sábado, 20 de fevereiro de 2010

Presbiterianismo ou Torre de Babel?



No capítulo 11 de do livro de Gêneses, a Bíblia, registra no verso 1 que : “Ora, em toda a terra havia apenas uma linguagem e só uma maneira de falar” e nos versículos seguintes temos o relato da Torre de Babel e de como Deus agiu diante dos planos das pessoas que viviam naquela localidade.

Quero neste artigo comentar como tenho visto a igreja Presbiteriana do Brasil de nossos dias.

Antes de tudo quero dizer que existem as exceções e que dou graças a Deus por elas, porém a grande maioria delas, de presbiteriana, só tem nome.

Quando entramos em uma igreja presbiteriana para participar do culto, entramos confiados no que está escrito, lá fora, “Igreja Presbiteriana do Brasil”. Só que quando o culto começa surge em nossa mente: “Será que entrei por engano em uma igreja de outra denominação?” Ao depararmos com a forma com que o culto é celebrado não dá para sabermos a que denominação pertence a igreja na qual entramos, não sabemos se é da Universal, se é da Deus é amor, se é da Internacional da Graça de Deus e por aí vai, pois em seus cultos acontece de tudo.

O dito momento de louvor é um apêndice do e no culto, como se as outras partes do culto não fossem, também, um louvor a Deus. O dirigente manda a congregação ficar em pé para cantar e outras coisas mais...., o que geralmente dura uns 15 minutos; Coitados dos idosos, de outros que tem problemas físicos e que não podem ficar tanto tempo em pé! O gestual das pessoas demonstra uma espiritualidade a toda prova. As letras desses cânticos, em sua esmagadora maioria, são uma afronta à doutrina presbiteriana e às boas regras do nosso português. Porém, quando se cantam os hinos, as mesmas pessoas têm um comportamento completamente diferente, aí aquela participação “fervorosa” dá lugar a uma participação completamente sem aquele sentimento de “fervor” e grande parte nem canta.

Há também a turma que só canta hino, como se eles fossem a ultima palavra em música sacra. Conheço um membro de uma igreja presbiteriana que um dia me disse que ele entendia que a “hinologia”, termo usado por ele, deveria estar em mesmo pé de igualdade ou até mesmo superior à nossa Confissão de Fé de Westminster.

Devo confessar que, para meu gosto, as letras, músicas e poesia contidas nos nossos hinos são de longe muito mais inspiradoras do que das outras músicas. Confesso também que existem músicas, cantadas em nossas igrejas, que são de igual forma inspiradoras, mas para minha tristeza é a minoria delas.

Existem igrejas que possuem um “Ministério da dança”. Um grupo de moças, digo moças por não ter notícia de que os moços também fazem parte deste “ministério”, ficam lá no púlpito dançando sem que seus gestos façam qualquer ligação, do participante do culto, com o que está se cantando e principalmente com Deus; o que presumo, deveria ser esta a intenção dos seus idealizadores. Prática que a Igreja Presbiteriana já se pronunciou contrária ( vide link: http://www.executivaipb.com.br/Digesto/valida_digesto_incompleto.asp - CE-2008- Doc. 132 - CE-SC/IPB-2008 – Doc. CXXXII ) documento este que trata e condena também o uso de palmas durante os cânticos, quanto mais o bater palma para Jesus; não se assuste isso já existe em igrejas que se dizem presbiterianas

As outras partes da liturgia são elaboradas afim de levar a pessoa que está participando do “culto” a um estado emocional em que fica incapaz de raciocinar, veja que a Bíblia nos exorta, em Rom. 12:1, o contrário, e acaba por fazer aquilo que o dirigente comanda, lá de cima do púlpito, como se fosse um animador de auditório.

Os sermões por sua vez, pelo seu conteúdo e profundidade, nos dão a impressão de que o pregador não levou nem 30 minutos para prepará-lo. Se ele, o pregador, disser que gastou esse tempo ou mais, mais preocupado ficarei por ver quão despreparado está para assumir o púlpito de uma igreja. No livro, O pregador sua vida e obra, o pastor John Henry Jowett escreve a jovens pastores, recém ordenados ao ministério, dando conselhos de como devem conduzir sua vida, como pastor de almas em uma igreja. Em um de seus capítulos ele chama a atenção para o dever do pastor de não pregar um sermão antes de gastar tempo, muito tempo, lendo o que escreveu, meditando sobre o que escreveu, pesquisando vários autores, e só após ter passado por esses pontos, aí sim fazer a pregação de tal sermão.

