
Existe uma inquietação aqui dentro de mim, que aos poucos vai desaparecendo à medida que Deus, em sua infinita misericórdia, vai me esclarecendo. Essa inquietação já foi motivo de algumas conversas que tive com o Rev. Fôlton. O fato é que eu fico, preocupado, intrigado, abismado e não sei mais o que, com o crescimento dessas igrejas que mercadejam a Palavra de Deus.
Nesses últimos dias, estava lendo no livro de Mateus capítulo 13 a partir do verso 24
quando o Senhor Jesus, para explicar o reino dos céus aos seus apóstolos, conta uma parábola em que o campo de plantio de trigo foi contaminado por sementes de joio.
O fato é que, não sei por que, fiquei com essa parábola “zunindo” na minha mente por um bom período de dias. Isso se deu até que em uma madrugada acordei e minha mente trouxe novamente essa parábola aos meus pensamentos. Esse momento foi como descobrir a ponta da linha de um novelo a qual prontamente comecei a puxá-la. Meus pensamentos, creio que orientados por Deus, me fizeram entender um pouco mais essa questão que me incomoda bastante.
O que, então, pude aprender nessa madrugada?
Isso pode parecer óbvio para muitos, contudo, creio ainda haver pessoas que, como eu, ainda precisam entender alguns ensinamentos contido nessa parábola.
Na parábola, o dono do campo é o Senhor Jesus e os que são dele são as sementes de trigo, as sementes de joio são os filhos de Satanás. Até aí não tem novidade! A novidade apareceu quando pensei como agricultor. Como agricultor, pude ver de um ângulo diferente o que está contido nessa parábola.
Quando vou à loja comprar sementes para plantar, compro sementes certificadas, selecionadas, de alto grau de pureza e que plantadas germinam, crescem formando a lavoura. Hoje, em nosso mundo tecnológico, temos herbicidas seletivos que aplicados corretamente matam toda e qualquer planta menos a que originalmente plantamos e esperamos fazer uma boa colheita.
Porque usamos herbicidas, ou como antigamente capinávamos as ervas invasoras? A intenção é diminuir a competição pelo adubo colocado no solo. O adubo colocado no solo deve ser absorvido apenas pelas plantas originadas das sementes que plantamos e não pelas outras.
Pensando a respeito da semente pude raciocinar na seguinte direção: Quando compro semente de milho e a planto, ao nascer, ela não se transforma em outra planta, ela nasce, cresce e produz milho, também de igual modo a semente da erva daninha nasce, cresce e produz erva daninha, ela não se transforma em milho nem o milho em erva daninha, portanto, não corremos o risco de plantar milho e colhermos outra coisa.
Quando o Senhor Jesus planta uma semente de “trigo” e o Diabo uma semente de “joio”, até a colheita não tem como a semente de trigo virar joio e nem a semente de joio virar trigo, cada “agricultor” vai colher o fruto de seu plantio, não existe a possibilidade de um “agricultor” colher o que o outro plantou, ou seja,o Diabo vai colher o que plantou e o Senhor Jesus, também, vai colher o que plantou. Louvado seja o Senhor Jesus!
Pude aprender ainda mais nessa madrugada. O Senhor Jesus não faz uso de herbicida e nem capina a erva daninha, veja que no texto bíblico ele diz que os trabalhadores do proprietário da lavoura ao depararem com o nascimento da erva daninha eles quiseram arrancá-las mas foram impedidos pelo proprietário.
Dando continuidade a meus pensamentos de agricultor fiz uma espécie de empatia com a semente de trigo plantada e que perto dela nasceram sementes de erva daninha, e dando asas a meus pensamentos fiquei imaginando a concorrência por alimentos entre as duas plantas, o receio que deve ter surgido no trigo de ser cortado junto com joio, de ser confundido com joio na hora da colheita e ser largado para traz.
Mas louvado seja o Senhor Jesus dono da plantação, meu espírito sossegou quando percebi que assim como acontece na natureza a concorrência entre a planta do trigo e do joio, por nutrientes do solo assim também deve acontecer na vida diária. Essa concorrência são os embates, as vicissitudes da vida, porém não existe a menor possibilidade de ser cortado junto com o joio e nem, na hora da colheita, ser colhido por outro agricultor ou de ser deixado para traz.
Tendo, em mente, o exemplo dado pelo Senhor Jesus, pergunto a você: que planta você é, trigo ou joio? Quem te plantou? Quem irá colhê-lo?
Se você ainda não sabe, ore a Deus nesse momento suplicando a ele para que você seja uma das sementes plantada por ele. Pois eu escrevi esse artigo pensando em você.
Um comentário:
Mauricio!! Confesso que também me incomoda esta situação de "Evangelho Financeiro"!Essas igrejas estão cheias de "ovelhas", a procura desta "benção". Esses "pregadores", nunca exortam sobre o pecado, e nunca dizem que o Cristão passa por provações. O fóco é sempre as bençãos materiais, que produz um enorme ibope, e em consequencia, gera dízimo e ofertas. Gostaria, se for possível, que voce explorasse com mais frequencia esse assunto. ESTAMOS NO MEIO DO JOIO, PORÉM NÃO PODEMOS NOS CALAR! Um abraço>Uriel.
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