sábado, 24 de dezembro de 2016

O justo viverá por fé

E é evidente que, pela lei, ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé.

Em nossa classe de Escola Dominical, o assunto proposto tem sido a soberania de Deus. No domingo em que estávamos estudando sobre o livre arbítrio, quando um dos participantes levantou uma questão, em minha mente começou desenrolar uma linha de raciocínio, e fiquei muito contente com a conclusão e é sobre isso que escreverei esse artigo.

Na carta de Paulo aos Gálatas, no capítulo 3 versículo 11, o Apóstolo Paulo diz que o "justo viverá pela fé".

Essa afirmação é por demais conhecida de todos, pois, foi ela a base sobre a qual Lutero provocou a Reforma Protestante. Entretanto, não é sobre esse assunto que quero discorrer.

Todas as vezes que ouvia ou lia esse versículo, a mim era muito vago esse conceito de viver pela fé, uma vez que não tinha, até então, consciência dessa verdade. Quando dizemos que Deus é soberano, na maioria das vezes dizemos sem ter a exata noção da extensão dessa verdade. Ao dizermos que Deus é soberano, estamos afirmando que ele controla tudo e a todos nesse mundo, e que esse controle vai das coisas mais complexas às mais simples; deixa-me explicar melhor.

Na Bíblia, no livro de Salmos 139:16, Davi faz a seguinte afirmação: "Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda." E ainda no Evangelho de Mateus 10:30 encontramos o Senhor Jesus dizendo: "E, quanto a vós outros, até os cabelos todos da cabeça estão contados."  Através desses dois exemplos, podemos ver como a soberania de Deus atua de forma tão abrangente que a nós é impossível compreender.

Quero destacar ainda, que a soberania de Deus abrange todo o nosso viver diário, muito embora vivamos, a maior parte do tempo, sem perceber Deus agindo em nós e por nós. Deus está agindo em nós quando tomamos uma decisão qualquer e por nós, nos livrando do mau por exemplo.

Quando minha mente trabalhava desenvolvendo o pensamento, pude chegar ao ponto de que viver pela fé, é viver sabendo que Deus está controlando tudo desde as coisas mais complexas até as mais simples, quer eu perceba ou não, viver pela fé é viver na total dependência de Deus, sabendo que ele está controlando meus pensamentos, minhas vontades, minhas decisões e que nada do que eu faça ou deixe de fazer escapará do controle de Deus.

Também pude concluir como é difícil viver pela fé, pois, vivemos como se tudo dependesse de nós, de nossas decisões, de nossa capacidade de pensar e realizar.

O homem ainda hoje quer ser igual a Deus, por isso vive em eterno conflito.

Nossa vida seria muito melhor se não só declarássemos que Deus é soberano, mas crêssemos de fato nessa soberania e vivêssemos como encontramos em 1Pedro 5: 7 "lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós."      

Só viveremos pela fé quando vivermos na total dependência de Deus.

domingo, 20 de novembro de 2016

Novo nascimento

João 3:3 - "...respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus."

Outro dia, em que fazia minha leitura diária da Bíblia, me deparei com a resposta que Jesus deu a Nicodemos e, como estamos estudando a soberania de Deus na Escola Dominical e temos usado muito o texto de Gen 3, onde encontramos o homem desobedecendo a Deus e recebendo a punição prevista para esse ato, tive de parar por um instante, pois, minha mente não mais se atinha ao texto.

Quero compartilhar o que passou pela minha mente naquele instante.

Tenho dito que nesse texto de Gen 3 não encontramos de maneira literal, ou seja escrita, a morte espiritual do homem o que, a meu ver, dificulta a compreensão, por parte de quem lê essa triste realidade.

Deus havia dito a Adão que, se ele comece do fruto proibido, a punição seria a morte. Nessa punição estava incluso a morte física, o que veio acontecer mais tarde, e a espiritual, no momento em que desobedeceram, como podemos  encontrar na carta aos Romanos capítulo 6, versículo 23 "... porque o salário do pecado é a morte ..." .

Assim como Nicodemos, a grande maioria das pessoas não compreende que nascemos mortos espiritualmente, e que carecemos da atuação do Espírito Santo para nos fazer nascer de novo.

Quando Jesus disse: " nascer de novo" ele estava fazendo referência à morte de Adão e então, com a ação do Espírito Santo, o homem nasceria novamente, mas agora como um novo Adão restabelecendo o relacionamento com Deus, perdido com pecado.