Hoje, temos pastores de igrejas presbiterianas que incentivam seus membros, a levarem a chave de sua casa, para ser consagrada, afim de que suas casas sejam, também, consagradas, fiquem livres da atuação de satanás por que a suas chaves foram consagradas. Quando o correto seria incentivar a seus membros que se consagrem para que suas vidas sejam uma vida de testemunho da Palavra de Deus e que através do testemunho de suas vidas outras pessoas sejam salvas.

Outro artifício que tem sido usado pelos pastores em geral é o famoso “data show”. Que desastre! É sem dúvida uma ferramenta didática excelente, lógico que, quando bem usada. Os pastores e líderes que normalmente usam esse recurso, nunca fizeram um cursinho básico de informática, para não dizer em um curso de didática, que incluem em seu conteúdo, como se fazer uma apresentação no PowerPoint. Aí você não sabe se presta atenção no que o dirigente está falando ou naquele “negócio” que está sendo apresentado na tela. Estou dizendo só isso para não comentar a apresentação de alguns clipes, que alguns pastores usam, que chegam a ser uma profanação do culto e por que não dizer do templo. O uso dessa ferramenta, como vem sendo usada, tem demonstrado quão despreparados nossos pastores estão.

Aqui em Governador Valadares, um pastor que pastoreava a 1ª. Igreja Presbiteriana ouviu de um dos pastores da Assembléia de Deus que a Igreja Presbiteriana estava pegando aquilo que sua denominação estava jogando no lixo.

É lamentável o que vem acontecendo no seio da Igreja Presbiteriana do Brasil. Os nossos seminaristas, em sua grande maioria sustentados pelas igrejas das quais foram membros, passam 4 anos nos nossos seminários e ao saírem de lá se comprometem a seguir as doutrinas presbiterianas, de se sujeitarem às decisões dos concílios superiores. Só que quando assumem o pastorado de uma igreja, fazem o que bem querem, à revelia de tudo aquilo que ele se comprometeu a seguir ou seja, as doutrinas, reconhecer que elas são a fiel interpretação do texto Sagrado e quanto às decisões dos concílios superiores nem tomam conhecimento.

Aí fico a pensar: “Será que Deus está fazendo conosco o que falou que faria ao povo de Israel quando entrassem na terra prometida (Dt. 13: 1 a 4) ou será que já está acontecendo o que está profetizado em II Timóteo 4:3 ou as duas coisas juntas”?

Que Deus continue e ter misericórdia de nós, fazendo com que seu Santo Espírito nos dê o verdadeiro discernimento de sua vontade para que não abandonemos a sã doutrina e que a cada dia possamos crescer no conhecimento revelado na sua santa Palavra.

11 comentários:

Unknown disse...

Mauricio,
Que DEUS continue a lhe abençoar dando-lhe ousadia para tornar públicas estas observações que muitos de nós tambem gostariamos de fazer o mesmo , mais muitas vezes nos acovardamos.
E digo mais,muitos daqueles que demonstram uma grande "espiritualidade"no momento
que estão cantando os corinhos (ou canticos), em outros momentos de maior reverencia (leitura biblica, oração e impetração da benção) desfilam pelos corredores como se o culto ja tivesse sido encerrado.

Anônimo disse...

