...Continuação
“O pão nosso de cada dia nos dá hoje”
Aqui está uma petição muito difícil de ser feita, por todos nós, tal como ela é em sua essência.
Diz um ditado popular que “o bom julgador por si julga os outros”, portanto quando escrevo, não estou me excluindo dos comentários, mas escrevo primeiramente para mim mesmo.
Tenho muita dificuldade em viver com o pão de cada dia! Às vezes fico pensando como agiria se lá estivesse, quando da travessia do deserto pelo povo judeu, saindo do Egito para a terra prometida, recebendo de Deus o pão necessário para o dia. Acho que seria um daqueles que recolheram uma porção a mais de pão.
Quando o Senhor Jesus nos diz que devemos pedir o pão de cada dia, ele está nos ensinando muito mais do que apenas pedir pão, ele está nos ensinando que devemos viver na total dependência do Pai e não na nossa, tal qual muitos de nós vive. Agimos como se fossemos capazes de, por nós mesmos, prover nosso sustento.
O Senhor Jesus, ensinou a seus discípulos, em várias oportunidades, esse princípio. Uma delas está registrada pelo Evangelista Mateus no capítulo 6. O Senhor Jesus diz que não deveríamos viver ansiosos nem por alimento nem por vestuário. E como sempre fez, o Senhor Jesus faz uso de várias comparações para explicar seu ensino. Falando do alimento, ele diz que a vida é mais importante e não o alimento, que o corpo é mais importante e não o vestuário, que nunca faltou alimento para as aves do céu que não plantam, não colhem nem ajuntam em celeiros. Falando de vestuário ele diz que as flores do campo têm suas vestimentas dadas pelo Pai e que nem Salomão, sendo o homem mais rico do mundo nunca se vestiu como elas.
No Evangelho segundo escreveu Lucas no capítulo 12, o Senhor Jesus mostra a seus discípulos que ter mais que o pão de cada dia não nos garante vida tranqüila, pois não sabemos a hora que seremos chamados, que o ter para muitos dias não traz segurança e estabilidade, pois a qualquer momento tudo pode desaparecer, basta um fenômeno da natureza.
Ao orarmos, pedindo ao Pai para que ele nos dê o “pão de cada dia”, estamos dizendo a ele que somente dele vem o nosso sustento, que dele dependemos para nos alimentar, que não somos capazes de prover o nosso sustento pelo nosso próprio esforço.
Como podemos deixar de orar todos os dias essa oração? Será que a oração que fazemos é melhor que a que o Senhor Jesus nos ensinou? Será que a nossa é mais correta?
Veja: todo dia dependemos de alimentar nosso corpo, e de quem vem nosso alimento? É impressionante nossa atitude diante de nossas “necessidades”! Quando estamos enfrentando algum problema, oramos ao Pai a todo instante, oramos quando nos levantamos, oramos andando pela rua, oramos no trabalho, pedimos a outros para orar por nós... se houvesse jeito oraríamos até dormindo, repetimos a mesma oração várias vezes sem o menor constrangimento, porém não agimos de igual forma com a oração que o Senhor Jesus deixou de modelo para nós.
Devemos, pois orar ao Pai pedindo o “pão de cada dia”, tendo verdadeiramente no coração a real dependência do Pai para nosso sustento e estejamos certos de que ele sabe do que verdadeiramente precisamos e que ele não nos deixará faltar nada.
Continua...
6 comentários:
Maurício, Deus continue iluminando sua mente para nos trazer textos como este: leve, objetivo e com aplicação tão abençoada. Um grande abraço. Rev. Cleomines.
Relevante!
Oportuno!!
Ulisses
Rev. Cleomines e Ulisses , obrigado pelo incentivo, tenho procurado escrever artigos que penso ser de valia aos que vierem a lê-los suplicando a Deus que me use para proclamar sua Palavra que é viva e eficaz.
Abraços,
Maurício
Parabéns pelo blog e pelo seu objetivo. A semente esta sendo lançada e muitos terão oportunidade de se alimentarem dela.
Deus o abençoe.
Mauricio!! Parabens pelo assunto relevante e muito esclarecedor.Como disse o Rev.Cleomines, leve e objetivo.Q.Espirito Santo continue iluminando sua vida. Um abração.
Maurício realmente precisamos confiar mais em Deus. Dependência é tudo para crescermos com o Senhor. Parabéns pela iniciativa dos textos. abraço Adriana Heringer
Postar um comentário