sábado, 5 de junho de 2021

Deus não precisa de nossa ajuda

 


Ouvi, ontem dia 18 de abril de 2021, o sermão do Rev. Augustus Nicodemos que tem o título “ Sarai e Agar”( para quem quiser ouvir: https://www.youtube.com/watch?v=mV7gXnfZCNE). Esse sermão faz parte de uma série que ele está fazendo seguindo os acontecimentos da Bíblia desde Gênesis 1 e esse sermão está baseado em Gen. 16:1 a 16.

Quero trazer para nossa reflexão uma frase escrita, por mim já há alguns textos passados e agora usa o pregador usa da mesma interpretação no sermão de ontem “Deus não precisa de ajuda”.

Na história narrada sobre Sarai e Agar encontramos um triste episódio entre as duas.

Sarai já era de idade avançada e estéril, não podendo dar a Abrão um filho para se cumprir a promessa de Deus, oferece sua serva Agar a Abrão, para que através dela viesse o filho prometido por Deus que daria sequencia à família de Abrão.

Sarai resolveu adotar um costume da época. Quando uma mulher era estéril não podendo dar filhos a seu marido, com seu consentimento, o marido tinha filhos com uma de suas servas e esse filho por direito era da esposa e não da serva.

O que acontece depois? Agar fica grávida e passa a desrespeitar e afrontar sua senhora Sarai. Esta por sua vez, reclama com Abrão sobre as atitudes de Agar. Abraão devolve o problema para Sarai, dizendo que ela tinha todo poder para fazer com Agar o que bem lhe parecesse, passando assim, Sarai, a trata-la mal a ponto de Agar abandonar a casa de Abrão.

Agar é encontrada pelo Anjo do Senhor, no meio do deserto e a convence de voltar e lhe faz uma promessa “ Disse-lhe ainda o Anjo do SENHOR: Concebeste e darás à luz um filho, a quem chamarás Ismael, porque o SENHOR te acudiu na tua aflição. Ele será, entre os homens, como um jumento selvagem; a sua mão será contra todos, e a mão de todos, contra ele; e habitará fronteiro a todos os seus irmãos.”

Resultado: o conflito entre Árabes e Judeus que perdura e perdurará até Jesus voltar.

É isso que acontece quando não confiamos em Deus e por achar demorada a resposta dele a nossas inquietações faz com que resolvamos nós mesmos darmos a solução que queremos.

Eu, mesmo, sou mestre em fazer isso e como tenho quebrado a cara! Quantas vezes não esperei por Deus vindo a me arrepender pelo que fiz e sofrer as consequências.

Somos muito imediatistas querendo tudo para ontem, contudo, temos que aprender que tempo é uma grandeza humana e não divina. Deus não tem relógio, o tempo para Deus não existe, para Deus é eterno presente e isso não cabe na nossa cabeça.

Foi depois de compreender essa verdade é que pude compreender um pouco melhor o versículo “o justo viverá por fé”.

Viver por fé é esperar Deus, é saber que independente das circunstâncias ele está cuidando de mim, mesmo que não entendamos as circunstâncias, mesmo quando tudo parece que vai desabar na nossa cabeça, mesmo sofrendo as piores dores, é ter fé que ele está fazendo o melhor para nós.

Sei que viver por fé é muito difícil, sei que é uma luta diária e que muitas vezes não conseguimos.

Como tem sido o seu viver por fé?

domingo, 25 de abril de 2021

Retorno


Estou terminado de ler o livro do “Deuteronômio” e sinto um conflito, entre a alegria e a tristeza, em meu coração. Sinto tristeza ao ver que todo o livro é um relado da história, dos quarenta anos, de peregrinação no deserto. Nele encontramos os principais acontecimentos da peregrinação, de como o povo foi rebelde, de como na primeira oportunidade eles adoravam outros deuses e por constatar que nós fazemos as mesmas coisas ainda hoje.

Vejamos alguns exemplos:

Logo no capítulo primeiro, encontramos o episódio em que Moises havia enviado um de cada tribo para espiar a terra além do Jordão e trazerem um relatório de como era a terra e de seus habitantes, se a terra era boa ou não para habitação. Tendo voltado, os espias, prestaram um relatório dizendo das maravilhas que viram, contudo, a falta de fé no Deus que os levaram até ali, ficaram com muito medo dos povos que habitavam a terra. Esse relatório fez com que o povo não entrasse na terra, naquele momento, e que peregrinasse no deserto por quarenta anos.