Quem é que pode te garantir, que o seu jeito de servir a Deus, seja o melhor, crente nota 10, um padrão acima dos fiéis? ( Parte da música de um grupo da juventude, de sua época, ou quase sua época).Quem vc pensa que é para julgar servos do Senhor, consagrados a Deus, sem manchas em seu ministério, como o pastor do qual vc fala, e que só falta vc citar o nome? Vc acha que as imagens feitas por vc no programa de natal do coral, são melhores que a do pastor da igreja? Vc não acha que tanto os seus slides como o de seu pastor tem abençoado pessoas? Sai dessa vida, meu filho!Passe a amar os seus pastores e será bem mais feliz. Cuidado com as cobranças a servos do Senhor. Você está sendo injusto e cruel.Creio que qualquer irmão de nossa igreja vê que as mensagens são estudadas, ricas, profundas. Agora; que são modernas, inteligentes, atuis, contemporâneas, isso são. Não é para qualquer um entender. Tem que ser antenado com o nosso tempo para entendê-las.Cuidado: Deus pode te cobrar isso, mesmo vc achando que está sendo sincero. Pelo que conheço de nosso pastor ele é tão Presbiteriano ou mais que você.Nunca te passou por sua cabeça que você pode estar errado na sua maneira de pensar? Cada pessoa tem o direito de servir a Deus como quer.Direito de cantar, de expressar com gestos e até de ficar sentado mexendo nos aparelhinhos eletrônicos.Nossa tão amada igreja Presbiteriana do Brasil, tem problemas muito maiores que esse e que deveria ser questões de debate de um blog como o seu. Aproveite seu blog para pregar o evangelho como no belíssimo artigo sobre o hino. Aceita aí... deixe o povo ler opiniões contrárias as suas. Bem, será que você sabe lidar com isso?

Maurício Barbosa disse...

Anônimo, nunca tive e espero não ter a pretensão de ser crente nota 10 pois sei que nunca vou chegar lá e se eu fosse me dar um nota como crente por certo seria a mínima. Se em algum lugar você leu que me considero um crente nota 10, que você e Deus me perdoem por tal disparate.

A Bíblia está cheia de textos que nos ensinam, que é pelos frutos que conhecemos a arvore. Existe uma passagem na Bíblia em que o servo de Deus, Davi, pecou e que quando foi confrontado pelo profeta Natan reconhece que errou e aí devolvo a pergunta para você: Se qualquer servo de Deus, quer pastores, quer membros, de igreja errarem, quando alguém lhes mostrar o seu erro ele deve, reconhece seu erro e pedir perdão pelo seu pecado, ou você acha que existe, hoje alguém melhor do que Davi?

Nunca tive a intenção de mandar recado a quem quer que seja através do blog, quando escrevo, não tenho nenhum nome específico em minha mente, pois os meus horizontes vão muito além da igreja da qual sou membro.

Quanto as apresentações das letras das cantatas de natal que faço não as faço com a intenção de que elas sejam melhores do a de ninguém, pelo contrário, a cada ano me preocupo em melhorá-las, afim de que as pessoas possam entender o que se está sendo cantado, ainda há muito que melhorar!

Aqui, Anônimo, creio que você entra em contradição no disse a meu respeito sobre julgamento das pessoas. Mas quero dizer a você que amo meus pastores e oro por eles todos os dias e não só por eles mas também pelos presbíteros e diáconos pedindo a Deus que os abençoe e lhes dê discernimento de Sua vontade para dirigirem nossa igreja.

Como eu já lhe disse, acima, não escrevo, aqui no blog, tendo nome algum em mente e que meus horizontes são maiores do que apenas a igreja a que freqüento.

Concordo com você e isso não é de hoje, não sei sua idade nem quem você é, se não poderia lhe fornecer vários links de igrejas presbiterianas que, sinceramente, acho que até você ficaria surpreso com o que acontece nos cultos dessas igreja.

Espero que você tenha conhecimento de como funciona um blog, pois você é uma cara antenado. Não tenho nenhum problema em que pessoas discordem do meu ponto de vista e todos os comentários que fizerem, sem ofensa a nenhuma das partes serão publicados.

Anônimo disse...

