domingo, 20 de outubro de 2019

Inversão de valores


Não é novidade para ninguém que estamos vivendo em uma época em que há muita inversão de valores e nesses últimos dias uma delas ocorreu.

Estou me referindo aos shows da dupla “Sandy e Junior” e, antes de qualquer pré julgamento, não tenho nada contra gostar da dupla ou de outro cantor qualquer; o meu comentário vai noutra direção.


Em sua última turnê pelo Brasil, os ingressos não deram para quem quis; logo que colocados à venda, esgotavam rapidamente. Na hora de assistir ao show, os mais apaixonados chegavam 1 a 2 dias de antecedência para conseguir um lugar mais perto possível do palco.

Esse frenesi em torno desses shows me fez lembrar de um episódio bíblico. Estou me referindo à passagem de Jesus por Jericó.

No texto no Evangelho de Lucas, no capítulo 19, encontramos o relato de um episódio parecido.

Jesus chega a Jericó e começa a andar pelas ruas, tal era o frenesi pela sua chegada que as pessoas iam se acumulando a ponto de formarem uma espécie de corredor humano, e era tanta gente que as que ficavam mais atrás se empurravam para conseguirem uma melhor posição para verem Jesus passar.

Um certo homem de baixa estatura, para conseguir vê-lo, teve que subir em uma árvore e teve uma grande surpresa. Ao chegar perto dessa árvore Jesus se encaminha para debaixo dela e diz àquele homem: “Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa”.

Não consigo imaginar se Sandy e Junior chamasse alguém da plateia e dissesse a mesma coisa, acho que ele(a) desmaiaria na hora, mas não foi o que aconteceu com Zaqueu.

É bem verdade que ele desceu depressa atendendo ao que Jesus dissera a ele, e foram para a sua casa.

Continuando a leitura do texto encontramos a multidão indignada por Jesus ter ido se hospedar na casa de um “pecador”, pois ele era cobrador de impostos e ele era odiado pelos seus compatriotas, que o tinham por traidor.

Ainda lendo um pouco mais, vemos o resultado desse maravilhoso encontro: vemos um homem arrependido de seus pecados e salvo por Jesus.

Que contraste de situação! Que inversão de valor!

Creio que precisamos urgentemente fazer uma reavaliação de nossas prioridades. Volto a dizer, nada contra gostar de Sandy e Junior, contudo pergunto: para encontrar com Jesus teríamos o mesmo empenho?

Hoje, nesse exato momento em que você lê esse artigo, Jesus está passando diante de você. Qual será sua atitude?






domingo, 22 de setembro de 2019

Deixar de fazer ou fazer?


Deixar de fazer e fazer são duas decisões antagônicas que trouxeram grandes consequências na história da humanidade.

A primeira decisão, deixar de fazer, foi vivida por Adão no paraíso quando Deus fez o pacto com ele. Nesse pacto, Adão não podia comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, o que veio acontecer.

À primeira vista, essa prova de obediência, nos parece muito fácil de ser cumprida, uma vez que deixar de comer, apenas, um dos frutos de todo o jardim não é coisa difícil de fazer, entretanto, o contexto no qual veio acontecer, a quebra do pacto, nos mostra que não foi tão fácil assim.

Quando paro para pensar na situação vivida por Adão fico imaginando: aquela árvore, por certo, devia estar no centro do jardim e por isso Adão e Eva devem ter feito muitos piqueniques debaixo dela, ele deve ter passado inúmeras vezes perto daquela árvore, em sua missão de cuidar do jardim ele deve ter retirado muitos frutos que caíram de maduros e isso tudo sem atinar para a possibilidade de comer do fruto. Entretanto, ao chegar a tentação, de ser igual a Deus no conhecimento do bem e do mal, sucumbiu diante dela trazendo consequências terríveis a toda criação.

A segunda decisão, de fazer, foi vivida por Abraão quando Deus o colocou à prova pedindo que sacrificasse seu único filho.

De acordo com o relato bíblico vemos que, antes de chegar a esse ponto, Abraão esteve em situações em que ele devia apenas confiar em Deus, entretanto, ele não o fez. Ele tentou ajudar a Deus em todas as oportunidades a ponto de arrumar um filho, Ismael, e por causa disso sofremos até hoje as consequências desse ato.

Parece-nos que a prova de Abraão foi mais difícil, pois sacrificar um filho é infinitamente mais penoso que simplesmente deixar de comer um fruto, entretanto, devemos levar em consideração que Adão vivia em estado de pureza e só foi ter filho após pecar, portanto, creio que sofreu uma provação proporcional à de Abrão, pois não havia como prová-lo de igual forma.