Vemos nos capítulos seguintes, Moises narrando fatos de como o povo se rebelava contra Deus e de como ele os disciplinava, até que eles voltassem novamente para Deus. Encontramos Moises falando de como o povo seria abençoado se permanecesse fiel e não seriam disciplinados por Deus.

Chegando ao final do livro, o meu conflito aumenta por ver Deus falando a Moises que esse povo era povo de dura cerviz, que ao entrar na terra prometida logo se esqueceria dele e que iria atrás de outros deuses.

Porem, quando chego aos capítulos 29 e 30 a tristeza é vencida pela a alegria, pois, nesses capítulos vejo Deus dizendo a Moises que ele estabeleceria uma nova aliança, vejo Deus falando que o povo iria abandoná-lo, que iria praticar todas as coisas que ele condena e que dizia para que eles não fizessem, entretanto, mesmo aplicando disciplina, estaria pronto para socorrê-los quando se voltassem para ele de todo o coração.

Percebo, ao chegar ao fim do livro, que temos um ensinamento que está em toda a Bíblia e que tem passado despercebido por muitos. Vemos claramente que depois da queda de nossos primeiros pais ficamos impossibilitados, por natureza, de fazermos o que Deus requer de nós. O homem, após pecar, foi corrompido e nesse estado é incapaz de fazer o que é bom. Exemplificando o que acabo de dizer: seria fazer o leão gostar de comer capim em vez de carne, e o boi, carne em vez de capim.

A alegria faz a tristeza desaparecer quando percebo que, Deus sabe que o homem é incapaz de fazer o que ele quer e que para isso acontecer, Deus faz uso de sua misericórdia, transforma o coração do homem, habilitando-o a querer fazer o que é bom. Em outras palavras, Deus faz o homem querer voltar-se a ele.

Deus já fez isso com você?

 

domingo, 21 de março de 2021

Autoria da COVID-19


No meio evangélico tenho ouvido várias opiniões sobre a autoria da pandemia pela qual o mundo está passando e quero nesse artigo compartilhar a minha.

Antes de expô-la, sei que vou incomodar algumas pessoas, entretanto, peço que leia tudo e que depois reflita.

A principal, ou a mais ouvida por mim é: “isso é coisa do Diabo”.

Não descreio de que o Diabo pode ter “culpa no cartório”, contudo, não creio ser tão simplista a autoria de tal pandemia. Deixa-me explicar melhor.

Na Bíblia nós encontramos vários episódios que relatam o poder que o Diabo tem e de como ele pode usá-lo. Vejamos alguns exemplos:

Os magos de Faraó, lá no Egito, fizeram alguns milagres tal qual Moises e Arão fizeram.

Saul quando foi consultar a necromante para saber se seria vitorioso na guerra, o Diabo fê-lo entender que era Samuel que havia aparecido.

Nos Evangelhos encontramos um pai aflito por seu filho ser possesso pelo Diabo a ponto de lançá-lo, ora no fogo, ora na água, sendo o Diabo expulso por Jesus.

Diante de tais exemplos não temos como negar que o Diabo tem poder e que usa quando tem oportunidade.

Outra teoria da autoria da pandemia é: “É castigo de Deus”

De igual forma não creio que a autoria da pandemia, também, seja tão simplista assim.

Creio que aqui temos uma dificuldade em definir “castigo de Deus” uma vez que castigar a quem? Por quê? Uma vez que a pandemia não fez distinção de raça ou credo, ela atingiu a humanidade de uma forma geral.

Você deve, então, estar se perguntando: Qual sua teoria da autoria da pandemia?

É com muito temor e tremor que passo a escrever minha teoria.

Não creio que seja do Diabo, no sentido em que ouço, pois quando ouço, a ideia central dessa afirmação é que o Diabo por sua livre vontade está fazendo mal à humanidade. Não creio, porque na Bíblia aprendo que o Diabo só faz aquilo que Deus permite que ele faça, exemplo: o caso de Jó.

