jesus faz uma pergunta: Não foram dez os curados onde estão os outros nove?

Ah caro leitor! Como somos ingratos, em minha mente sempre fica uma pergunta: "Será que é essa a proporção dos que voltam para agradecer a Deus as bênçãos recebidas de sua divina mão?” De dez só volta um? Será também que a proporção dos que serão salvos também é essa de dez, um.

Quantas vezes você já voltou para dar glória a Deus? Por certo você já foi a ele inúmeras vezes acometido de "lepra" suplicando que o purificasse e ele prontamente o purificou. Volto a te questionar: quantas vezes você voltou glorificando àquele que te purificou?

Caro leitor, eu, propositalmente, não coloquei no início, todo o texto bíblico, deixei o final do texto, para só agora vermos o desfecho desse episódio, veja agora como a Bíblia narra o que Jesus diz àquele ex-leproso.

Lucas 17:18 - “Não houve, porventura, quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro? E disse-lhe: Levanta-te e vai; a tua fé te salvou.”

Somente o que voltou ouviu do Senhor Jesus "levanta a tua fé te salvou". Enquanto os outros nove estavam preocupados apenas em ouvirem do sacerdote que estavam curados, o samaritano que voltou ouviu uma coisa infinitamente melhor que os outros nove, ele ouviu que estava, a partir daquele momento, curado da lepra espiritual.

Encerrando esse artigo o quero fazê-lo usando uma figura de linguagem. Não use um canhão para matar um passarinho, é desperdício. Ir a Jesus apenas para obter coisas para o aqui, é desperdício, o Senhor Jesus pode infinitamente mais, ele pode salvar a tua alma. Nenhum sacerdote tem o poder de te curar espiritualmente, no máximo algum pode te dizer que você está curado de alguma doença, mas só Jesus pode te dizer: " A tua fé te salvou".

Portanto não vá a Jesus apenas para obter dele a cura da “lepra” de seu corpo, vá a ele para obter a cura da “lepra” da tua alma.





sábado, 24 de agosto de 2013

Carta de um pai a um filho muito querido


Meu querido filho, Lion, é com muita tristeza e apreensão com o seu futuro, que tomei a iniciativa de lhe escrever, pois, a ultima vez em que nos encontramos, por ocasião do aniversário de sua irmã, infelizmente não tivemos como terminar nossa conversa, cujo teor é a causa dessa carta.

Querido filho, me lembro, como se fosse hoje, do tempo em que você ainda era adolescente e que frequentava a Escola Dominical e lá, com entusiamo participava das discussões dos assuntos bíblicos do dia, ainda me lembro dos acampamentos durante os períodos de carnaval em que você, também, lá participava, ainda me lembro de sua profissão de fé, que alegria eu e sua mãe ficamos ao ver você "confessando diante dos homens" sua fé.

Meu filho, recordo do dia em que você passou no vestibular e foi fazer seu curso superior, me lembro das nossas conversas nas quais eu o orientava a como permanecer firme na fé. Agora você já  é até doutor, já se casou e tem sua vida própria, contudo, filho, vejo que precisamos de conversas como aquelas do passado.

Na conversa, que não terminamos, você me deixou muito preocupado com as coisas que disse. Olha filho, o que vou te dizer, não é conversa de velho, como sua irmã costuma dizer, mas é que já passei pelo caminho, que agora você está começando a trilhar e por experiência própria, sei que não vai terminar bem!

