sábado, 17 de dezembro de 2011

Pai Nosso VIII



Ao findar essa série de comentários sobre a oração que denominamos como Pai Nosso, quero ainda fazer esse último comentário.

Quando comecei essa série, não me passava pela mente tudo que acabei por escrever. O fato é que, sinto-me extremamente feliz em ter aprendido tantas coisas com o estudo dessa oração.

Nesse último comentário, quero trazer o que Deus me possibilitou enxergar meditando sobre todos os comentários que fiz sobre a oração.

A semana em que se comemora o “dia das crianças” eu passei na fazenda. Em uma manhã, bem cedo, quando o sol ainda não tinha começado a clarear o dia, minha mente, sem que eu tivesse controle sobre ela, começou a trabalhar e foi nessa hora que me veio o que passo a escrever.

Quando o Senhor Jesus se prontificou a ensinar seus discípulos a orar, quero crer que ele tinha em mente algo muito mais importante, para eles e para nós, do que simplesmente o que as palavras, que compõem a oração, expressam.

Veja bem: quando dizemos que Deus é nosso Pai, que está nos céus e que seu nome seja santificado, não estamos dizendo só o que as palavras significam na sua etimologia.

Quando pedimos para que seu reino seja instalado em nós e que seja feita sua vontade na terra como é no céu, que nos dê o pão de cada dia e somente para aquele dia, que nossas faltas sejam perdoadas, que nos livre das tentações e do mal, não estamos pedindo só o que as palavras estão dizendo por seus simples significados.

O que estou querendo dizer é que, quando o Senhor Jesus ensinou a seus discípulos essa oração, havia muito mais do que as palavras podem expressar.

Naquela manhã pude ver, um pouco mais além, da mera letra, vi um pouco do que está nas entrelinhas da oração.

Pude ver que o orador, tem que possuir um coração transformado pela atuação do Espírito Santo, fazendo com que ele se submeta à soberania de Deus que está nos céus, reconhecendo que seu nome é santo e que sua vontade é feita no céu e na terra independente de o pedir.

Que o coração do orador viva na total dependência de Deus crendo que, não só o pão, mas que todas as suas necessidades diárias serão supridas, que o Senhor Jesus é seu pastor e nada lhe faltará.

Que o coração do orador se submeta à atuação do Espírito Santo habilitando-o a amar o próximo e perdoando-o quando este o ofender, para que possa, depois, pedir perdão para suas ofensas cometidas contra Deus.

Que o coração do orador reconheça que não tem condições de resistir à tentação, por menor que seja, e suplique a Deus que o livre delas e de todo mal.

Sim! Creio que existe muito mais do que as meras palavras dessa oração, que o conteúdo transcende a grafia das palavras.

Portanto, todas as vezes que fizermos essa oração, estejamos convictos desses ensinamentos preciosos e que Deus, que é nosso Pai, nos abençoe.

Amém.