É lamentável e deprimente ter que ler isso e, ao mesmo tempo, lembrar algumas atitudes desse nosso querido diácono na igreja. Ás vezes é preciso retirar a trave que está no seu olho antes de se preocupar com o cisco no olho dos outros, meu amigo! Mas isso não vem ao caso.
Primeiramente, gostaria de me posicionar diante de algumas palavras que o senhor parece ter "vomitado" quando tentou, como vc mesmo disse, "comentar como tem visto a IPB dos nossos dias". Então, vamos por partes:
1 - ("Ao depararmos com a forma com que o culto é celebrado não dá para sabermos a que denominação pertence a igreja na qual entramos, não sabemos se é da Universal, se é da Deus é amor, se é da Internacional da Graça de Deus e por aí vai, pois em seus cultos acontece de tudo.") A forma como o culto é celebrado é, pelo visto, seu principal argumento para definir qual religião uma igreja segue. Infelizmente, uma visão muito limitada a meu ver. E mais, o senhor não fala (ou fala muito pouco) da essência, da teologia e parece ter medo quando se diz a palavra Emoção. Quando começa a enumerar algumas religiões é visível a discriminação com suas respectivas formas, essências e conteúdos. Lembre-se que a sua religião não é superior a religião dos outros e respeito é o mínino que se espera de alguém que ousa escrever publicamente sobre um assunto tão sério!
2 - ("O dito momento de louvor é um apêndice do e no culto, como se as outras partes do culto não fossem, também, um louvor a Deus. O dirigente manda a congregação ficar em pé para cantar e outras coisas mais...., o que geralmente dura uns 15 minutos") Você está confundindo as coisas um pouco, mas creio que está se referindo ao LOUVOR MUSICAL.
3 - ("Coitados dos idosos, de outros que tem problemas físicos e que não podem ficar tanto tempo em pé!") Não sei se o mesmo ocorre em outras igrejas, mas você sabe, melhor do que ninguém, que nenhuma pessoa é obrigada a fazer nada em nossa igreja, a não ser respeitar a liberdade de culto do seu irmão. E mais, não existe em GV uma igreja que respeite mais os idosos e os deficientes físicos no que diz respeito à acessibilidade e educação dos membros, sejam eles adultos ou jovens e adolescentes! Que os pastores presbiterianos (digo pela minha igreja) estão bem mais que preparados para prestar assistência aos idosos e enfermos, você não falou!
4 - ("Porém, quando se cantam os hinos, as mesmas pessoas têm um comportamento completamente diferente, aí aquela participação “fervorosa” dá lugar a uma participação completamente sem aquele sentimento de “fervor” e grande parte nem canta.") Concordo. É uma realidade triste em minha igreja.
5 - ("Há também a turma que só canta hino, como se eles fossem a ultima palavra em música sacra.") Outra realidade triste.
6 - ("Devo confessar que, para meu gosto, as letras, músicas e poesia contidas nos nossos hinos são de longe muito mais inspiradoras do que das outras músicas. Confesso também que existem músicas, cantadas em nossas igrejas, que são de igual forma inspiradoras, mas para minha tristeza é a minoria delas.") Não somente aqui, mas em outras passagens é possivel perceber que o seu GOSTO tem sido um determinante para o senhor estabelecer o CORRETO e o INCORRETO.

Anônimo disse...

7 - ("Existem igrejas que possuem um “Ministério da dança”. Um grupo de moças, digo moças por não ter notícia de que os moços também fazem parte deste “ministério”, ficam lá no púlpito dançando sem que seus gestos façam qualquer ligação, do participante do culto, com o que está se cantando e principalmente com Deus; o que presumo, deveria ser esta a intenção dos seus idealizadores.") É possível perceber seu despreparo e falta de conhecimento para falar do assunto. SIM! Os moços também fazem parte desse MINISTÉRIO (em vez de "ministério") e isso não é tão dificil de se ver. Em GV mesmo existem vários exemplos! E o senhor, mais uma vez, discrimina pessoas que trabalham com isso nas igrejas quando usa de sarcasmo ao se referir ao seu ministério.
8 - ("Os sermões por sua vez, pelo seu conteúdo e profundidade, nos dão a impressão de que o pregador não levou nem 30 minutos para prepará-lo. Se ele, o pregador, disser que gastou esse tempo ou mais, mais preocupado ficarei por ver quão despreparado está para assumir o púlpito de uma igreja. No livro, O pregador sua vida e obra, o pastor John Henry Jowett escreve a jovens pastores, recém ordenados ao ministério, dando conselhos de como devem conduzir sua vida, como pastor de almas em uma igreja. Em um de seus capítulos ele chama a atenção para o dever do pastor de não pregar um sermão antes de gastar tempo, muito tempo, lendo o que escreveu, meditando sobre o que escreveu, pesquisando vários autores, e só após ter passado por esses pontos, aí sim fazer a pregação de tal sermão.") Ainda bem que já deixou claro que seus parâmetros de julgamento vão além da igreja que frequenta, pois o senhor não teria bases, fundamentos e muito menos moral para afirmar isso dos pastores da sua igreja!
9 - ("Hoje, temos pastores de igrejas presbiterianas que incentivam seus membros, a levarem a chave de sua casa, para ser consagrada, afim de que suas casas sejam, também, consagradas, fiquem livres da atuação de satanás por que a suas chaves foram consagradas. Quando o correto seria incentivar a seus membros que se consagrem para que suas vidas sejam uma vida de testemunho da Palavra de Deus e que através do testemunho de suas vidas outras pessoas sejam salvas.") Concordo. Mais uma triste realidade!
10 - ("Outro artifício que tem sido usado pelos pastores em geral é o famoso “data show”. Que desastre! É sem dúvida uma ferramenta didática excelente, lógico que, quando bem usada. Os pastores e líderes que normalmente usam esse recurso, nunca fizeram um cursinho básico de informática, para não dizer em um curso de didática, que incluem em seu conteúdo, como se fazer uma apresentação no PowerPoint. Aí você não sabe se presta atenção no que o dirigente está falando ou naquele “negócio” que está sendo apresentado na tela. Estou dizendo só isso para não comentar a apresentação de alguns clipes, que alguns pastores usam, que chegam a ser uma profanação do culto e por que não dizer do templo. O uso dessa ferramenta, como vem sendo usada, tem demonstrado quão despreparados nossos pastores estão.") Até onde sei, você não é a melhor pessoa para tratar desse assunto.
11 - ("Que Deus continue e ter misericórdia de nós, fazendo com que seu Santo Espírito nos dê o verdadeiro discernimento de sua vontade para que não abandonemos a sã doutrina e que a cada dia possamos crescer no conhecimento revelado na sua santa Palavra.") AMÉM! Pode falar Amém no seu blog? Rsrs...
Abraços e fique com Deus!