Filho, quero te dizer ainda com respeito à nossa conversa mais algumas coisas:

Lembra quando eu disse a você que cria que Deus me orienta até escolher a camisa que vou tirar do guarda roupa para usar e que você disse que Deus tem mais coisas a fazer ou coisas mais importantes do que se preocupar com esses pequenos detalhes de nossa vida diária, lembra que eu citei para você o texto bíblico em que o Senhor Jesus fala que Deus cuida das aves, dos lírios do campo e até os fios de cabelos de nossa cabeça estão contados? Você deu um sorriso entre os dentes, que deu até para ler o que se passava pela sua cabeça, não precisava nem você dizer que não cria mais da maneira como está escrito. Sabe filho, Deus se preocupa desde a menor formiga até ao maior elefante, da mais pequena erva até a mais frondosa árvore. Deus é detalhista  não falta poder nele para cuidar das coisas muito importantes, como você disse, mesmo assim ele com todo carinho cuida das coisas mais insignificantes como se elas fossem tão importantes quanto às que você disse ser, cabe ainda dizer que esse conceito de importância das coisa é nosso, e não de Deus.

Querido filho, permita-me dizer, a maneira que você está interpretando o texto sagrado não está correta. Para enfatizar o que disse, vou usar uma palavra que você usou em nossa conversa. Não é "lógico" Deus mandar registrar o cuidado que ele tem com as mínimas coisas ( conceito nosso ) para dizer que ele está cuidando de tudo de forma geral, não seria mais "logico" ele apenas dizer que cuida de tudo de forma generalizada? Para que pormenorizar tanto o seu cuidado como está na Bíblia pormenorizado? Não é "lógico"! Seria apenas para nos confundir? Não creio nisso.

Nunca me dirigi a você como vou fazer agora, filhinho  como disse anteriormente sei que você já é homem feito, contudo, sinto que devo dizer a você como eu dizia antes quando você ainda era um adolescente, o caminho que você está entrando vai fazer você descrer na Bíblia e, consequentemente, em Deus.

Sabe filho, eu já vi esse filme antes, sei o final dele. Já vi outros iguais a você que entraram por caminhos semelhantes e hoje estão longe do caminho de Deus, você mesmo disse em nossa conversa, que tem observado outros iguais a você que estão no mesmo barco, só que é preciso olhar um pouco mais la na frente, coisa que a sua idade ainda não lhe permite, e ver tantos que "corriam bem e hoje longe de Deus estão"
Lion, eu já dei uma trombada com Deus e não foi bom não! É com muita tristeza no coração que quero dizer mais uma coisa a você antes de terminar essa carta: esse caminho em que você está começando a andar vai terminar, também, em uma trombada com Deus e você vai sofrer as consequências desse desastre, tal como acontece comigo.

Quizera eu tirar você desse caminho mas não posso, não tenho poder tal, a única coisa que posso fazer e já estou fazendo é orar por você, suplicar a Deus que tenha misericórdia de você e tire você desse caminho.

Como despedida vou transcrever um versículo, que, espero você ainda não o tenha interpretado diferente.

"Alegra- te, jovem, na tua juventude, e recreie- se o teu coração nos dias da tua mocidade; anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos; sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas."

Que Deus abençoe você, filho.


sábado, 20 de julho de 2013

Que amor é esse?

Quero nesse artigo comentar um ponto do sermão 897 de Spurgeon, pregado na manhã de sábado de 1869. O nome do sermão é: O primeiro clamor da cruz.

Fiquei maravilhado com a introdução feita por Spugeon em seu sermão. Falando dos momentos iniciais da crucificação de nosso Senhor, ele aborda a oração em favor dos que crucificavam a Jesus.

“Pai perdoa-lhes por que não sabem o que fazem.”

Que amor é esse que faz com que o Senhor Jesus faça essa oração? Que amor é esse que faz com que o Senhor Jesus suplique ao Pai para que perdoe aqueles que acabaram de o pregar na cruz?

O Senhor Jesus havia passado por humilhações que não merecia. Começando no monte das oliveiras, sendo preso e conduzido à seu julgamento por Caifás e Pilatos, sendo trocado por um ladrão, foi forçado a carregar o madeiro no qual seria crucificado, cuspiram em sua face, zombaram dele, escarneceram de sua pessoa e por fim, foi levantado e pregado numa cruz. Suspenso na cruz pelos pregos, em suas mãos e pés, ele ora “Pai perdoa-lhes por que não sabem o que fazem”.