Chego à conclusão que muito embora nos pareça absurda e/ou sem sentido as determinações de Deus, eu tenho que cumpri-las, pois eu não conheço a extensão e as consequências da minha obediência ou desobediência.  

Para nós, nos dias de hoje, a determinação de Deus é que só seremos salvos, se com nossa boca confessarmos que Jesus é seu único Filho e nosso único salvador.

O que você fará?



sábado, 17 de agosto de 2019

Carta a meu futuro segundo neto(a)


Carta a meu futuro segundo neto(a).

Fiquei sabendo hoje, 13 de agosto de 2019, que você está para chegar, você ainda tem poucas semanas de vida, mas sua mãe já fez o teste de gravidez e ficou confirmada a sua vinda.

Assim como fiz com seu irmão, estou fazendo com você, te escrevendo essa carta para te contar uns segredinhos muito importantes.

Como você ainda é tão pequenino, não sei se você é neto ou neta, mas isso não tem importância para mim; o que é importante, é que você chegue perfeito(a) e com saúde.

Nesse nosso primeiro bate-papo, a nossa conversa vai ser meio estranha por você ainda não poder responder, mas segura as pontas aí que logo, logo, isso será resolvido.

Em primeiro lugar, preciso dizer a você que eu tenho alguém que quero muito que você conheça, essa pessoa é tudo para mim e espero que seja para você também! Ele é Deus, é ele quem está te formando e cuidando de você. Ele também me fez e cuida de mim até hoje, e olha... já faz um tempinho bom!

Ele tem sido muito bom para mim, até mandou seu filho Jesus para me salvar e espero firmemente que a você também, isso é a coisa mais importante da sua vida.

Agora deixa eu contar umas coisas que ninguém vai contar para você depois que você nascer: Seu pai e sua mãe estão todos bobos com a notícia da sua chegada. Não param de mandar mensagens para os amigos, num troço que chama WhatsApp.

Quando seu irmão nasceu, eu fiquei muito feliz com seu pai, você precisava ver o carinho dele cuidando do Mauricinho, ah! Me desculpe por não ter te contado, ainda, que você já tem um irmãozinho e que se chama Mauricinho, esse nome foi coisa de seu pai.

Fiquei impressionado com o cuidado que sua mãe teve e tem com ele. Ela faz com que o nome dele se justifique, só anda bem vestido e tudo combinando. Você vai sofrer, num bom sentido, com ela, principalmente se você for uma menininha; não quero nem pensar, mas pode deixar que eu te ajudo do mesmo jeito que faço com seu irmão.

Agora quero te contar um pouquinho sobre seu irmão, ele é muito doidão, ninguém dá conta de tanta bagunça que ele faz, não sei com quem ele aprende, eu e ele fazemos uma dupla inseparável “lagartixo e menino gato”, eu até começo a imaginar como vai ser quando nós três estivermos juntos, vai ser uma doideira, espera só um pouquinho para você ver.

Imagino que você deve estar pensando que seu avô é muito doido escrevendo essas coisas para você, isso não é nada, você vai ver depois que nascer! Eu sou muito mais doido, eu sou mesmo é doidão.

Por enquanto vou parar aqui, um forte abraço e cresça rápido, nós estamos te esperando, até a próxima.

Vô doidão.




segunda-feira, 24 de junho de 2019

Oração Sacerdotal V


Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra;

Depois de escrever alguns comentários sobre a “Oração sacerdotal”, quero escrever sobre essa petição de Jesus que tem como objetivo, não aqueles discípulos que o acompanharam em seu ministério terreno e sim os discípulos que o seguiriam depois de sua ressurreição, até sua segunda vinda, quando os levará para morarem na Cidade Santa.

Quero ressaltar algumas particularidades, que me chamam a atenção!
Nessa petição Jesus está profetizando que outros mais viriam crer nele e que esses, de igual modo, careceriam dos mesmos cuidados que havia pedido ao Pai que tivesse com os seus discípulos de então. É interessante notar que Jesus tinha certeza de que sua mensagem não seria abandonada, não cairia no esquecimento e sim, que ela continuaria a provocar mudança na vida de algumas pessoas que viessem ouvi-la.

É interessante notar também o que faria com que outros viessem a crer em Jesus, a pregação da Palavra de Deus. Com essa afirmação, Jesus, nos diz que não há outro meio pelo qual os homens viriam a crer nele, muito embora muitos, até hoje, não acreditam nisso.

