O próximo degrau a ser descido em nossa escada da vida
espiritual, segundo as Bem-aventuranças, é o degrau da justiça.
Aqueles que já foram humilhados, choram ao depararem sua vida
pecaminosa e então são feitos mansos a tal ponto de abandonarem o seu “eu” e este
deixa de exercer prioridade em suas vidas e passam então a desejarem a justiça.
Muitos têm interpretado de modo equivocado a palavra justiça
aqui usada. A palavra justiça, neste texto, não se refere à justiça dos homens
e sim a uma outra justiça: Àquela que o
livra de seus pecados.
Esclarecendo um pouco mais a justiça que essa Bem-aventurança
se refere, devo dizer que ela não trata apenas
da justiça da cruz, mediante a qual o homem tem seus pecados perdoados, mas
também da justiça que o santifica.
Para explicar melhor, temos de voltar ao Jardim do Éden,
pois, foi lá que tudo começou. Quando nossos primeiros pais desobedeceram a Deus. Essa desobediência criou um abismo entre o homem e Deus, impedindo a
convivência dos dois.
A justiça, que o texto aborda, é a única capaz de restabelecer
a convivência de antes da desobediência, ou seja, antes do pecado.
Uma vez que o pecado entrou na vida do homem, ele nunca mais
se deu por satisfeito. O homem vive sempre à procura de seu bem estar, a
procura de alegria e essa procura não tem fim, pois, ele nunca está satisfeito, sempre quer mais um pouco, a que ele encontrou é passageira, logo se
esvai, fazendo o homem voltar a estaca zero.
O homem que começou a descer a escada da Bem-aventurança, ao
chegar nesse degrau ele é convencido de que, só será feliz quando seus pecados forem
perdoados e que só através do perdão é que sua convivência com Deus será
restabelecida.
Quando pensava em fome e sede de justiça, pude fazer uma
analogia com a fome e sede que sentimos para satisfazer nossas exigências para
continuar vivos. Assim como a fome e a sede para manter nosso corpo vivo não
obedece à nossa vontade, elas são provocadas pela necessidade de nosso corpo,
assim também a sede e fome de justiça, não surgem em nós por um simples desejo nosso, essa fome e sede são provocadas
pela necessidade de nossa alma, uma vez, que ela foi transformada pela atuação
do Espírito Santo.
Caro leitor, espero que você tenha percebido quão importante
é termos fome e sede dessa justiça, pois somente após a aplicação dela, teremos
nossos pecados perdoados e teremos nosso relacionamento, com Deus,
restabelecido.
Se você ainda não tem fome e sede de justiça, ore a Deus
nesse momento para que ele tenha misericórdia de você e produza em você fome e
sede de sua justiça.