Quando ouvia esse sermão fiz um exercício que gosto muito de fazer, fechei os olhos, e por um instante me vi assistindo a crucificação. Vi quando os soldados preparavam a posição das mãos para que os cravos, ao serem batidos pela marreta, pudessem perfurá-la e cravar na madeira numa profundidade tal que não se soltaria com o peso do corpo de Jesus. Vi quando posicionaram o cravo em sua mão e soldado levantou a marreta e bateu com toda a força que seu braço tinha, vi que Jesus, como cordeiro, não abriu sua boca suportando a dor, vi o segundo cravo ser pregado e de igual forma, novamente Jesus não abriu a boca.

Os soldados não se deram por satisfeitos com o serviço executado nas mãos e passaram para os pés. Fiquei imaginando qual deveria ser a posição que os pés deveriam ficar para que os cravos, ao serem batidos, as pernas de Jesus não ficassem encurvadas e vi que era uma posição terrível, pois os cravos tinham que vazar os pés sem que eles estivem totalmente apoiados na madeira, conduto, os soldados não levaram isso em consideração, e pregaram de forma brutal os cravos nos pés de Jesus e mais uma vez Jesus não abriu a boca.

Vi que quando levantaram a cruz, a dor que já não era pequena ficou ainda maior, pois, agora acrescentava a dor que o peso do corpo fazia nas feridas provocadas pelos cravos.

Foi nesse momento que meus ouvidos puderam ouvir uma das mais belas orações que eles nunca mais se esqueceriam “Pai perdoa-lhes por que não sabem o que fazem”.

Fiquei a questionar comigo mesmo “que amor é esse”? Depois de tudo que esse homem passou ainda ora a favor desses que o fizeram sofrer tanto?

Nesse momento senti invadir meu coração, uma paz que não existe como explicar. Meu coração se aquietou e os meus olhos, então, puderam ver aquilo que os soldados não podiam: pude ver meu salvador assumindo meu lugar. Sim, aquele lugar na cruz, era meu, aquela dor era minha, contudo, o Senhor Jesus por me amar assumiu meu lugar naquela cruz

Ah! Caro leitor, rogo a Deus que te conduza à mesma experiência, que faça você ver naquela cruz o seu lugar ocupado por Jesus, aí você compreenderá “que amor é esse”.

sábado, 22 de junho de 2013

No Jardim das Oliveiras

Desde que Deus mudou minha vida, ele tem me tratado de uma forma bem diferente de antes, uma das mudanças que ele realizou foi fazer nascer em mim o gosto pela leitura, coisa que detestava, e com isso ele tem colocado em minhas mãos alguns livros, artigos e sermões preciosos. Acabei de baixar na internet sete sermões do Rev. Spurgeon sobre a última semana de Jesus, que preciosidade.

Quero nesse artigo compartilhar o que pude aprender com o sermão “A agonia no Getsemani.”

Lendo esse sermão me surgiu na mente um paralelismo muito interessante que passo agora descrevê-lo: ( Obs.: Em seu sermão, Spurgeon trata o Monte das Oliveira como Jardim e assim, também o farei. )

A Bíblia nos ensina que nossos primeiros pais, eram nossos representes e como tal tudo o que eles fizeram foi nos representando, inclusive no ato de desobedecer a Deus.

O ato de pecar contra Deus, trouxe uma punição que certamente nossos primeiros pais não contavam com ela. Devido ao pecado, nossos primeiros pais foram expulsos do Jardim do Édem, foram expulsos da presença de Deus, preferiram dar ouvido e viver sob o domínio de Satanás que viver na presença de Deus.

Outro ensino bíblico análogo a esse é que o Senhor Jesus, enquanto vivia aqui na terra, também foi nosso representante e como, tal tudo que fez, foi nos representando, inclusive na obediência a Deus.

