... porque serão chamados filhos de Deus.
Creio ser pertinente fazer ainda um segundo
comentário dessa bem-aventurança, pois, existe uma particularidade nela que não
existe nas outras.
Essa bem-aventurança termina com a frase: "...Porque
serão chamados filhos de Deus”.
Ao sermos levados a ser um pacificador, nos
advém um privilégio e um dever, e é sobre esse aspecto que quero escrever esse
meu comentário.
Primeiramente vou comentar sobre o nosso
dever para depois comentar sobre nosso privilégio.
Hoje em dia, é muito difícil falar às
pessoas sobre dever, pois não queremos saber deles. Queremos saber de nossos
direitos, contudo, não existe a possibilidade de alguém ser filho de Deus e ter
uma vida sem deveres a cumprir.
Existe em nós uma resistência natural de
seguir normas, e quando falamos em normas na vida espiritual, sinto que, é ainda
mais difícil, devido às pregações que têm sido feitas em nossos púlpitos. As
mensagens, hoje, trazem em seu conteúdo um escopo de induzir aos ouvintes, que
a vida de um filho de Deus é igual à vida de um filho, mimado, de um abastado,
quando na verdade a Bíblia não nos autoriza esse tipo de ensinamento.
Um dos deveres dos filhos de Deus é
justamente ser um pacificador. Vejamos alguns trechos da Bíblia: no livro de
Provérbios encontramos no capítulo 15 verso 1 “A resposta branda desvia o
furor, mas a palavra dura suscita a ira”, em Romanos no capítulo 12, verso 21,
encontramos, “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem”. Não
encontramos, na Bíblia, alternativa de uma vida diferente que não seja uma vida
de deveres a serem cumpridos pelos filhos de Deus.
Não posso terminar de abordar os deveres,
sem deixar claro que viver cumprindo esses deveres não é uma vida enfadonha,
pelo contrário, aqueles que o Espírito Santo os trouxe até esse degrau, o
cumprimento desses deveres são para ele uma alegria, um gozo viver fazendo a
vontade de seu Pai.
Vamos agora abordar o privilégio de ser “filho de Deus”
De uma maneira geral, quando ainda criança,
uma coisa que nos enche de alegria é sermos reconhecidos como filho dos Srs. “nomes
de seus pais”.
Normalmente, quando somos reconhecidos como
filhos de nossos pais, é devido à nossa semelhança com eles, entretanto, há
oportunidades em que somos reconhecidos, também, por nossas atitudes.
Em nossa vida espiritual, não importa como
somos reconhecidos quer seja por nossa aparência, quer seja por nossas
atitudes, pois, em qualquer das duas, estamos refletindo nosso Salvador, afim de
que o mundo conheça aquele que nos chamou das trevas para sua maravilhosa luz.
Creio não haver maior privilégio que ser
reconhecido como “filho de Deus”
Encerrando esse artigo, tenho mais uma
questão para refletirmos: Todos os filhos moram na casa do pai, e na vida
espiritual não é diferente. Só irão para a casa do Pai espiritual aqueles que
são seus filhos.
Onde você vai morar depois de sua morte?
Você tem sido reconhecido como “filho de
Deus”? Se não, ainda há uma oportunidade, suplique nesse momento a Deus
para que ele o transforme em seu filho.