Fazendo um paralelo da conversa de Nicodemos com Jesus e a nossa origem como ser humano, podemos tirar uma lição preciosa.

Assim como passamos a existir pela vontade de nossos pais, pois, ninguém pediu para nascer, também passamos a existir espiritualmente pela vontade de Deus, uma vez que, também, não existíamos espiritualmente para expressar nossa vontade. 


É maravilhoso quando entendemos, que, se temos vida espiritual, a temos por que foi da vontade de Deus que renascêssemos de seu Espírito e que esse novo nascimento restabelece o relacionamento com ele.    

sábado, 22 de outubro de 2016

Gêneses 3

Tenho dito que, se a mim fosse imposto escolher apenas um capítulo da Bíblia para existir, eu escolheria o de Gen.3, pois sou fascinado por ele. Nesse capítulo tenho encontrado todos os ensinamentos bíblicos.

Quando, mais uma vez, estudava esse capítulo, me deparei com mais uma situação que até então não tinha percebido e quero neste artigo comentar.

Não sei por que, mas quando leio esse texto tenho a impressão de que Deus vinha todos os dias à tardinha ao jardim para conversar com nossos primeiros pais.

Em um desses dias, aconteceu algo diferente: Deus não "encontrou" Adão e Eva como de costume; eles haviam se escondido por estarem com medo. O fato de se esconderem, nos diz que das outras vezes esse encontro acontecia com a maior naturalidade. Entretanto, dessa vez foi totalmente diferente.

Com a desobediência, nossos primeiros pais passaram de uma situação confortável, para uma totalmente adversa e que eles até antão não haviam experimentado.

Quando Deus vem ao paraíso para se encontrar com Adão e Eva e os encontra escondidos, devido à desobediência, Deus não lhes vira as costas e volta pro céu; pelo contrário, Deus vai ao encontro de ambos com a intenção de ter um diálogo, mas é recebido com "pedras nas mãos”.

Ao ser questionado por sua desobediência, Adão não gosta nem um pouco e acusa Deus de ser o culpado, pois no princípio, ele estava só, Eva não existia e ele não pediu a Deus que fizesse Eva; logo o culpado de sua queda era Deus, que havia feito Eva.

A resposta de Adão foi fruto da desobediência a Deus. Ela o tornou incapaz de se arrepender de seus erros e o fez inimigo de Deus e não Deus inimigo de Adão.

Quando Adão foi questionado por Deus, ele poderia dizer: Senhor infelizmente eu errei e comi do fruto que o Senhor havia dito para não comer. Contudo, invés disso, ele tenta transferir a sua culpa.

Deus não é inimigo do homem. Ele está a todo instante perguntando: "Onde estás?"


Veja bem qual será sua resposta!

sábado, 24 de setembro de 2016

Livre arbítrio, ter ou não ter... eis a questão

Estamos estudando nesse trimestre, na Escola Dominical em nossa igreja, a soberania de Deus. Um dos assuntos abordados é o livre arbítrio. Quero neste artigo comentar um pouco sobre nossas discussões.

No curso da história a faculdade de ter ou não ter livre arbítrio tem causado sérios debates e até mesmo divisões, sem que se chegue a um pensamento comum entre os que debatem o assunto.

A minha intenção não é dar uma resposta à questão, mas  trazer uma questão que surgiu quando estávamos debatendo o assunto e, também, lançar um desafio para que você pense a respeito.

Uma grande parte da raça humana, ao ser confrontada com a pergunta: "você tem livre arbítrio?" Responde afirmativamente. Essa resposta nos parece óbvia, pois quando tomamos nossas decisões, a tomamos sem sentirmos que estamos sendo impelidos por quem quer seja para a tomarmos.

Em nosso viver diário, a todo instante temos uma decisão a tomar. Das mais simples, como escolher o que comer em um restaurante, até as mais difíceis e complexas como que profissão seguir. Fazemos isso sem nos determos para refletir se nossa decisão é fruto de nosso livre arbítrio ou não; simplesmente tomamos a decisão que nos parece a melhor para aquela oportunidade.

Uma outra questão que nos parece que temos uma resposta também óbvia é: "Quem sabe o que é melhor para você, você ou Deus?" A resposta a essa questão, como disse, invariavelmente é: Deus.

Quando fiz essa pergunta na classe da Escola Dominical aconteceu, por um breve momento, um silêncio perturbador, pois a discussão estava animada, contudo, após a pergunta formulada, parece que as pessoas ficaram meio deslocadas. Mas a resposta veio, como disse, que é Deus quem sabe o que é melhor para mim.