Tenho aprendido na Bíblia que o Diabo, usando uma figura de linguagem, é um Pitbull na coleira e que a corrente está na mão de Deus.

Também não creio que a autoria da pandemia seja, simplesmente, “castigo de Deus”, pois quando ouço tal afirmação, a ideia que está por traz é que Deus tirou da sua caixinha de castigo um vírus para afligir a humanidade.

Mas então no que creio!

Creio que temos dois caminhos bem distintos para levar nossa consciência a meditar:

Creio que Deus tem duas maneiras distintas de tratar a humanidade.

A primeira é em relação àqueles que não creem em Jesus como seu único Salvador. A esses, Deus os trata aplicando seus juízos, exemplo: as dez pragas no Egito.

A segunda é em relação àqueles que creem em Jesus como seu único Salvador. A esses, Deus os trata como filhos amando-os, contudo, disciplinando-os, exemplo: Não deixando Moisés entrar na terra prometida.

Portanto, creio que a pandemia deve ser encarada de duas maneiras, uma como juízo de Deus sobre os ímpios e disciplina sobre seus filhos.

Agora te pergunto: Qual desses dois grupos você pertence?

 

  




sábado, 13 de fevereiro de 2021

Fui infectado pelo COVID-19

 

No ano passado, no mês de junho, fui infectado pelo COVID-19 ficando um mês de cama com febre, dor de cabeça e muita tosse, graças a Deus não precisei ser internado. Em casa e de cama, assisti muita TV, os noticiários eram os meus preferidos até um dia em que morre Rodrigo Rodrigues, um jovem apresentador de programas esportivos. Naquele dia tive uma piora substancial, não da enfermidade física, mas da emocional.

Todas as notícias davam conta de que o grupo de pessoas acima de 60 anos eram os mais propensos a falecer, caso contraísse o vírus, e eu via um jovem, com 20 anos a menos que eu, ser vencido fulminantemente. Desse dia em diante precisei tomar ansiolítico. Minha mente começou a me tirar a paz com pensamentos inquietantes e são, precisamente, esses pensamentos que me fizeram escrever esse artigo.

Já se passaram 8 meses. Hoje(12/02), completo 67 anos, após uns 10 anos resolvi ouvir, novamente, um dos sermões de “C.H.Spurgeon”. Esse sermão foi pregado 1860 tendo como pano de fundo a pandemia de cólera que assolou o mundo nos anos de 1817 a 1823. O título do sermão é: “Poupados da Epidemia” e texto básico está em Ezequiel 9.(Para quem quiser ouvi)

Nesse sermão o pregador faz uma pergunta que me incomoda desde o episódio do falecimento do repórter: “Por que fui poupado?”

Dificilmente passo uma noite sem acordar, lá pelas 2hs, invariavelmente a pergunta surge em meus pensamentos, dificultando o meu retorno ao sono.

Como acredito que tudo o que acontece comigo é por que Deus tem um propósito, a pergunta então se reveste de uma importância crucial e para mim se transforma na pergunta: Por que Deus ainda me quer aqui na terra?

Em uma dessas noites resolvi, então, escrever esse artigo com o intuito de compartilhar a pergunta com você que está lendo: Por que Deus ainda te quer aqui na terra? Você já se perguntou o porquê?

Se você já se encontrou com Jesus sendo ele seu único salvador, por certo sua resposta será diferente daquele que ainda não.

É precisamente com você que ainda não encontrou com Jesus, para receber dele a salvação de sua alma que quero enfatizar a crucial pergunta: Por que Deus ainda quer você aqui na terra?

Acredito, firmemente, que uma das respostas será: Deus ainda quer você aqui na terra, com o fim de que você encontre com seu Filho e seja por ele salvo.

Se você se sente incomodado com a pergunta, em questão, tenha uma conversa franca com Deus e peça a ele que Jesus Cristo te transforme, não perca mais tempo faça isso agora mesmo e verá como sua vida mudará, contudo, se você não está nem aí para sua condição isso é lamentável.

A Bíblia diz que só existem dois destinos para nossa alma, um é o céu e o outro o inferno. Para o céu iram aqueles que Jesus salvou e para o inferno  os outros, dos quais você é um deles, se permanecer como está.

Qual será sua resposta a essa pergunta?