sábado, 20 de junho de 2015

Porque oro

Assisti o filme “Terra das Sombras”, que aproveito a oportunidade para indicar. O filme narra um episódio da vida de C.S. Lewis. Nesse filme, ele diz uma frase que há muito tenho procurado dizê-la, entretanto, não sabia como era a frase: ”Rezo porque a necessidade transborda em mim, acordado ou dormindo. Não incide sobre Deus incide sobre mim”.

Nesse artigo quero comentá-la.

Começo fazendo uma pergunta, que pode parecer simplória, mas espero demonstrar que não é bem assim.

Deus está a espera de minha oração para agir a meu favor?

Hoje em dia, vemos e ouvimos vários pregadores, em suas mensagens, dizerem que não temos a vida que queremos porque não oramos, e mais, quando oramos não o fazemos com fé.

Ao estudar a Bíblia vejo que não são só essas as condições necessárias para que Deus aja a meu favor.

Creio que a primeira coisa que devo ter em mente é que Deus age a meu favor independente de orar, uma vez que Deus não está à espera de minha oração para agir, se assim fosse eu estaria perdido. Às vezes fico incomodado com a postura de pessoas que dizem a alguém, que por algum motivo está reclamando dos acontecimentos em sua vida, que é só orar que Deus vai mudar tudo. Meu Deus, que tamanha maldade!

Ao dizer assim, colocamos, desnecessariamente, uma carga muito grande nas costas dessas pessoas.

Vejamos alguns exemplos, pois entendo que a melhor maneira de aprender é com exemplos.

No Antigo Testamento encontramos Jó. A sua história é de todos conhecida, suas dores, suas feridas e sua inquietação espiritual.
Os amigos de Jó agiram tal qual as pessoas a que me referi.

Outro exemplo, agora no Novo Testamento é o de Paulo. O espinho que atormentava ao Apóstolo foi motivo de orações, por três vezes, contudo o seu pedido não foi atendido. Será que faltou fé no Apóstolo? Será que faltou mais oração?

A resposta às questões acima é um sonoro NÃO. Não faltou fé, nem mais oração, uma vez que não era a vontade de Deus retirar o espinho.

Creio que a pergunta agora pertinente é: Por que oro então?

Continua...



















 
  



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