Foi nesse instante que em mim surgiu a pergunta que me incomoda até o presente momento: Consciente de que é Deus que sabe o que é melhor para mim então por que há esse conflito? Por que o ser humano faz tanta questão de ter o livre arbítrio, se Deus deseja somente o que melhor para ele?   

Até o momento eu encontrei somente uma resposta a essa minha pergunta: O pecado.

O pecado me faz acreditar que Deus não sabe realmente o que melhor para mim, o pecado faz com que eu acredite mais nas minhas capacidades, o pecado faz com que eu viva autossuficiente.

O pecado na vida do homem tem feito com que ele viva um eterno conflito com Deus.


O homem quanto mais vive sob a direção de Deus mais feliz será.

sábado, 20 de agosto de 2016

O que fazer?

Juízes 22:25 Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais reto.

O livro de Juízes termina com uma frase aparentemente sem muita relevância, contudo, ao analisarmos o que estava acontecendo, ou seja, como o povo de Israel estava vivendo vamos ver que essa frase tem muita importância, pois, ela nos revela uma realidade terrível para todos nós.

Após entrar na terra prometida sob a liderança de Josué, o povo passou a expulsar os antigos moradores a fim de habitar na terra prometida, contudo, eles não fizeram conforme Deus havia dito, assim pois, desobedecendo a Deus.

O resultado não podia ser outro a não ser o sofrimento.

Com a morte de Josué, o povo ficou sem um líder que os dirigia e consultava a Deus para saber a sua vontade a fim de transmiti-la ao povo. Mediante essa falta de um líder, "cada um passou a fazer aquilo que ele julgava ser o mais correto". A princípio era a atitude de se esperar de cada um, contudo, como não havia uma consulta a Deus para saber qual atitude deveria ser tomada e como a capacidade de decisão é relativa e peculiar de cada indivíduo o resultado não foi nada bom.

Logo depois da narrativa da morte de Josué, encontramos o relato do povo abandonando a Deus e indo adorar os deuses dos povos que eles não tiraram da terra, como era a ordem de Deus.

Tendo o povo se desviado do caminho de Deus, este os deixou de abençoar e proteger, o que culminou com o povo novamente sendo subjugado e sofrendo nas mãos dos povos vizinhos.

Quando leio esse livro fico me perguntando com é possível um povo que viu todos os milagres operados por Deus, durante 40 anos, ainda virar as costas para esse Deus?

Só tem uma resposta: O pecado.

O pecado está arraigado no homem de tal maneira, que o cega e faz com que ele fuja de Deus, tal qual aconteceu com Adão. Ao analisar essa conduta do povo de Israel, vejo que não somos diferentes desse povo.

Temos visto Deus operar milagres em nossas vidas, entretanto, tal qual o povo, nos viramos contra Deus.

Na carta, escrita por Paulo aos Romanos, capítulo 3 versículo 11, encontramos uma verdade terrível a nosso respeito quando ele diz:"não há quem entenda, não há quem busque a Deus;".

Ah! Caro leitor, mediante essa verdade só nos resta, também, fazer tal qual o povo fazia quando lhes eram abertos os olhos e eles viam que tinham pecado: suplicavam a Deus o perdão. Não há outro caminho se não esse.

Ainda em outro lugar, a Bíblia diz que: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça."   


Suplique, nesse momento, a Deus o perdão pelos seus pecados e se volte para Deus.

sábado, 23 de julho de 2016

Genealogia de Jesus II

Dando continuidade ao texto passado, observamos que entrou na genealogia de Jesus outra mulher que em sã consciência não poderíamos pensar que pudesse, tal coisa, acontecer!

Veja a continuação do versículo 5: "...; este, de Rute, gerou a Obede;...".

A mulher mencionada nessa parte do versículo é Rute, e quem foi Rute na história do povo judeu?

Para compreendermos o caso de Rute precisamos voltar na história.

Rute era uma descendente dos moabitas. Esse povo foi formado de uma maneira muito estranha! Lá nos tempos de Ló, aquele que foi retirado de Sodoma, pelos anjos, antes de Deus a destruir, esse mesmo! Depois de ser retirado da cidade ele foi viver em região erma. Suas filhas vendo a dificuldade de casarem e terem filhos, embebedaram seu pai e tiveram filhos dele. A mais velha teve um menino que recebeu o nome de Moabe que veio a ser o formador desse povo.

Esse povo foi o mesmo que contrataram um profeta de nome Balaão, para profetizar contra o povo judeu quando da travessia do deserto; o que não aconteceu, pois Deus deu uma ordem à Balaão para que não o fizesse.