Maurício Barbosa disse...

Parece que , você, “Anônimo”, sabe quem sou eu e que freqüenta a mesma igreja que eu. Primeiro devo dizer-lhe que ninguém é obrigado a ler o que, eu por minha livre e espontânea vontade, escrevo, declarando no que creio. Essas declarações são frutos de meus estudos na Palavra de Deus e de minhas pesquisas, lendo o que outras pessoas escrevem, pessoas como Agostinho, Calvino, Spurgeon, C-S-Lewis, John Stott, Heber Campos, Augustos Nicodemos, e outros servos de Deus.
Depois de ler seu comentário, fiquei pensando se deveria acreditar na expressão “querido diácono” !

Sobre seu comentário tenho a dizer:

Seu primeiro ponto - Quanto a esse ponto de seu comentário, quero dizer que a forma de se cultuar a Deus, é de suma importância. Se não o fosse, o próprio Deus não teria nos deixado muito bem explicito em Sua Palavra a forma de cultuá-lo, coisa que o leitor parece desconhecer.
Se, seguir essas orientações contidas na Bíblia lhe parece uma é limitação não posso fazer nada, a não ser lhe pedir que, estude um pouco mais, pesquisando, lendo autores, sérios, pelo menos como os que citei acima, não fique engolindo todo o que ouve sem estudar seriamente. É a própria Bíblia que nos exorta que assim afaçamos ( At.17:11) . Quanto à essência, teologia e conteúdo eu já o disse no texto.

Seu segundo ponto - Quanto ao nome, deste período, para mim não faz diferença, pode ser que você quiser dar LOUVOR MUSICAL.

Seu terceiro ponto - Creio, “Anônimo”, que aqui você faz uma discriminação de sua igreja em relação às outras dizendo que sua igreja é melhor que as outras, coisa que você me condenou em item anterior o que me dá o direito de concluir que estamos em mesmo pé de igualdade.

Seu sexto ponto - Nesse ponto, “Anônimo”, não disse que meu gosto é o correto ou que o gosto de outras pessoas seja o incorreto apenas mencionei o meu gosto.

Seu sétimo ponto - Quanto a esse ponto creio que não cabe, nem a minha nem a sua opinião. Se somos membros de uma igreja e essa igreja tem normas norteando o assunto, o que nos cabe é tão só mente acatá-las. O que me leva crer que você não teve o cuidado de ir ao link, por mim, colocado no texto para se informar o que a sua igreja diz a respeito do tema.

CONTINUA...

Maurício Barbosa disse...

