sábado, 24 de maio de 2014

Bem-aventurados os que têm fome e ...




O próximo degrau a ser descido em nossa escada da vida espiritual, segundo as Bem-aventuranças, é o degrau da justiça.

Aqueles que já foram humilhados, choram ao depararem sua vida pecaminosa e então são feitos mansos a tal ponto de abandonarem o seu “eu” e este deixa de exercer prioridade em suas vidas e passam então a desejarem a justiça.

Muitos têm interpretado de modo equivocado a palavra justiça aqui usada. A palavra justiça, neste texto, não se refere à justiça dos homens e sim a uma outra justiça: Àquela que o livra de seus pecados.

Esclarecendo um pouco mais a justiça que essa Bem-aventurança se refere, devo dizer que ela  não trata apenas da justiça da cruz, mediante a qual o homem tem seus pecados perdoados, mas também da justiça que o santifica.

Para explicar melhor, temos de voltar ao Jardim do Éden, pois, foi lá que tudo começou. Quando nossos primeiros pais desobedeceram a Deus. Essa desobediência criou um abismo entre o homem e Deus, impedindo a convivência dos dois. 

A justiça, que o texto aborda, é a única capaz de restabelecer a convivência de antes da desobediência, ou seja, antes do pecado.

Uma vez que o pecado entrou na vida do homem, ele nunca mais se deu por satisfeito. O homem vive sempre à procura de seu bem estar, a procura de alegria e essa procura não tem fim, pois, ele nunca está satisfeito, sempre quer mais um pouco, a que ele encontrou é passageira, logo se esvai, fazendo o homem voltar a estaca zero.

O homem que começou a descer a escada da Bem-aventurança, ao chegar nesse degrau ele é convencido de que, só será feliz quando seus pecados forem perdoados e que só através do perdão é que sua convivência com Deus será restabelecida.

Quando pensava em fome e sede de justiça, pude fazer uma analogia com a fome e sede que sentimos para satisfazer nossas exigências para continuar vivos. Assim como a fome e a sede para manter nosso corpo vivo não obedece à nossa vontade, elas são provocadas pela necessidade de nosso corpo, assim também a sede e fome de justiça, não surgem em nós por um  simples desejo nosso, essa fome e sede são provocadas pela necessidade de nossa alma, uma vez, que ela foi transformada pela atuação do Espírito Santo.

Caro leitor, espero que você tenha percebido quão importante é termos fome e sede dessa justiça, pois somente após a aplicação dela, teremos nossos pecados perdoados e teremos nosso relacionamento, com Deus, restabelecido.

Se você ainda não tem fome e sede de justiça, ore a Deus nesse momento para que ele tenha misericórdia de você e produza em você fome e sede de sua justiça.

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