domingo, 19 de maio de 2019

A brevidade da vida



Salmos, capítulo 90: 10 Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos.

Hoje, dia 05 de maio 2019, acabo de vir do culto fúnebre de minha cunhada Lilia, irmã de minha esposa. Reputo hoje um dia muito especial em minha vida e pretendo explicar porque.

Aprouve a Deus que várias coisas acontecessem no decorrer dos dias antecedentes ao de hoje. Tivemos, na semana atrasada, um feriado em que muitos viajaram e não foi possível termos a divisão em salas na Escola Dominical, como todo domingo. Por isso, tivemos um estudo em conjunto no templo. No domingo passado, tivemos eleição de oficiais e, novamente, não tivemos as classes em separado e no dia de hoje voltamos à normalidade.

Eu já estava com o estudo da lição preparado há duas semanas e, quando fui repassá-lo, modifiquei toda a estrutura de tal forma, que aquilo que eu tinha colocado para terminar eu coloquei para começar, sem saber que minha cunhada iria falecer.

O título da lição era: “Refugiados começando a vida”

O material que eu havia preparado tinha como objetivo nos levar a refletir sobre nossa peregrinação aqui na terra e a morte da minha cunhada veio enfatizar e servir de fechamento para o estudo. Mal sabia eu que Deus ainda me falaria através da morte de minha cunhada. Ao chegar, em casa, após o ofício fúnebre, minha mente começou a refletir sobre a brevidade da vida.

Pela primeira vez eu pude entender, mesmo que um pouco, o que o salmista diz no verso acima. Nossa vida é um sopro que logo desaparece.

Logo em seguida, um outro versículo me veio a mente: 1ºCor. 15:19 Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.

Ao meditar nesse versículo, não tive outra escolha a não ser concordar com o Apostolo: Sim, se nossa esperança se limita a essa vida, somos tremendamente infelizes, pois, quando morremos tudo acaba, tudo deixa de existir; então completei meu pensamento: “minha vida não pode acabar no cemitério, não faz sentido viver aqui na terra, por um período, e depois acabar tudo”.

Sim, após o cemitério continua, após o cemitério é que vem o melhor, o cemitério não é o ponto final de nossa peregrinação, o cemitério não é o fim, é meio pelo qual eu tenho que passar para entrar novamente no Paraíso, lá Deus me espera, é lá que vou viver para sempre com meu Salvador.   

Um comentário:

Leonardo Barbosa disse...

Seria ótimo se nossa cultura cristã nos ensinasse a pensar assim quando tudo está bem! Que nós no lembremos sempre, mesmo nos melhores momentos desta vida, que o céu é infinitamente melhor!