Depois do povo já estabelecido na terra de Canaã, houve um período de fome e algumas famílias foram em busca de alimentos nas terra dos moabitas. Uma dessas famílias foi a de Noemi que tinha marido e dois filhos. Os filhos se casaram e um deles se casou com Rute. Morrendo o marido e os filhos, Noemi resolve voltar para seu povo e Rute se dispõe a ir junto(uma das mais belas histórias da Bíblia).

Foi então que Boaz gostou de Rute, casando-se com ela, que deu à luz a Obede entrando assim na genealogia de Jesus.

E qual lição podemos tirar daí, você deve estar perguntando?

Foi preciso contar toda a história para vermos que o evangelho não era uma propriedade do povo judeu como eles próprios acreditavam. Eles já tinham o livro de Rute nas mãos e sabiam dessa história, contudo, o pecado não os deixa ver que Jesus não veio só para eles, veio também para nós que não somos judeus de nascimento.

Rute, nesse caso, nos representa sendo a oliveira brava enxertada em Jesus, a oliveira verdadeira, tornando assim parte dela.

Assim como Rute foi enxertada em Jesus, hoje, nós também o somos, mediante sua morte na cruz.

Foi por mim e por você, o que de pior existe, que Jesus veio ao mundo salvar.


sábado, 2 de julho de 2016

Genealogia de Jesus 1

          Mat. 1: 5 - Salmom gerou de Raabe a Boaz;

Em um domingo do ano passado, nossa sala de Escola Dominical teve como assunto a genealogia de Jesus. Quando lemos o texto básico que era Mt 1: 1 a 17, muitos dos que ali estavam disseram que, quando estão lendo a Bíblia e chegam nas partes onde estão registradas as genealogias, pulam essa parte por considerarem enfadonha a leitura.

Ao analisarmos o texto básico encontramos, além da narrativa de quem era filho de quem, algumas lições muito preciosas para todos nós.

Para nossa meditação, vou escrever esse e mais outro artigo sobre duas lições que podemos aprender nesse dia.

A primeira lição veio através do versículo 5 onde diz: "Salmom gerou de Raabe a Boaz...".

Quem foi Raabe e por que ela entrou na genealogia de Jesus?

Para responder essa pergunta, temos que lembrar que Raabe foi quem hospedou em sua casa os espias, que Josué havia mandado para ver como a cidade de Jericó era guardada. O rei de Jericó sabendo que haviam dois espiões em sua cidade, mandou prendê-los e Raabe os escondeu e os ajudou a escapar dos guardas, o que resultou na sua salvação quando o povo de Israel invadiu Jericó e a destruiu.

Qual a lição podemos tirar desse episódio?

Uma coisa bonita e preciosa na Bíblia é que podemos pegar um versículo que, aparentemente, não encontramos ensinamento nele, porém, ao associarmos ao todo da Bíblia encontramos lições preciosas.

Penso que podemos dizer que Raabe representa aqueles que são salvos por Jesus Cristo, pois, ele veio salvar a escoria da humanidade, ele veio salvar aquilo que de pior tem na humanidade. Vejamos alguns outros versículos bíblicos.

No Evangelho de Marcos capítulo 2 versículo 17 encontramos: "Tendo Jesus ouvido isto, respondeu-lhes: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores."
Quem são os doentes e pecadores que Jesus menciona? Eram os rejeitados de então.

Na carta de Paulo aos Romanos, no capítulo 11 versículo 17 encontramos: "Se, porém, alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo oliveira brava, foste enxertado em meio deles e te tornaste participante da raiz e da seiva da oliveira".

Veja que o Apóstolo compara os salvos de Roma a uma oliveira brava, algo desprezível.
É maravilhoso quando relacionamos os textos afins e descobrimos os ensinamentos contidos nessa relação!

Ao olharmos a dignidade de uma prostituta e de uma oliveira brava veremos que é igual à de qualquer ser humano carente do amor de Jesus, vemos que todos estão em pé de igualdade, pois, ainda encontramos outro texto que diz: "pois todos pecaram e carecem da glória de Deus".

Veja que o texto não diz que só a prostituta pecou, mas todos, inclusive eu e você carecemos do amor de Deus.



sábado, 21 de maio de 2016

Nossas decisões, consequências

Juízes 22:25 Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais reto.

O livro de Juízes termina com uma frase aparentemente sem muita relevância, contudo, ao analisarmos o que estava acontecendo, ou seja, como o povo de Israel estava vivendo vamos ver que essa frase tem muita importância, pois, ela nos revela uma realidade terrível para todos nós.