Quando Jesus fez essa afirmação ele estava enfatizando a todos os seus discípulos, tanto aos de então como os do futuro, que somente com a pregação da Palavra de Deus é que o homem viria crer nele e que não caberia aos discípulos arrumarem um outro meio, pois não funcionaria; o que parece não ter ficado claro, pois até hoje o homem tenta chegar a Jesus pelos seus próprios meios.

Outro ponto que quero ressaltar é que quando cheguei nessa parte da oração, fiquei mais entusiasmado, pois, percebi que eu e você também fomos alvos dela, evidentemente, desde que creiamos que ele é o Filho de Deus, que veio mundo pagar nossa divida para com o Pai. 

Sim, fiquei feliz ao ver Jesus se importou com todos os que creram e creriam nele, fiquei feliz por ver que esse Jesus sendo Deus se importa com os seus, mesmo em momentos tão difíceis para ele, pois logo seria preso e crucificado.

Jesus sempre se preocupou com os seus, se assim não fora por que viria sofrer no lugar deles?

Lembre-se, caro leitor, você foi objeto da preocupação de Jesus, ele suplicou ao Pai por todos os que creriam nele através da pregação da palavra.

Você crê como a Palavra orienta?
         

domingo, 19 de maio de 2019

A brevidade da vida



Salmos, capítulo 90: 10 Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos.

Hoje, dia 05 de maio 2019, acabo de vir do culto fúnebre de minha cunhada Lilia, irmã de minha esposa. Reputo hoje um dia muito especial em minha vida e pretendo explicar porque.

Aprouve a Deus que várias coisas acontecessem no decorrer dos dias antecedentes ao de hoje. Tivemos, na semana atrasada, um feriado em que muitos viajaram e não foi possível termos a divisão em salas na Escola Dominical, como todo domingo. Por isso, tivemos um estudo em conjunto no templo. No domingo passado, tivemos eleição de oficiais e, novamente, não tivemos as classes em separado e no dia de hoje voltamos à normalidade.

Eu já estava com o estudo da lição preparado há duas semanas e, quando fui repassá-lo, modifiquei toda a estrutura de tal forma, que aquilo que eu tinha colocado para terminar eu coloquei para começar, sem saber que minha cunhada iria falecer.

O título da lição era: “Refugiados começando a vida”

O material que eu havia preparado tinha como objetivo nos levar a refletir sobre nossa peregrinação aqui na terra e a morte da minha cunhada veio enfatizar e servir de fechamento para o estudo. Mal sabia eu que Deus ainda me falaria através da morte de minha cunhada. Ao chegar, em casa, após o ofício fúnebre, minha mente começou a refletir sobre a brevidade da vida.

Pela primeira vez eu pude entender, mesmo que um pouco, o que o salmista diz no verso acima. Nossa vida é um sopro que logo desaparece.

Logo em seguida, um outro versículo me veio a mente: 1ºCor. 15:19 Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.

Ao meditar nesse versículo, não tive outra escolha a não ser concordar com o Apostolo: Sim, se nossa esperança se limita a essa vida, somos tremendamente infelizes, pois, quando morremos tudo acaba, tudo deixa de existir; então completei meu pensamento: “minha vida não pode acabar no cemitério, não faz sentido viver aqui na terra, por um período, e depois acabar tudo”.

Sim, após o cemitério continua, após o cemitério é que vem o melhor, o cemitério não é o ponto final de nossa peregrinação, o cemitério não é o fim, é meio pelo qual eu tenho que passar para entrar novamente no Paraíso, lá Deus me espera, é lá que vou viver para sempre com meu Salvador.   

sábado, 20 de abril de 2019

Oração Sacerdotal IV


Continuando os comentários sobre a “Oração sacerdotal” O Senhor Jesus diz: “Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal” e o que me chama a atenção é o que ele não pediu!

Acho muito interessante esse trecho da oração, pois fico tentando imaginar o que se passou na mente dos discípulos quando ouviram essa frase ser dita.

Pedro, por exemplo, havia estado no monte quando o Senhor Jesus foi transfigurado e, tão encantado ficou, com o que seus olhos viram, que ele não quis descer. Os outros discípulos talvez tivessem se lembrado de quantos cestos tiveram de carregar quando da multiplicação dos pães e de quando Jesus andou sobre as águas. Por certo, pelo que os discípulos ouvem de Jesus, eles não devem ter entendido bem o que Jesus queria dizer com aquelas palavras.

