sábado, 19 de outubro de 2013

Que amor é esse?

Quero nesse artigo comentar um ponto do sermão 897 de Spurgeon, pregado na manhã de sábado de 1869. O nome do sermão é: O primeiro clamor da cruz.

Fiquei maravilhado com a introdução feita por Spugeon em seu sermão. Falando dos momentos iniciais da crucificação de nosso Senhor, ele aborda a oração em favor dos que crucificavam a Jesus.

“Pai perdoa-lhes por que não sabem o que fazem.”

Que amor é esse que fez com que o Senhor Jesus fizesse essa oração? Que amor é esse que fez com que o Senhor Jesus suplicasse ao Pai para que perdoasse aqueles que acabaram de  pregá-lo na cruz?

O Senhor Jesus havia passado por humilhações que não merecia. Começando no monte das oliveiras, sendo preso e conduzido ao seu julgamento por Caifás e Pilatos, sendo trocado por um ladrão, foi forçado a carregar o madeiro no qual seria crucificado, cuspiram em sua face, zombaram dele, escarneceram de sua pessoa e por fim, foi levantado e pregado numa cruz. Suspenso na cruz, pelos pregos em suas mãos e pés, ele ora “Pai perdoa-lhes por que não sabem o que fazem”.

Quando ouvia esse sermão fiz um exercício que gosto muito de fazer, fechei os olhos, por um instante e me vi assistindo a crucificação. Vi quando os soldados preparavam a posição das mãos para que os cravos, ao serem batidos pela marreta, pudessem perfurá-la e cravar na madeira numa profundidade tal que não se soltaria com o peso do corpo de Jesus. Vi quando posicionaram o cravo em sua mão e o soldado levantou a marreta e bateu com toda a força de seu braço, vi que Jesus, como cordeiro, não abriu sua boca suportando toda aquela dor, vi o segundo cravo ser pregado e de igual forma, novamente Jesus não abriu a boca.

Os soldados não se deram por satisfeitos com o serviço executado nas mãos e passaram para os pés. Fiquei imaginando, naquela hora, qual deveria ser a posição que os pés deveriam ficar para que os cravos, ao serem batidos, as pernas de Jesus não ficassem encurvadas e vi que era uma posição terrível, pois os cravos tinham que vazar os pés sem que eles estivem totalmente apoiados na madeira, contudo, os soldados não levaram isso em consideração, e pregaram, de forma brutal, os cravos nos pés, e mais uma vez, Jesus não abriu a boca.

Vi que quando levantaram a cruz, a dor que já não era pequena ficou ainda maior, pois, agora acrescentava a dor que o peso do corpo fazia nas feridas provocadas pelos cravos.

Foi nesse momento que meus ouvidos puderam ouvir uma das mais belas orações que eles nunca mais se esqueceriam “Pai perdoa-lhes por que não sabem o que fazem”.

Fiquei a questionar comigo mesmo “que amor é esse”? Depois de tudo que esse homem passou ainda ora a favor desses que o fizeram sofrer tanto?

Nesse momento senti invadir meu coração, uma paz que não existe como explicar. Meu coração se aquietou e os meus olhos, então, puderam ver aquilo que os soldados não podiam: pude ver meu Salvador assumindo meu lugar. Sim, aquele lugar na cruz, era meu, aquela dor era minha, contudo, o Senhor Jesus por me amar assumiu meu lugar naquela cruz.

Ah! Caro leitor, rogo a Deus que te conduza à mesma experiência, que faça você ver naquela cruz o seu lugar ocupado por Jesus, aí você compreenderá “que amor é esse”.


3 comentários:

folton disse...

Parabéns Maaurício. Outro texto bom. Que Deus continue a te abençoar.

Ab
Fôlton

PS - Não daria para você ativar a lista de seguidores?

Ulisses disse...

Mauricio

Ante esse fato, e esse exemplo do Mestre, deslumbra ainda mais lembrar de Romanos 5.8...

Abraço

Ulisses

urieljose-ol@hotmail.com disse...

Meu amigo e irmão Mauricio.... A mensagem da CRUZ, está bem "esquecida" em nossos dias. Descobriram que o "povão" gosta mesmo de ouvir mensagens que atendem seus próprios interesses. Por isso, sua mensagem é muito pertinente,e, com certeza atingirá os objetivos! O Espirito Santo, moverá os corações daqueles que lerem esta bela mensagem. Um abração...Uriel.