Após entrar na terra prometida sob a liderança de Josué, o povo passou a expulsar os antigos moradores a fim de habitar na terra prometida, contudo, eles não fizeram conforme Deus havia dito, assim pois, desobedecendo a Deus.

O resultado não podia ser outro a não ser o sofrimento.

Com a morte de Josué, o povo ficou sem um líder que os dirigia e consultava a Deus para saber a sua vontade a fim de transmiti-la ao povo. Mediante essa falta de um líder, "cada um passou a fazer aquilo que ele julgava ser o mais correto". A princípio era a atitude de se esperar de cada um, contudo, como não havia uma consulta a Deus para saber qual atitude deveria ser tomada e como a capacidade de decisão é relativa e peculiar de cada indivíduo o resultado não foi nada bom.

Logo depois da narrativa da morte de Josué, encontramos o relato do povo abandonando a Deus e indo adorar os deuses dos povos que eles não tiraram da terra, como era a ordem de Deus.

Tendo o povo se desviado do caminho de Deus, este os deixou de abençoar e proteger, o que culminou com o povo novamente sendo subjugado e sofrendo nas mãos dos povos vizinhos.

Quando leio esse livro fico me perguntando com é possível um povo que viu todos os milagres operados por Deus, durante 40 anos, ainda virar as costas para esse Deus?

Só tem uma resposta: O pecado.

O pecado está arraigado no homem de tal maneira, que o cega e faz com que ele fuja de Deus, tal qual aconteceu com Adão. Ao analisar essa conduta do povo de Israel, vejo que não somos diferentes desse povo.

Temos visto Deus operar milagres em nossas vidas, entretanto, tal qual o povo, nos viramos contra Deus.

Na carta, escrita por Paulo aos Romanos, capítulo 3 versículo 11, encontramos uma verdade terrível a nosso respeito quando ele diz:"não há quem entenda, não há quem busque a Deus;".

Ah! Caro leitor, mediante essa verdade só nos resta, também, fazer tal qual o povo fazia quando lhes eram abertos os olhos e eles viam que tinham pecado: suplicavam a Deus o perdão. Não há outro caminho se não esse.

Ainda em outro lugar, a Bíblia diz que: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça."   


Suplique, nesse momento, a Deus o perdão pelos seus pecados e se volte para Deus.

sábado, 23 de abril de 2016

Onde está, ó morte, o teu aguilhão?

1º Coríntios 15:55  Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?

Nesse artigo, quero comentar sobre a pergunta que o Apostolo Paulo fez, comentando o final da vida de todos os que foram transformados pelo Espírito Santo e que morreram, antes do dia da segunda vinda de Jesus Cristo, e também, o final daqueles que ele vier buscar em sua segunda vinda.

Antes de entrarmos propriamente no comentário sobre a pergunta, creio ser necessário esclarecer o que vem a ser um aguilhão. Aguilhão é uma ponta bem aguda usada para inocular veneno, um exemplo é o ferrão do escorpião.
  
O Apostolo Paulo começa seu relato, em (1º Cor. 15:50), afirmando algo que vem trazer mais luz aos ensinamentos bíblicos.

Quero, a princípio, chamar a atenção para a segunda parte do versículo na qual ele diz que a corrupção não pode herdar a incorrupção. Veja que no versículo 51, ele diz que seremos transformados e não nos incita a que nos transformemos, pois ele sabe, até por experiência própria, que o homem não tem poder para realizá-la, uma vez que a dele não foi feita por ele mesmo. Como então ocorre nossa transformação?

Creio que o conhecimento da resposta a essa minha pergunta seja fundamental para todos nós, pois é imprescindível que essa transformação aconteça em todos os que querem viver eternamente no céu.

É imprescindível voltarmos lá no começo da história. A morte foi o castigo que nossos primeiros pais receberam por duvidar da palavra de Deus e por dar crédito à palavra de Satanás. A essa desobediência deu-se o nome de pecado e nossos primeiros pais o transmitiram a todos os descendentes e conseqüentemente a todos nós, portanto todos nascemos corrompidos.

No versículo 56, do mesmo texto o Apóstolo vem confirmar que o pecado é o aguilhão da morte, donde podemos concluir que o pecado tendo sido inoculado em nós, estamos fadados à morte se não nos for aplicado um antídoto. E qual é esse antídoto?