...CONTINUAÇÃO

Seu oitavo ponto - “Anônimo”, Como eu já disse, anteriormente, eu estudo e pesquiso outros autores e quando escrevo, faço uso daquilo que tenho aprendido. Quero ainda voltar, lá no primeiro ponto de minha resposta ao seu comentário, vou repetir o que disse a você: “ parece que você me conhece” . Eu coloquei a palavra “parece” porque de minha moral penso que não deveríamos tratar aqui, por dois motivos. O primeiro: O Senhor Jesus nos orienta que, quando um irmão pecar, o irmão que sabe desse pecado deve procurá-lo e ir conversar com ele mostrando lhe o pecado que cometeu, lembra de como Natã fez com Davi, pois é, fazer daquela maneira, coisa que você ainda não fez.
Segundo: Você tem o dever de fazer uma denuncia ao conselho da igreja, pois isso que você coloca aqui é coisa muito séria, dizer que um diácono não tem moral ou seja é mal caráter, pois é isso que se entende, hoje em dia, quando dizemos que uma pessoa não tem uma boa moral.

Seus décimo ponto – Me desculpe, mas sou obrigado a insistir em dizer o que disse no começo: “você parece me conhecer” . “Anônimo” realmente eu não sou a melhor pessoa para tratar do assunto e nem tenho essa pretensão. Porem penso que posso tecer algum comentário a respeito, tendo em vista que quando cursei licenciatura em física uma das disciplinas do curso era uma de nome “didática”, não sei se você sabe o que essa disciplina ensina. Essa disciplina tem por objetivo fazer com que o professor saiba como usar os materiais didáticos disponíveis, assim como o “data show”. Volto a dizer sei que não sou nem de longe a melhor pessoa para tratar do assunto mas sei que não sou a pior e sei muito bem o que disse no texto.

Seus décimo primeiro ponto - Se é que você o diz com temor e tremor diante de Deus assim como eu, você não só pode como deve dizer AMEM.

Os outros pontos em que você concorda comigo devo supor que você “vomita” (termo seu) junto comigo.

Anônimo disse...

Mauricio!!!!! Esse anonimo é no mínimo muito "covarde"!!! É muito fácil pra ele, te atacar de forma "bruta"..sem ter de se identificar. Ele afirma de modo veemente, q.vc.ñ tem nenhum conhecimento de causa, e, aponta o dedo pra vc.em riste!! Entendo eu, q.vc.tem todo o direito, após minuciosa reflexão, EXPRESSAR A SUA OPINIÃO, com o propósito de alertar. Se assim ñ fizermos, estaríamos "concordando" com situações anti-bíblicas. Em assim sendo..QUEM CALA CONSENTE!! Outra coisa:...Vc.alerta, com o próposito de "melhorar"!! Com certeza vc.está aberto para dialogar em cima das suas colocações, já q.afirma ñ ser dono da "verdade"!!!! E na verdade, nem vc, nem"ele", nem eu e nem ninguem detém toda a verdade. Mas entendo, q.as suas colocações, tem o propósito de mostrar bíblicamente, o q.seria melhor para a IPB, q.procura ser uma igreja Bíblica e tbm contemporanea. Muito pior seria, atentarmos para situações anti-bíblicas e SIMPLESMENTE CALARMOS!!Com certeza vc.já previo q.situações como esta poderia acontecer! E, com certeza ñ será situações como esta q.vai lhe tirar o animo!!! Ñ DESANIME E, SIGA EM FRENTE....DEUS TE ABENÇOE SEMPRE!! Um abração.

Braços, Uriel

Unknown disse...

Concordo com o Uriel. Na medida em que lia pensava por que uma pessoa que parece ter tanta coragem não se identifica. Será que tem tanta segurança do que está dizendo? Divar Jr.

Eliseu Filho disse...

Lendo todo este "debate", relembro os tempos em que frequentava a 1ª IPB e as discussões eram acirradas em relação ao que era ou não apropriado para a prática do Louvor (que parece ser o ponto de maior discordância em todo o artigo). Infelizmente, por omissão dos pastores da época, chegaram a estipular dois períodos de louvor, porque não havia concordância entre o grupo de jovens e adolescentes e os membros mais experientes da igreja quanto ao tipo de musica ou ritmo usar no louvor a Deus.
Os jovens passaram a chegar meia hora mais cedo na igreja para se reunir e louvar a Deus “da maneira deles”. Curiosamente, em muitas ocasiões, o tal momento de “louvor jovem” era feito com cânticos agradáveis, suaves, de letra inspiradora, que tinham algum significado, mas quando o pastor resolvia abrir um espaço no culto para os jovens, parecia que a idéia destes era sempre afrontar aos mais conservadores, pois este era o momento de “botar pra quebrar”. Ou seja, não importava mais o que era ou não apropriado, a “guerra” era para ver quem “mandava” na igreja.
Continua...