No Jardim das Oliveiras o Senhor Jesus, também como nosso representante, foi retirado, pelos soldados, não pelo seu pecado, uma vez que não pecou, mas pelos nossos pecados, nos representando no Jardim das Oliveiras, ele foi traído e não traidor como nossos primeiros pais, do Jardim das Oliveiras ele foi retirado não porque merecia, mas porque nos representava.

No Jardim do Édem nossos primeiros pais, ouviram de Deus que se comecem do fruto, que ele havia proibido que comecem, eles morreriam. Deus não estava se referindo, apenas a morte física mas também à morte espiritual. E como nossos primeiros pais eram nossos representantes, lá no Jardim do Édem, nós sofremos a mesma punição, fomos também expulsos do Jardim do Édem. A expulsão do Jardim do Édem nos lançou a todos no inferno.

No Jardim das Oliveiras o Senhor Jesus sendo Deus e nosso representante abriu a porta do céu, ali naquele jardim, ele suplicou ao Pai para que, se possível fosse, o livrasse daquele sofrimento que era de nos representar, contudo aquele sofrimento fazia parte do plano de Deus. Como nosso representante ele tinha que pagar nossa dívida, portanto, era necessário ser retirado do Jardim das Oliveiras.    

No Jardim do Éden, nossos primeiros pais deram motivo a Deus para que os expulsassem, pois eles preferiram virar as costas para ele e se voltarem para Satanás, no Jardim das Oliveiras o Senhor Jesus foi levado para fora dele porque queria que nós nos voltássemos para Deus.

No jardim do Édem, nossos primeiros pais desobedeceram a Deus, porém, no Jardim das Oliveiras o Senhor Jesus obedeceu até a morte e morte de cruz.

Nos representando, Jesus foi retirado do jardim para que pudéssemos voltar ao lugar de onde fomos expulsos, o Jardim do Édem.

Somente os que crêem que Jesus era seu representante, lá na cruz, é que poderão voltar para o Jardim do Édem.

Você crê?

sábado, 18 de maio de 2013

Tempestade

Hoje é dia 20 de abril de 2013. Estou escrevendo esse artigo para compartilhar o que aconteceu comigo, pois pode ser que ajude a alguém em uma situação parecida com a minha.

A semana passada foi uma semana atípica. Acredito, que nunca vivi uma semana como aquela. Passei a semana com o versículo de “Salmos 1:2  Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite”, na mente. Quando eu entrava no caminhão para trabalhar, às 5:30hs, eu ligava o CD player e ia ouvindo hinos e alguns corinhos, que gosto, me sentido o mais feliz de todos os homens, parecia criança, ia dirigindo cantando, quem olhava de fora, imagino, deveria pensar que eu estava meio doido.

Pois bem, chegou a segunda-feira seguinte, àquela semana,  aquele dia fez um calor infernal. Lá pelas 15:30hs eu estava indo à fazenda para buscar banana a fim de entregar a um cliente. Nessa hora começou um temporal, na estrada eu ia vendo os raios e vibrando com aquela visão magnífica. Cheguei à fazenda e logo carreguei o caminhão e dei pressa em retornar antes que a chuva chegasse. Logo começou um vento muito forte, e parece que eu ia à frente do vento, pois dava para eu perceber lá na frente, que o mato ainda estava com pouca agitação, pois bem, cheguei à cidade entreguei as bananas e fui para casa.

No outro dia levantei cedo, como de costume, e fui para a fazenda, sem saber o que os meus olhos haveriam de contemplar. Ao chegar no bananal aquela alegria foi aos poucos se transformando e meu coração ficando apertado. Quando eu saí de lá, ontem, não fazia idéia da força do vento que havia passado por lá. Meu bananal foi praticamente destruído.

Me senti impotente, e agora o mais infeliz de todos os homens. Voltei para casa sem saber qual decisão tomar, que rumo seguir, pensando: e agora como vou fazer para conseguir pagar os salários de meus trabalhadores, as despesas de casa, enfim todas as minhas contas, como pagar?