A resposta está no versículo 5, quando o Apostolo afirma que Deus nos dá a vitória em Cristo Jesus. Veja que a resposta é enfática e que não nos dá alternativa.

É interessante que o Apostolo não diz que Cristo Jesus é uma alternativa de se obter a vitória, ele diz de forma enfática que, em Cristo Jesus, nós temos a vitória, ou seja, em Cristo Jesus vencemos a morte. Cristo Jesus é o antídoto que precisamos para combater o pecado que nos contamina, fazendo com que sejamos corruptos e que precisemos ser transformados. Sem essa transformação ninguém viverá no céu.

Caro leitor, eu escrevi tendo você como meu alvo, procurei mostrar que todos precisamos ser transformados por Cristo Jesus. Tanto eu como você carecemos da atuação do Espírito Santo em nossa vida nos convencendo do pecado, pois por nós mesmos isso é impossível. Tanto é verdade que Cristo Jesus disse que o mandaria com essa missão. Se nos fosse possível convencer a nós mesmos de nosso pecado, porque Jesus mandaria o Espírito Santo?

Para que sejamos transformados e a morte seja vencida, carecemos da atuação do Espírito Santo em nossa vida. Só ele tem poder para tal.

A minha oração a Deus, nesse momento, é que você seja nesse instante transformado e tenha a vitória sobre a morte em Cristo Jesus.    
  


  

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Segunda carta ao meu futuro neto "Mauricim"

Agora já sabemos que você é um menino e que seus pais vão te dar o nome de Maurício, que você já está bem grande e também, que faltam uns 30 dias para você nascer.

Pois bem, tenho algumas coisas ainda a dizer para você, que você ainda não sabe.

Primeiro, quero te dizer que oro por você todos os dias, pedindo a Deus que você tenha um corpo perfeito e sadio, mas acima de tudo, que ele já tenha trocado seu coração de pedra por um de carne conforme relata a Bíblia, aquele livro que lhe falei na primeira carta, que é a palavra de Deus, lembra? Peço a ele também, que você já seja um servo dele mesmo antes de nascer, assim como foi com João Batista; depois lhe conto essa história, pode me cobrar!

Quando eu digo servo de Deus, não estou dizendo que você seja um pastor, mas que mesmo sendo um piloto de avião(seus pais morrem de medo de avião, mas eu sou vidrado), um médico, ou mesmo um carroceiro, você seja um servo de Deus desempenhando sua profissão com dignidade e para a glória de dele. Contudo, se você for chamado, por ele, para ser um pastor, você vai experimentar a melhor e mais doce de todas as alegrias, ao ver que você foi um instrumento dele na conversão de almas a Jesus Cristo.  

Já disse para sua mãe e seu pai, que se você se parecer comigo, eles vão ficar um tanto loucos com tanta molecagem.  Eu não fui fácil quando criança, não fui mesmo, e ainda tenho tantas outras molecagens para lhe ensinar. Só espero que eles não briguem comigo.

Quando disse em ser piloto eu não estava brincando não, eu já tenho dois aeromodelos para te dar as primeiras aulas, é muito bom, você vai gostar!

Aqui do lado de fora, está começando uma confusão por sua causa, eu temo que vai dar briga. É tanta gente dizendo que vai cuidar de você que acho que vai faltar espaço, veja só: Sua "vó LULU" já comprou passagem para vir para cá, sua "tia Suiça" também, fora as outras tias daqui. Não sei como vamos fazer lá no hospital; vai ser tanta gente que a direção não vai ficar nada satisfeita. Lá na igreja da sua mãe e na nossa, não se fala doutra coisa quando a gente chega. O seu nascimento vai ser um festona.

Acho que não vai haver outra carta, nossa próxima conversa será de corpo presente.

Até o dia do seu nascimento.

Seu vô doidão Maurício


sábado, 19 de março de 2016

Como devo viver?

Juízes 22:25 Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais reto.

O livro de Juízes termina com uma frase aparentemente sem muita relevância, contudo, ao analisarmos o que estava acontecendo, ou seja, como o povo de Israel estava vivendo vamos ver que essa frase tem muita importância, pois, ela nos revela uma realidade terrível para todos nós.

Após entrar na terra prometida sob a liderança de Josué, o povo passou a expulsar os antigos moradores a fim de habitar na terra prometida, contudo, eles não fizeram conforme Deus havia dito, assim pois, desobedecendo a Deus.

O resultado não podia ser outro a não ser o sofrimento.

