
Durante o carnaval nossas igrejas promovem retiros espirituais. Neste ano, a Igreja Presbiteriana da Ilha dos Araújos trouxe o Rev. Ageu, diretor do Seminário Presbiteriano JMC ( José Manoel da Conceição ). A última reunião foi feita no templo devido à grande quantidade de chuva, impossibilitando a permanência no local onde ocorria o retiro. Minha filha, que é membro dessa igreja, me chamou para ir a essa última reunião, pois ela havia gostado do Rev. Ageu, e eu aceitei. Não foi o estudo feito pelo pregador que me chamou a atenção e sim uma frase dita não pelo Rev. Ageu, e sim pelo pastor da igreja, Rev. Fôlton, quando no final da reunião nos convidou para fazermos a oração que o Senhor Jesus nos ensinou. Desse dia em diante fiz o propósito de fazê-la todos os dias.
Como nós seres humanos somos levados a agir sempre aos extremos, nós evangélicos deixamos de falar sobre Maria, a mãe do Senhor Jesus, por causa da santificação que a Igreja Católica atribuiu a ela e de igual forma deixamos de lado essa maravilhosa oração, que o Senhor Jesus nos ensinou, por causa da aparência de reza e não oração.
Quando oramos dizemos: Pai nosso que estás nos céus.
O Senhor Jesus começa a oração nos ensinando que devemos nos relacionar com Deus, o chamando de Pai. Por que chamá-lo de Pai? Encontramos a resposta no Evangelho de João capítulo 1 versículos 12 e 13, onde o Apostolo afirma que todo aquele que recebe a Jesus em seu coração, Deus o transforma em seu filho e isso não pela vontade do homem mas única e exclusivamente pela vontade de Deus.
É interessante a didática do Senhor Jesus fazendo uso de uma palavra, que nos é conhecida pela própria experiência de vida, para nos ensinar como nos relacionar com Deus. Quando o Senhor Jesus nos diz que devemos chamar Deus de Pai, Ele está dizendo, que devemos ter um relacionamento paterno-filial tal qual descrito em sua Santa Palavra
Portanto, ao dizermos a primeira palavra da oração, Pai, estamos expressando uma verdade de valor incalculável para nós.
Quando pronunciamos “que estás nos céus” devemos ter a consciência de que não temos um pai qualquer, de que não somos uma “produção independente” como já acontece freqüentemente hoje em dia. Quando pronunciamos “que estás nos céus”, estamos dizendo que nosso Pai é Deus e que sua morada é o céu e, como somos filhos também nós, um dia, vamos para essa morada.
No Evangelho escrito pelo Apóstolo João no capítulo 14 versículo 2 o próprio Senhor Jesus é quem nos diz que no céu, lugar da habitação do Pai, há muitas moradas e que lá também é lugar da nossa morada, pois Ele ia nos preparar lugar.
Que grande bênção é, pois orarmos dizendo “Pai nosso que estás nos céus”.
Devo admitir que os motivos que tem sido apresentados para que não façamos com freqüência essa oração estão equivocados e que precisam urgentemente ser abandonados por nós.
Continua.....
Um comentário:
Mauricio! Vc.tem razão. Extremos é muito perigoso e, pode nos levar ao radicalismo. Acredito que já existe radicalismo nas IPBs, quanto ao ato de orar o "PAI NOSSO", assim como os outros tópicos citados por voce nesta mensagem, já fazem muito tempo! Como voce ainda vai dar continuidade ao assunto, espero que a sua abordagem seja avaliada por aqueles que podem reverter o quadro. Q.O ESPIRITO SANTO CONTINUE TE ILUMINANDO. Uriel.
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