Como se não bastasse, na manhã de quinta-feira ao chegar perto do caminhão, ainda sob o efeito daquela tragédia,  notei algo que veio aumentar a tristeza: meu caminhão havia sido arrombado. O ladrão quebrou o vidro da janela do lado do passageiro, quebrou o forro do teto, que é de vibra, e levou meu toca CD com meus hinos e corinhos. Que diferença de semana! Que diferença de estado de espírito! Creio que você sabe do que eu estou falando.

Hoje acordei cedo, mas não tão cedo, e fiquei um tempo na cama pensando no que havia acontecido, nas minhas reações, nos pensamentos que passaram pela minha mente e fiquei envergonhado de mim mesmo. Pedi perdão a Deus, me levantei e vim para o computador, pois, hoje é dia de publicar mais um artigo no blog e também para ler e estudar a Palavra de Deus. Foi aí que me deparei com uma pequena mensagem de Spurgeon que está transcrita a baixo.

Peço a você, não pare de ler esse artigo aqui, leia mensagem. Ela me foi extremamente útil e, creio, pode ser para você também.

“Crente, você está procurando a razão para suas aflições? Olhe para o alto, contemple o Pai celestial, veja-o em sua pureza e santidade. Um dia, você será semelhante a ele. Você será conformado facilmente à imagem dele? Você exigirá muito aprimoramento “na fornalha da aflição”(Isaías 48:10)? Livrá-lo de suas corrupções e torná-lo perfeito como o Pai celestial(mat. 5:48) será algo fácil?

Agora olhe para baixo. Você sabe que inimigos estão debaixo de seus pés? Antes, você era servo de Satanás; e nenhum rei irá perder espontaneamente seus servos. Você acha que Satanás o deixará ir espontaneamente? Não, ele sempre o estará seguindo, pois “o diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” ( I Pedro 5:8).

Olhe ao seu redor. Onde você está? Você está no país do inimigo; você é um peregrino e forasteiro. O mundo não é seu amigo. Se o mundo é seu amigo, você não é amigo de Deus, pois quem é amigo do mundo é inimigo de Deus.

Esteja certo de que você encontrará inimigos em todos os lugares. Quando você dormir, pense que está descansando em um campo de batalha. Quando andar pelas ruas, suspeite de uma emboscada em cada esquina. Assim como se diz que os mosquitos de cada país costumam picar mais os estrangeiros do que os nativos, assim também as provações da terra serão mais dolorosas para você.

Por último, olhe para o seu próprio coração e observe o que se encontra ali. O pecado e o interesse próprio ainda permanecem em seu íntimo.

Oh! Se não existisse o diabo a tentar você, inimigos a guerrear contra você e mundo para o enlaçar, você ainda encontraria dentro de si mesmo, mal suficiente para lhe causar dolorosos problemas pois, “enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto”( Jer. 17:9).

Espere dificuldades. Todavia, não se desespere, pois Deus está com você para o ajudar e te fortalecer. Esta é a promessa de Deus: “ Na sua angustia eu estarei com ele, livrá-lo-ei e o glorificarei”( Sal.91:15).” 

sábado, 20 de abril de 2013

Pecados ocultos



Salmos 19:12 - Quem há que possa discernir as próprias faltas? Absolve-me das que me são ocultas.


Pretendo cometar, nesse artigo, aqueles pecados cometidos por não conhecermos a Deus e sua vontade.

Existem dois tipos de pecados ocultos, existem aqueles que cometemos por não conhecer a Deus e sua vontade, e aqueles que cometemos às escondidas.

Quero trazer como exemplo o fumo. No passado as pessoas fumavam sem saber o mal que fazia ao corpo. Hoje já está mais que comprovado os danos, os males que sofrem os que têm o vício de fumar.