Com a morte de Josué, o povo ficou sem um líder que os dirigia e consultava a Deus para saber a sua vontade a fim de transmiti-la ao povo. Mediante essa falta de um líder, "cada um passou a fazer aquilo que ele julgava ser o mais correto". A princípio era a atitude de se esperar de cada um, contudo, como não havia uma consulta a Deus para saber qual atitude deveria ser tomada e como a capacidade de decisão é relativa e peculiar de cada indivíduo o resultado não foi nada bom.

Logo depois da narrativa da morte de Josué, encontramos o relato do povo abandonando a Deus e indo adorar os deuses dos povos que eles não tiraram da terra, como era a ordem de Deus.

Tendo o povo se desviado do caminho de Deus, este os deixou de abençoar e proteger, o que culminou com o povo novamente sendo subjugado e sofrendo nas mãos dos povos vizinhos.

Quando leio esse livro fico me perguntando com é possível um povo que viu todos os milagres operados por Deus, durante 40 anos, ainda virar as costas para esse Deus?
Só tem uma resposta: O pecado.

O pecado está arraigado no homem de tal maneira, que o cega e faz com que ele fuja de Deus, tal qual aconteceu com Adão. Ao analisar essa conduta do povo de Israel, vejo que não somos diferentes desse povo.

Temos visto Deus operar milagres em nossas vidas, entretanto, tal qual o povo, nos viramos contra Deus.

Na carta, escrita por Paulo aos Romanos, capítulo 3 versículo 11, encontramos uma verdade terrível a nosso respeito quando ele diz:"não há quem entenda, não há quem busque a Deus;".

Ah! Caro leitor, mediante essa verdade só nos resta, também, fazer tal qual o povo fazia quando lhes eram abertos os olhos e eles viam que tinham pecado: suplicavam a Deus o perdão. Não há outro caminho se não esse.

Ainda em outro lugar, a Bíblia diz que: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça."   


Suplique, nesse momento, a Deus o perdão pelos seus pecados e se volte para Deus.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Os três Adões

Um de meus professores fez uma explicação, quando ele falava do livro de 2ºReis, que me chamou a atenção e quero, nesse artigo, compartilhar com você.

O primeiro Adão

Quando Deus formou Adão e o colocou para viver e cuidar do paraíso, fez com ele um acordo que dependia de sua obediência.

Não sabemos quantos dias ou anos, Adão viveu antes de quebrar esse acordo. Contudo, a Bíblia é clara em narrar essa quebra, e mais, ela nos conta as consequências. Ela nos diz que Adão além de ser expulso do paraíso, perdeu a vida e o relacionamento com Deus. Como todos nós somos descendentes de Adão, já nascemos sofredores dessas consequências.

O segundo Adão.

Quando Deus chamou a Abraão, ele prometeu que lhe daria uma terra que produzia leite e mel, ou seja, algo bem parecido com o Jardim do Éden. Seguindo a história do povo israelita, vemos que quando eles saíram do Egito, Moises mandou espias à terra para qual Deus os estava conduzindo. Ao regressarem, aqueles espias ficaram encantados com os frutos que aquela terra produzia, chegando a trazer um cacho de uva em um varal nas costas de dois homens, de tão grande que era.

Como é de nosso conhecimento, o povo de Israel conquistou o "Novo Paraíso" e passou a morar nele. Deus novamente faz com o povo uma aliança de obediência, prometendo ao povo que enquanto eles observassem as leis que ele havia dado a Moises, ele abençoaria ao povo.

Quando o relato bíblico chega aos dias do rei Salomão, encontramos o rei fazendo algo bem semelhante à uma atividade desenvolvida por Adão. Assim como Adão deu nome a todo ser vivente, Salomão os estudou e os descreveu. Contudo, não foi só nesse particular que Salomão se assemelhou a Adão. Ele também desobedeceu a Deus e a consequência dessa desobediência foi novamente a expulsão do povo, alguns anos mais tarde, do "Novo Paraíso".

O terceiro Adão

Enquanto meu professor continuava a explicação que fazia sobre 2 Reis, minha mente continuou na mesma linha de pensamento sobre os Adões elaborando o terceiro Adão.

O terceiro Adão é sem dúvida nosso Senhor Jesus Cristo. Ele veio ao mundo para fazer aquilo que seus antecessores não foram capazes de fazer. Vejamos alguns pontos:

Ele foi perfeitamente homem tal qual os seus antecessores, nascido de mulher, teve fome e sede, sofreu dores e até morreu.

Dito por ele próprio, que a ele cumpria obedecer as leis, as mesmas que Adão e Salomão desobedeceram; o que foi feito sem tropeçar em só um ponto.

