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- por isso mesmo, vós, reunindo toda a
vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o
conhecimento;
Dando continuidade ao estudo, chegamos à última frase do
versículo que nos diz para associar “com a virtude, o conhecimento.”
Quando leio, gosto de pensar no que o autor tinha em mente
quando escreveu, fazendo assim, consigo vislumbrar um pouco mais do que a mera
letra me apresenta.
Fazendo esse exercício pude ver que o conhecimento associado
à virtude não pode ser um mero conhecimento, um conhecimento que se adquire no
decurso da vida, não, não pode ser esse, uma vez que até agora vimos que devemos
ser diligentes e virtuosos, então, como associar um conhecimento que não esteja
à altura de nossa diligência e de nossa virtude?
Ouvi há algum tempo uma parábola que nos ajudar a entender
que tipo de conhecimento devemos ter para associar à nossa diligência e à nossa
virtude: Certo sábio ouviu de um de seus discípulos que ele queria ter um
conhecimento como seu senhor demonstrava ter. Então o sábio pegando a cabeça,
desse seu discípulo, mergulho-a em barril de água até que o seu discípulo se
debatesse por falta de ar. O sábio fez isso por duas ou três vezes sem que o
discípulo entendesse o que estava acontecendo. Foi então que o discípulo logo
perguntou se o sábio estava querendo matá-lo ou que respondeu: “Se te
empenhares para obter conhecimento tanto quanto querias respirar hás de
encontra-lo”.
Bom, já vimos que tipo de conhecimento devemos ter para
associá-lo à nossa diligência e virtude, precisamos, agora, saber conhecimento
de que?
Não pode ser outro conhecimento que não seja o da palavra de
Deus. Temos então outra pergunta a responder: Quanto de
conhecimento da palavra de Deus temos e com que intensidade o temos procurado?
Essa é uma pergunta muito constrangedora para a maioria das
pessoas uma vez que elas não têm lido a palavra de Deus. Às vezes fico pensando
como é possível alguém dizer que é cristão sem se interessar pela leitura da
palavra de Deus! Isso é como dizer que conhece alguém sem conviver com ele,
entretanto a grande maioria das pessoas comete esse equivoco.
Quanto tempo por dia você dispõe para a leitura da palavra
de Deus?
Toda corrente é tão forte quanto ao seu elo mais fraco.
Quão forte é o elo “conhecimento” em sua corrente?
Um comentário:
Querido Maurício, entendo que a união da virtude com o conhecimento resulta em algo que é um atributo comunicável de Deus: a sabedoria, que segundo Berkhof, é o atributo por meio do qual Deus produz os melhores resultados possível com os melhores meios possíveis, ou seja, a perfeição divina pela qual Ele aplica seu conhecimento para obtenção de seus fins de forma que ele seja mais glorificado.A sabedoria é como a flor do conhecimento, e o conhecimento é a raiz da sabedoria. Me parece que o conhecimento é a capacidade que temos de perceber e apreender as coisas em torno de nós. Já a sabedoria é a aplicação deste conhecimento. O conhecimento é inato ao homem, em princípio, todos tem. A sabedoria, segundo Tiago, devemos pedir ao Senhor. Há muitas pessoas com inteligência notável, mas não são pessoas sábias, e tomam decisões que acabam prejudicando elas mesmas e pessoas à sua volta. Assim, entendo que o conhecimento virtuoso, é aquele representado pela sabedoria, o que de forma alguma contraria o que você disse, mas entendo que o complementa. Forte Abraço. Josué Francisco
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