Pois bem, em nossa vida espiritual, a falta de conhecimento de Deus e de sua vontade, de igual modo, nos faz pecar sem saber.

Temos vivido dias em que o desinteresse e a preguiça pela leitura da Palavra de Deus, têm feito com que sejamos cada vez mais ignorantes espirituais.

Vamos fazer uma pesquisa individual: Qual foi a última vez que você pegou sua Bíblia e se assentou para lê-la, meditar sobre o que você leu? Tenho até medo da resposta!

Uma coisa tem me chamado a atenção: Nós queremos ter um relacionamento com Deus na base do milagre, não estou me referindo aos milagres de cura e outros mais.A maioria de nós tem amigos que se conhecem tão bem, que são capazes de saber até o que o outro pensa; e isso devido ao tempo em que convivem, tudo o que um vai fazer tem que chamar o outro, e assim, acabam por ter uma forte amizade. Contudo, não temos esse comportamento para com Deus, daí eu dizer que queremos um relacionamento com Deus na base do milagre.

Não temos um relacionamento com Deus, não nos lembramos de Deus no nosso viver diário, não conversamos com ele. Lembre-se que uma conversa exige dois interlocutores, digo isso pelo fato de que a maioria só fala com Deus, mas não para, para ouvir a Deus.

Deus deixou bem claro que ele fala através de sua palavra, veja o que o Senhor Jesus disse e está registrado no Evangelho de João 5:39 “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim.” E ainda em Mateus 22:29  “Respondeu-lhes Jesus: Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus.”

Portanto só teremos um relacionamento com Deus à medida que o conhecemos e somente lendo sua Palavra é que o conheceremos. Deus não se dará a conhecer de outra maneira.

Você deve está dizendo: “Mas eu vou à igreja todo domingo!” E pergunto: Você considera uma amizade aquela em que você só escuta seu amigo falar por uns 30 a 40 minutos por semana? Isso é amizade verdadeira?

Esse milagre Deus não irá fazer, ele não se contradiz, se você quiser conhecê-lo só existe um meio, ler a Bíblia.

Só conhecendo a Deus e sua vontade é que diminuiremos os nossos pecados ocultos.

Leia a Bíblia.


sábado, 23 de março de 2013

O banquete de Satanás


O sermão, de Spurgeon, que tem o título acima, tem como pano de fundo o casamento onde o Senhor deu início a seus milagres.

Após os garçons, da festa, terem enchido as talhas de água, o Senhor Jesus os manda levar ao mestre-sala, o qual após provar do vinho,sem saber o que havia acontecido, vai ao noivo e o questiona a atitude de ter guardado o melhor vinho para final da festa: “Todos costumam pôr primeiro o bom vinho e, quando já beberam fartamente, servem o inferior; tu, porém, guardaste o bom vinho até agora” Evangelho de João 2 versículo 10.

Quero comentar uma frase do sermão que me chamou a atenção.

Diz Spurgeon: “Existe muito mais, nas palavras do mestre-sala do que apenas a constatação de que o melhor vinho estava sendo servido por último na festa”.

Primeiro devo confessar que nunca havia pensado da forma que esse homem de Deus me apresentou em seu sermão, e que agora tento trazer para nós, nesse comentário.

Na festa de Satanás o que há de melhor é servido no começo, com o objetivo de cativar seus convidados. No começo da festa ele apresenta aquilo que de melhor seus convidados estão esperando e até mesmo querendo, para só depois, quando seus convidados não têm mais condições para avaliar o que está sendo oferecido a eles, ele apresenta e oferece aquilo que lhe é próprio.

Não é assim com o pecado? Antes de cometê-lo ele se nos apresenta tal como o vinho que na taça brilha nos convidando a bebê-lo e dele façamos uso até que chegue o momento em que o resultado é catastrófico.

A Bíblia nos diz que um abismo chama outro abismo assim como o vinho, uma taça chama outra taça, também de igual forma um pecado chama outro e tal como o porco, o pecador se enchafurda no pecado e tem nisso prazer.