Como última semelhança vemos que ele, de igual modo, foi tentado por Satanás. Contudo, agora diferente de Adão e Salomão, ele venceu e não sucumbiu às artimanhas do tentador.

Assim como Adão e Salomão tipificavam o homem de uma maneira geral, o Senhor Jesus sendo o último Adão, veio também com a missão de representar o homem no cumprimento da aliança, que Deus havia feito com os outros dois Adões.

Cumprida sua missão, o terceiro Adão, agora, nos possibilita o retorno de modo definitivo, ao Paraíso.

O Senhor Jesus que diz que só entrará nesse "Paraíso" quem crer nele, pois ele é "o caminho" e não um caminho.

Você crê?


     

domingo, 24 de janeiro de 2016

Estou com "dó" de Moisés


Estou terminando a leitura do livro Deuteronômio e percebo que estou com “dó” de Moisés.

Deuteronômio é o último discurso de Moisés, às margens do rio Jordão, quando o povo já havia peregrinado por 40 anos no deserto e só faltava atravessar o rio para entrar na terra prometida.

Quando cheguei no capítulo 3 versículos 25 e 26 me deparei com o seguinte pedido de Moisés a Deus: “25 - Rogo- te que me deixes passar, para que eu veja esta boa terra que está dalém do Jordão, esta boa região montanhosa e o Líbano.” Sabe qual foi a resposta? 26 – “Porém o SENHOR indignou- se muito contra mim, por vossa causa, e não me ouviu; antes, me disse:Basta! Não me fales mais nisto.” Continuando a ler o livro percebo um Moisés com uma fala mansa, amorosa, daquelas de um pai, já com seus 120 anos, aconselhando seus filhos em qual caminho eles deviam andar.

Um pouco mais na leitura encontramos Moisés dizendo ao povo que ele não entraria na terra prometida por ter desobedecido ao Senhor, e como se deu isso?

No livro de Números no capítulo 20, no versículo 2 encontramos o relato de que o povo havia parado na região de Meribá, lugar onde não havia água para beber, então o povo se revoltou, mais uma vez, contra Moisés por estarem com sede e sem água.

À primeira vista, seria mais uma de tantas outras revoltas do povo. Moisés já deveria estar acostumado e ter reagido como das outras vezes, contudo, não foi assim. Moisés se irritou de tal maneira, que desobedeceu a Deus batendo seu bordão na rocha para que saísse dela, água, em vez de dar uma ordem como o Senhor havia dito para ele fazer.

Creio que um dos motivos que me levaram a sentir “dó” de Moisés é saber que nos versículos anteriores à revolta do povo, por falta d´água, encontramos o relato da morte de Miriam que era a irmã de Moisés. Essa Miriam, foi a irmã que ficou vigiando o berço de Moisés, ainda nenê, no rio quando ele foi retirado pela filha de Faraó, ela é quem correu e disse à princesa que, se ela quisesse, ela arrumaria uma hebreia para cuidar da criança e, por certo, Moisés sabia dessa história.

Nos relatos bíblicos não temos nem um momento em que Moisés pudesse chorar a perda de sua irmã, pudesse relembrar aquilo que sua irmã havia feito por ele, entretanto, o que encontramos é Moisés, logo após a morte de sua irmã, lidando com mais uma revolta do povo.

Tenho pensado nessa situação, sua consequência, e vejo que podemos tirar pelo menos uma lição para nossa vida.

Nossa obediência a Deus não pode ser fruto das circunstancias, pelas quais estamos passando, não pode ser fruto do nosso estado emocional do momento. Temos que ser obedientes a Deus incondicionalmente.

Sei que é muito difícil ser obediente quando as circunstancias me dizem para não ser, sei que é muito difícil ser obediente quando estou fragilizado emocionalmente. Nessas horas, o que nós queremos é nos ver livres desses momentos, pois, eles nos trazem dor, angustia e até uma certa dose de desespero, fazendo com que tenhamos atitudes que não teríamos em caso de normalidade.

O maior mérito está em obedecer quando tudo diz para não obedecer, pois, que mérito existe em obedecer quando esta obediência não nos exige renuncia, não nos exige submissão?

Creio que a cada dia que passa ser obediente está ficando mais difícil. Estamos vivendo em uma sociedade cada vez mais rebelde, onde o que se ensina é o bem estar a qualquer custo e, para alcançarmos nossos objetivos, os fins justificam o meio.

Sejamos, pois, obedientes a Deus incondicionalmente.