O Jesus que eles conheciam era o Jesus dos feitos portentosos, era um Jesus que curava cegos, fazia aleijados andarem, ressuscitava mortos, nada lhe era impossível e agora ele diz que vai para junto do Pai e não vai levá-los? O que deve ter passado pela mente dos discípulos ao ouvirem isso?

Quem não gostaria de ser retirado do mundo junto com Jesus?

Eles não sabiam que não faz parte do plano de Deus tirar, do mundo, os seus sem que eles cumpram a missão para qual eles vieram ao mundo. Se os discípulos tivessem sido levados pelo Pai naqueles dias, como o evangelho seria pregado? Como essa mensagem alcançaria os outros que têm sido alcançados?

O Senhor Jesus sabia que os discípulos é que seriam os porta-vozes que haveriam de levar ao mundo a mensagem para a qual ele os havia ensinado, durante os três anos que passaram juntos, ele os havia escolhidos justamente para esse ministério, portanto não podia pedir ao Pai que os tirasse do mundo.

Em sua oração, Jesus pediu, sim, para que o Pai os guardasse do mal, pois ele sabia que Satanás agiria com toda sua fúria para destruir o que ele havia formado no coração de seus discípulos.

Outro ponto crucial dessa oração de Jesus, é que ele não incluiu Judas. Em sua oração Jesus está preocupado apenas com os outros, pois, eles é quem dariam continuidade à sua obra, por isso era preciso cuidar deles, para que o plano, de salvar os seus, tivesse êxito.

Hoje não temos mais os discípulos, contudo, os que são salvos pelo Pai, são os substitutos deles, esses é quem têm que continuar com a pregação da mensagem de Jesus, portanto, a oração de Jesus é abrangente a todos os substitutos dos discípulos.

Você está contido entre o número dos discípulos pelos quais Jesus orou?


sábado, 30 de março de 2019

Oração Sacerdotal llI


Nesse artigo quero comentar as consequências de ser mencionado na oração de Jesus, aqueles que o Pai lhe deu.  

Naquele momento em que meditava sobre a oração de Jesus, meus olhos viram o que não estava escrito no texto, naquele momento pude vislumbrar o contexto da vida daqueles por quem Jesus orava.

Jesus sabia que Pedro, Tiago e os outros discípulos ainda teriam muitas tentações a enfrentar, que eles fracassariam em muitas delas, contudo ele diz que eles eram dele e que por eles, ele daria a vida.
Fico imaginando se Pedro e Tiago tivessem conhecimento dos fatos como nós hoje temos. Quando, naquele momento, em que eu estava refletindo, fiquei muito, e ainda estou, feliz por eles. Pedro haveria de traí-lo, vergonhosamente, contudo, não foi excluído da oração. Tomé, por sua vez, passaria a maior vergonha, na presença de todos os outros discípulos, por não crer na ressurreição de Jesus, também não foi excluído da oração. Quanta razão para se alegrar, para se regozijar por ser amado por Jesus.

O contexto da vida dos discípulos a que me referi acima é que, quando Jesus após sua ressurreição vai se encontrar com Pedro e lhe pergunta três vezes se ele o amava se coaduna com as palavras de Jesus no decorrer de seu ministério. Jesus disse que aqueles que o Pai lhe deu, ele não os perderia, que ninguém os arrebataria de sua mão, em outra oportunidade Jesus disse a Pedro que Satanás queria atormentar a vida dele e que ele, Jesus, havia intercedido ao Pai por ele.

Com Tomé não foi diferente, Jesus não podia perdê-lo para a incredulidade e vai ao encontro com ele se colocando à disposição para que Tomé fosse tocá-lo, afim de que ele viesse a crer que realmente ele havia ressuscitado.

Caro leitor, as palavras não são suficientes para expressar a alegria de poder ver o que Jesus faz por aqueles que Pai lhe dá, por aqueles por quem morreu, para Jesus não importa o que eles fazem, não existe traição tal ou incredulidade tal que faça com ele desista dos seus, ele vai buscá-los, ele vai resgatá-los estejam onde estiver.

Para que isso aconteça, conosco, é preciso ser mencionado na oração de Jesus como quem o Pai tenha dado a ele.

Jesus já foi te buscar?         

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Oração Sacerdotal ll


Na minha leitura da Oração sacerdotal quando cheguei nos versículos seis, sete e oito, tive que parar e ler de novo, quase não acreditando no que estava lendo e questionei: Como Jesus diz que eles tinham guardado a sua palavra, reconheceram que todas as coisas vinham do Pai e verdadeiramente reconheceram que ele havia saído do Pai?