Entretanto a fala do mestre-sala nos trás outra verdade. A festa do Senhor Jesus se faz ao contrário. Ele nos apresenta e nos serve o “pior” vinho no começo e só no final é que ele nos serve o melhor vinho.
A festa do Senhor Jesus começa com tudo aquilo que de pior existe para o homem. De início o homem tem reconhecer que é um miserável pecador e que precisa de perdão, quem de nós tem prazer em ser confrontado com seus erros?

Depois, ele tem que reconhecer que não tem autoridade sobre seu ser, quem tem prazer em se subjugar a outrem?

Continuando a festa o Senhor Jesus nos apresenta toda sorte de guloseimas que tem um sabor não muito agradável, ele nos diz que seremos perseguidos, que nos maltratarão, que teremos toda sorte de aflições.

Caro leitor, quem em sã consciência gostaria de participar de uma festa com esse cardápio? Ninguém, não é mesmo? Contudo devo dizer a você que, se não participarmos dela desde o seu começo ninguém participara do seu fim, ninguém beberá do melhor vinho, ninguém poderá entrar no final da festa ou se entra e participa desde o seu começo ou não se entra mais, não existe como ser penetra nessa festa.

Portanto caro leitor ou você aceita o convite e participa dessa festa desde o seu começo ou você vai participar da outra festa que mencionei.

Qual das festas você vai querer participar? Decida hoje mesmo. 

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Quando fazer nada é fazer tudo


Nesse ano que passou, Deus me concedeu a oportunidade de ter acesso a sermões de Charles Spurgeon, considerado o “O príncipe dos pregadores”.

Spurgeon viveu no início do século 19 e foi um pregador fervoroso, levando a todos os ouvintes a mensagem de salvação do evangelho.

Nesse ano tenho a intenção e a ousadia de comentar alguns pontos de alguns de seus sermões.

O primeiro sermão que quero comentar tem como título “Obedeça”. É o sermão de número 2317 pregado no dia 13 de julho de 1889.

O texto básico para este sermão foi do Evangelista João, capítulo 2 versículo 5; “Então, ela falou aos serventes: Fazei tudo o que ele vos disser.”

Quero convidar a você, para juntos fazermos um exercício de imaginar a cena na qual Maria, a mãe de Jesus, proferiu tais palavras.

Todos nós, sabemos que era um casamento e que o vinho, a bebida de então, havia acabado. Maria, após a conversa com Jesus, sai de sua presença e diz aos garçons da festa que, quando Jesus desse uma ordem, eles a obedecessem.

Fiquei maravilhado com a explanação que Spurgeon faz desse momento em diante e nos traz uma lição muito importante que foi o motivo desse artigo.

Quando Maria passou perto dos garçons, por certo eles estavam servindo às mesas dos convidados, observe que ela não disse para eles deixarem tudo o que eles estavam fazendo para irem até Jesus a fim de saber dele o que eles deveriam fazer, ela apenas disse: “ Façam tudo o que ele vos disser”, e os garçons continuaram seus serviços à espera da ordem de Jesus.

A lição para qual quero chamar nossa atenção está compreendida no tempo que decorreu entre a fala de Maria e a ordem de Jesus.

Os Garçons não fizeram nada, eles não se anteciparam indo até Jesus, mas apenas esperaram a ordem, portanto não fazer nada é fazer tudo até que a ordem chegue.

Como isso é difícil para nós, em particular para mim, esperar! Confesso que não sei esperar. Estou a todo instante querendo me antecipar à ordem e confesso que sou por demais ansioso e quero que tudo, em minha vida, seja resolvido no meu tempo. Ah caro leitor, como tenho sofrido por ser assim, e o meu objetivo com esse artigo é de ajudar, dizendo que Deus tem a hora certa de agir e que na maioria das vezes não coincide com a nossa.

