Gosto muito de fazer um exercício de me colocar na cena do
episódio e peço que você faça isso junto comigo agora.
Jesus sempre teve ao seu redor muita gente, devido à sua
fama de curar as pessoas e nós fazíamos parte dessa comitiva, que é tomada de
surpresa com o aparecimento daqueles homens, fazendo com que toda a comitiva
parasse sem saber o que fazer. Quando chegaram a uma certa distância, eles
gritaram:” Jesus, Mestre, compadece-te de nós!”
Nesta hora ficamos olhando para eles e para Jesus sem saber
o que poderia acontecer. Vamos parar um pouquinho a cena e já retornaremos a
ela a seguir.
Será que é engano meu ou isso tem acontecido com muita
frequência nas igrejas espalhadas pelo mundo afora?
Os líderes religiosos, em determinado momento da celebração,
começam a chamar as pessoas que estão enfrentando alguma dificuldade e até
parece uma estratégia, começam a nominar essas dificuldades: problema familiar,
problema com a saúde e tantas quantas for preciso para sensibilizar a plateia
para irem até eles, com o objetivo de suplicarem a Deus a solução para suas
dificuldades.
Vamos voltar à cena que estávamos “presenciando”. Sem deixar
que alguém tomasse qualquer atitude hostil, Jesus imediatamente dá uma ordem a
eles: “Ide e mostrai-vos aos sacerdotes”. Se apresentar ao sacerdote era uma
exigência legal e religiosa para o povo judeu, pois ele é que daria a sentença
se de fato o enfermo estava curado ou não. Vimos aqueles homens se virando e
indo a toda pressa para se apresentarem ao sacerdote. Eles nem mesmo se olharam
para conferir se estavam de fato curados, nem mesmo falaram um muito obrigado.
Eis que um deles em determinado momento se olha e reconhece
que fora curado, pára e volta até Jesus dando glórias a Deus pela cura de sua
enfermidade. Nesse momento somos tomados de surpresa com as perguntas de Jesus:
“Não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove? Não houve, porventura,
quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro?
Voltemos aos dias atuais. Em qual grupo de pessoas você
parece estar? Com os nove ou com aquele que voltou? Outra coisa que me incomoda
é que nas igrejas, salvo alguma exceção, não encontramos espaço para “esse estrangeiro”,
não há espaço para agradecermos a Deus a cura de nossa enfermidade, seja ela de
que natureza for.
Caro leitor, pare e olhe para você, assim como eu também
preciso fazer, mas não veja só sua “lepra” aparente, veja a que está interna e
que só você e Deus sabem que existe, vá até Jesus, ele, só ele, é quem pode te
curar e volte dando glórias a Deus pela sua cura.
Pode até parecer fácil agradecer a Deus quando somos alvo de
sua maravilhosa bondade, entretanto só um voltou.
3 comentários:
Uma reflexão que devemos ter no dia a dia. Gratidão é um bálsamo para quem tem e quem recebe.
Jesus é o mesmo ontem, hoje e eternamente
Continua curando a alma ferida e cansada
Ir a Ele é o caminho
Gratidão é um dom a ser exercido, e também pode ser aprendida.
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