Minha inquietação, aos olhos humanos, tem certa razão de existir, pois, quando Jesus orou ele ainda não havia sido preso, Pedro ainda não o tinha negado, Tomé ainda não havia duvidado de sua ressurreição, enfim, muita coisa ainda haveria de acontecer com seus Discípulos e ele já disse essas coisas a respeito deles?

Um pouco antes, talvez um ou mais dias, Jesus dando suas últimas instruções, no Evangelho segundo Lucas, capítulo 22 versos 31 a 34 diz a Pedro que ele havia rogado ao Pai para que sua fé não viesse a desfalecer, uma vez que Satanás queria prová-lo e que ele, quando se convertesse, fortalecesse os outros discípulos e ouve de Pedro que ele nunca o abandonaria, que se preciso até morreria por ele, sendo avisado por Jesus que ele o negaria três vezes antes que o galo cantasse. Neste episódio até posso ver Pedro, depois do alerta de Jesus, pensando:”O Senhor não sabe com quem está falando!”

Alguns dias após a ressurreição de Jesus, o Apóstolo João registra que Tomé fica sabendo, por intermédio de outros discípulos, que Jesus havia ressuscitado e extravasa sua incredulidade dizendo: “Se eu não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, e ali não puser o dedo, e não puser a mão no seu lado, de modo algum acreditarei.”

Conhecendo esses fatos, não pude deixar de pensar: “como Jesus diz que seus discípulos eram tudo o que ele disse na oração?”

Foi então que meu coração se encheu de paz e alegria por entender que, nesse aspecto, nós também podemos ser iguais aos discípulos. Apesar de tantos erros, apesar de tanto negar a Jesus, de tanto sermos incrédulos em seu poder, não deixamos de ser amados por ele, não deixamos de ser objetos de sua oração.

Vale aqui uma pequena observação, contudo, fundamental: Jesus orou por seus discípulos e, para que estejamos na oração de Jesus, precisamos ser discípulos.

Você é discípulo de Jesus?

Continua... 




sábado, 19 de janeiro de 2019

Oração Sacerdotal


Nesses últimos dias, li no Evangelho de João, capítulo 17, a parte que recebe o nome de “A oração sacerdotal” e fiquei maravilhado com o que os meus olhos puderam ver. Evidentemente que não foi a primeira vez que li esse texto, contudo, foi a primeira vez que refleti sobre algumas partes dele.

Me chamou a atenção as vezes em que o Senhor Jesus faz menção dos discípulos e de todos os que foram e seriam salvos por ele.

Tenho procurado ler a Bíblia de uma maneira tal, como se eu mesmo estivesse dizendo tais palavras. Tem sido uma experiência formidável. Fazendo esse exercício, me deparo com situações maravilhosas com esta: Vamos ver se consigo fazer você ver o que pude ver nesse texto!

Logo no segundo versículo Jesus diz que recebeu do Pai, autoridade para dar a vida eterna a todos os que o Pai havia lhe dado. É muito interessante essa afirmação e ela carrega consigo algumas perguntas que têm respostas preocupantes para todos nós, tais como: quem são os que o Pai deu a ele? Será que existe alguém que não foi dado a ele?

O primeiro grupo de pessoas ao qual Jesus se refere, são os seus discípulos. Ao se referir a eles, imagino que o tenha feito de forma muito carinhosa falando que o Pai os deu, e que por isso, ele os guardou, e que o Pai cuidasse deles depois de sua partida.

Enquanto lia, fui obrigado pela minha mente a parar um pouco a fim de refletir. Em minha mente, fiquei querendo ser um dos onze. Fiquei querendo que Jesus dissesse tudo o que ele disse dos onze, sobre mim. Por um instante imaginei Jesus dizendo que eu havia sido dado pelo Pai a ele, que eu havia recebido dele a palavra, e que eu a havia guardado, que o Pai haveria de me guardar, que eu não sou do mundo como ele não era. Ah! Como eu queria ter ouvido essa oração a meu respeito!

Escrevendo esse artigo, não posso deixar de pensar em você, que está lendo; fico indagando comigo mesmo: será que você também estaria entre os onze? Será que Jesus também o incluiria em sua oração?

É muito triste constatar que Jesus não orou por doze, mas orou por onze, não orou por doze porque um rejeitou tudo o que os outros aceitaram, um não aceitou o perdão oferecido pelo contrário mais obstinado ficou, trazendo sobre se sua própria ruína.

Em qual dos grupos você está, dos onze ou do outro?

Continua...