Não fazer nada é fazer tudo, não fazer nada antes que a ordem chegue é esperar o tempo de Deus, não fazer nada é confiar que Deus está fazendo tudo, não fazer nada é descansar em Deus crendo que ele está dirigindo nossa vida, não fazer nada é dizer que sou incapaz e que dependo de Deus, não fazer nada é viver pela fé.

Foi pensando nesse “estilo de vida” que pensei em escrever esse artigo, foi pensando em você e em mim que trago essa reflexão para que possamos aprender com os garçons do casamento, lá da pequena Galiléia, a esperar o Senhor Jesus dar a ordem.

Quero ainda compartilhar com você um versículo, o que está escrito no livro de Lamentações no capítulo 3 versículo 26 que diz: “Bom é aguardar a salvação do SENHOR, e isso, em silêncio”.
Caro leitor aguarde a ordem.

Que Deus tenha misericórdia de nós e nos perdoe o pecado de não saber esperar.

Amém. 



sábado, 19 de janeiro de 2013

Ano Novo




Comumente a maioria pessoas tem por hábito, no final do ano, no último dia, às 24hs fazerem o balanço do ano que se finda e estabelecerem novos propósitos para ano que se inicia.

Quero nesse primeiro artigo convidar você para junto comigo, embora já passado esse momento, fazermos um balanço do ano que passou e também propósitos para esse novo ano que inicia.

Eu costumo fazer esse balanço fazendo algumas perguntas para mim mesmo e de acordo com as minhas respostas é que faço meus propósitos. Então vamos às perguntas:

1 – Quanto tempo por dia, dedicamos ao estudo da bíblia?

Observe que eu não perguntei se “lemos” a Bíblia e sim, se “estudamos” a Bíblia e por uma razão bem simples: é que devemos parar de “ler” a Bíblia, devemos “estudar” a Bíblia.

No livro de Atos dos Apóstolos capítulo 17 versículo 11, encontramos uma observação muito interessante a respeito de duas comunidades, os de Beréia e os de Tessalônica, sendo que os de Beréia foram considerados mais nobres pelo fato de estudarem a Bíblia; daí eu dizer que devemos, ao invés de “ler” a Bíblia, devemos  “estudar” a Bíblia.

Os de Beréia não engoliam qualquer coisa que ouviam das pessoas que lhes falavam do evangelho, independentemente de quem estivesse falando, eles examinavam a Bíblia para ver se aquilo que tinham ouvido estava de acordo com as escrituras.

Volto às perguntas: Temos feito como os de Beréia?

2 – Como está nosso relacionamento com Deus?

Eu entendo que, para se ter um bom relacionamento com quem quer que seja, precisamos conhecer a pessoa, saber o que ela gosta e que ela não gosta, enfim, ter o máximo de informação a respeito dessa pessoa com o objetivo de não desagradá-la, pois se o fizermos, certamente não teremos um relacionamento com ela.

Me parece, que a maioria das pessoas está se relacionando com um deus diferente do Deus da Bíblia. O Deus da Bíblia ouve, mas também fala. Digo isso por constatar que a maioria das pessoas não tem um relacionamento com Deus. Em um relacionamento, pressupomos que falamos, mas também ouvimos, contudo, o relacionamento que a maioria das pessoas quer ter com Deus, é um em que só elas falam e Deus escuta, Deus tem de estar sempre pronto para ouvi-las, sempre de prontidão para o momento em que elas quiserem falar alguma coisa a Ele, ou melhor pedir alguma coisa a Ele, entretanto, quase nunca param para ouvi-lo.

Que relacionamento, pode existir com alguém que só fala e quase nunca está disposto a parar para ouvir o seu interlocutor?

Quais são as resposta às perguntas? Diante das respostas, quais propósitos vamos fazer para o novo ano?

Espero que possamos dedicar mais tempo nos RELACIONANDO com Deus nesse novo ano.