Eliseu Filho disse...

Continuação...
Lembro-me de um destes cultos em que o baterista teve de ir para casa trocar a camisa e depois retornar à igreja, tamanho foi o seu “empenho” no uso do instrumento naquele momento de louvor no meio da liturgia de culto.
Em nome de uma falsa harmonia entre os irmãos, a liderança se calava, e a guerra fria continuava. Vejo aquela omissão, aquela fuga à responsabilidade, não só dos pastores mas de todas as autoridades da igreja, como uma das razões pelas quais hoje passamos por "debates" como este que desvirtuam completamente o contexto do artigo.
Na minha opinião, alguns (muitos) dos meus companheiros de UPA/UMP nunca aceitaram a igreja como ela é (ou como deveria ser), e o gosto pelas atividades seculares os impelia a procuras justificativas para trazer tais atividades para dentro da igreja. Daí surgiram os louvorzões, os shows gospel, os blocos de carnaval evangélico, enfim, as atividades mundanas "santificadas" sob o pretexto de não assustar os que eram do mundo e trazê-los a conhecer a Palavra de Deus.
Deus nos SEPAROU do mundo para sermos a igreja. Não há lugar para corações mornos. Ou se é frio ou quente. A igreja tem o papel de ser diferente, tradicional, fiel ao que a Palavra de Deus determina. As pessoas têm de buscar a igreja como um local de encontro com Deus, um local de comunhão, um local que lhe traga paz ao coração. Se for para encontrar na igreja o mesmo ambiente que se encontra no mundo... para quê mudar? Porque se “prender” a um grupo que aparenta desenvolver atividades semelhantes às praticadas “lá fora” porém com uma série de “proibições”???
Daquele grupo saíram pastores... na época questionei a legitimidade do “chamado” que alguns afirmavam ter recebido de Deus, uma vez que suas ações continuavam divergindo do que seria uma vida de consagração. Fui advertido por parentes, amigos e até mesmo alguns líderes, sob a alegação de que não se podia questionar tal coisa. O resultado? “Pastores” envergonhando o evangelho, dando oportunidade ao diabo para agir através de seu péssimo testemunho.
E comentários como os que li acima só confirmam que, infelizmente, a verdade continua sendo distorcida em prol de um “bem-estar” pessoal.
Ministério de Dança? Porque não chamamos um grupo circense e colocamos aquele pessoal fazendo revoluções naquelas colunas de tecido? Acredito que atrairiam um “público maior”.
Datashow com clipes de músicas seculares? Quem estamos promovendo em nosso culto? Deus ou o Diabo?
Show Gospel? Os cantores e as cantores “evangélicas” têm o objetivo de disseminar a palavra de Deus cantada ou o seu talento, a qualidade de sua voz, ou o seu lindo rostinho? Porque as capas de CD (DVD) tem de mostrar o cantor? Isso deveria ser proibido pelas igrejas! Porque não se limitam a mostrar paisagens, maravilhas que DEUS fez para nós?
Que tal incluirmos shows pirotécnicos?
Convenhamos... onde estão os cultos nas praças? Onde estão as crianças e jovens distribuindo folhetos e convidando as pessoas para o culto? Onde estão os estudos bíblicos? A essência se perdeu há muito tempo. Só se pensa no eu.
É muito fácil se esconder no anonimato e continuar criticando a quem se dispõe a discutir os problemas. Porque não encarar o assunto e encontrar embasamento bíblico para responder às questões? Ou será que já se sabe que, buscando embasamento bíblico a causa é perdida?
Em julho de 1993, participei de um acampamento da UPA e o tema era baseado em Josué 24:15 (“Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR”)
Concluindo, concordo em gênero, número e grau com o autor. Na minha opinião, a educação e o bom senso do autor fizeram com que o artigo ficasse até muito “leve” em relação ao que precisa ser dito. Nossa igreja está passando por um momento (extenso, diga-se de passagem) vergonhoso.
Eliseu Filho