sábado, 20 de julho de 2013

Que amor é esse?

Quero nesse artigo comentar um ponto do sermão 897 de Spurgeon, pregado na manhã de sábado de 1869. O nome do sermão é: O primeiro clamor da cruz.

Fiquei maravilhado com a introdução feita por Spugeon em seu sermão. Falando dos momentos iniciais da crucificação de nosso Senhor, ele aborda a oração em favor dos que crucificavam a Jesus.

“Pai perdoa-lhes por que não sabem o que fazem.”

Que amor é esse que faz com que o Senhor Jesus faça essa oração? Que amor é esse que faz com que o Senhor Jesus suplique ao Pai para que perdoe aqueles que acabaram de o pregar na cruz?

O Senhor Jesus havia passado por humilhações que não merecia. Começando no monte das oliveiras, sendo preso e conduzido à seu julgamento por Caifás e Pilatos, sendo trocado por um ladrão, foi forçado a carregar o madeiro no qual seria crucificado, cuspiram em sua face, zombaram dele, escarneceram de sua pessoa e por fim, foi levantado e pregado numa cruz. Suspenso na cruz pelos pregos, em suas mãos e pés, ele ora “Pai perdoa-lhes por que não sabem o que fazem”.

Quando ouvia esse sermão fiz um exercício que gosto muito de fazer, fechei os olhos, e por um instante me vi assistindo a crucificação. Vi quando os soldados preparavam a posição das mãos para que os cravos, ao serem batidos pela marreta, pudessem perfurá-la e cravar na madeira numa profundidade tal que não se soltaria com o peso do corpo de Jesus. Vi quando posicionaram o cravo em sua mão e soldado levantou a marreta e bateu com toda a força que seu braço tinha, vi que Jesus, como cordeiro, não abriu sua boca suportando a dor, vi o segundo cravo ser pregado e de igual forma, novamente Jesus não abriu a boca.

Os soldados não se deram por satisfeitos com o serviço executado nas mãos e passaram para os pés. Fiquei imaginando qual deveria ser a posição que os pés deveriam ficar para que os cravos, ao serem batidos, as pernas de Jesus não ficassem encurvadas e vi que era uma posição terrível, pois os cravos tinham que vazar os pés sem que eles estivem totalmente apoiados na madeira, conduto, os soldados não levaram isso em consideração, e pregaram de forma brutal os cravos nos pés de Jesus e mais uma vez Jesus não abriu a boca.

Vi que quando levantaram a cruz, a dor que já não era pequena ficou ainda maior, pois, agora acrescentava a dor que o peso do corpo fazia nas feridas provocadas pelos cravos.

Foi nesse momento que meus ouvidos puderam ouvir uma das mais belas orações que eles nunca mais se esqueceriam “Pai perdoa-lhes por que não sabem o que fazem”.

Fiquei a questionar comigo mesmo “que amor é esse”? Depois de tudo que esse homem passou ainda ora a favor desses que o fizeram sofrer tanto?

Nesse momento senti invadir meu coração, uma paz que não existe como explicar. Meu coração se aquietou e os meus olhos, então, puderam ver aquilo que os soldados não podiam: pude ver meu salvador assumindo meu lugar. Sim, aquele lugar na cruz, era meu, aquela dor era minha, contudo, o Senhor Jesus por me amar assumiu meu lugar naquela cruz

Ah! Caro leitor, rogo a Deus que te conduza à mesma experiência, que faça você ver naquela cruz o seu lugar ocupado por Jesus, aí você compreenderá “que amor é esse”.