terça-feira, 27 de outubro de 2009

O Misticismo dos "Evangélicos"


O povo de Deus desde o inicio de sua história sempre trouxe para seu meio costumes dos povos pagãos, costumes que Deus sempre deixou bem claro, ao povo, que Ele abominava tais costumes. Deus, através de seus profetas, ordenava a Seu povo que se mantivesse puro, observasse aos seus ensinamentos e neles vivessem. Porém o povo não se mantinha como Deus queria e por várias vezes desobedecia, copiando os costumes dos povos vizinhos como, por exemplo, Saul consultando a médiun de En-Dor ( I Samuel 28: 1 a 25)

Hoje em dia presenciamos atos, praticados pelo chamado povo de Deus, que não diferem, em sua essência, dos que eram, também, praticados, no começo pelo povo de Israel, e que entristecia profundamente a Deus.

O primeiro costume que quero considerar é o costume que alguns lideres de igrejas, que constantemente são chamadas de evangélicas, têm de exorcizar fieis, os quais se dizem possuídos pelo diabo e suas hostes ou que se sentem prejudicados, sofrendo algum mal que julguem ter sido, também, o diabo o seu causador.
Fazem um corredor, começando desde a porta e se estende pelo interior do templo. Nesse corredor é colocado sal grosso para que os fieis passem por cima dele. No fim desse corredor sempre existe um arco que, quando os fieis passam por ele o diabo e suas hostes deixam os seus corpos (dos fiéis) ou cessam de prejudicá-los.
O sal na Bíblia é usado para diversas funções como: no castigo da mulher de Ló ( Gn.19:26 ), como tempero ( Ex. 30:35 ), como purificador ( IIRs.2:21 ) e algumas outras funções mas não encontramos em todo o texto sagrado uma única vez em que o sal foi usado para exorcizar ou desfazer o que o diabo e suas hostes fizeram a quem quer que seja. Sabemos que esse costume é largamente usado por outras seitas que não têm Deus, o Todo Poderoso, como seu único Deus e Sua palavra como única regra de fé e prática. Portanto esse costume não é e nunca foi uma ordem de Deus para que Seu povo praticasse.

O segundo costume que quero considerar é o de vestir-se de branco (não sou contra roupa branca) nas igrejas, porém o farei em duas partes:
A – Hoje assistimos pela TV alguns apresentadores de programas “evangélicos” se vestindo de branco, calça, camisa, cinto, sapato, tudo branco..... . O nome, desses programas, é algo parecido com “A hora do Descarrego”. Nesses programas são apresentadas seções de exorcismo, em que o apresentador diz estar expulsando, de forma espetacular, o diabo ou algum de seus aliados, de alguma pessoa que está presente no culto, fazem até entrevista com a entidade que está sendo expulsa.
Até bem pouco tempo atrás, esse ritual era comum aos terreiros de macumba ou cousa semelhante, que ofereciam seus serviços a quem os contratasse, para desfazer a obra do mal. Lá seus dirigentes se vestem assim, todo de branco, o que nunca tinha acontecido no seio das igrejas, porém os que assim se vestem, fora do contexto do centro de macumba, estão copiando o que é próprio desses centros e não da Bíblia como era de se esperar .
B – Há membros de igreja que vestem de branco quando vão a um culto de passagem de ano. Esse costume é próprio daqueles que, também, fazem parte de alguma seita não evangélica e que na noite de 31 de dezembro vão à praia para fazerem oferendas a Iemanjá e outras entidades nas quais acreditam e a elas prestam cultos.

Os próximos costumes que quero considerar são mais sutis, porém tão perniciosos e maléficos à fé das pessoas que os praticam, quanto os anteriores.

O terceiro costume que quero considerar é que no seio das igrejas evangélicas há membros que acreditam que fazendo jejum podem mudar, acreditem, a vontade de Deus.
Uma pessoa ouviu de uma dirigente, em uma das reuniões de oração da SAF, da Igreja que sou membro, a seguinte orientação: “Se você fizer jejum pode mudar a vontade de Deus”.
O jejum é uma prática usada para fazer com que a pessoa, que o pratique, melhore sua comunhão com Deus e nunca com a intenção de fazer Deus mudar sua vontade. A Bíblia nos ensina no livro de Romanos 12:2, que a vontade de Deus é boa, agradável e perfeita, em Filipenses 2:13 nos diz que Deus é que efetua em nós tanto o querer quanto o realizar segundo sua boa vontade, em I Tessalonicense 5:18 que, “Em tudo dai graças, porque esta é vontade de Deus”, em I João 5:14 diz “E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo sua vontade, ele nos ouve”, em Efésios 5;17 diz “Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor”.
Não creio que essas pessoas, pelo menos por um instante, pararam para fazer a seguinte pergunta a elas mesmas: Será que minha vontade é melhor que a vontade de Deus para minha vida?

Ainda, neste mesmo ponto, quero considerar uma variável desse costume que é de um membro, de igreja, se abster de uma coisa que ele gosta, com a intenção de sensibilizar a Deus, para que tenha seu pedido atendido. Note que, a pessoa que pratica tal ato está dizendo a Deus que ela é merecedora da dádiva que ela está a suplicar, uma vez que está fazendo um sacrifício, se abstendo de algo que para ela é relevante, que o sacrifício de se abster de algo, vale a “benção” solicitada a Deus. A Bíblia nos ensina que tudo o que fazemos está contaminado pelo pecado, sendo assim, como Deus receberia um sacrifício de quem quer que seja, uma vez que esse sacrifício estaria contaminado pelo pecado? Se o meu sacrifício pudesse sensibilizar a Deus a ponto d’Ele me conceder a benção que peço, por analogia, meu sacrifício, também, serviria para eu alcançar minha salvação, o que julgo ser uma afronta a Deus e zombar do sacrifício de Cristo na cruz.

O quarto costume que quero considerar é o de existirem pessoas que, na hora da impetração da benção, pelo pastor da igreja, erguerem suas mãos, na altura da cintura, dobrando seus braços com as palmas das mãos vidas para cima, assim como alguém recebe algo. Tive a curiosidade de perguntar a uma pessoa com que objetivo ela se posiciona daquela maneira e para minha surpresa a resposta foi: “É para receber a benção que o pastor está ministrando”. Fui para casa, quase sem acreditar no que tinha ouvido, me fiz varias vezes a pergunta: Será que meus ouvidos realmente ouviram de forma correta ou estava enganado? Os dias se passaram, eu com aquela resposta me incomodando conversei com presbítero, de minha Igreja, sobre o assunto. Foi aí que me veio a idéia de escrever algo sobre as superstições que estão entrando no seio da igreja. Sobre o ato de se posicionar para receber a benção eu não vou expor, de forma direta, meu pensamento, mas deixarei algumas perguntas que acredito serem pertinentes:
1 – Será que eu preciso me posicionar desta maneira para receber bênçãos?
2 – Se a resposta for sim, à pergunta anterior, como ficam os que assim não se posicionam? Sem receber bênçãos?
3 – Em que parte da Bíblia alguém encontrou instrução para agir deste modo?
4 – Se de fato a posição correta para se receber benção é essa, porque a Bíblia não nos ensina a esse respeito?

O quinto costume que quero considerar é bem freqüente no meio evangélico. É o deixar a Bíblia aberta em um de seus livros no interior das casas. Dizem, os que assim procedem, que deixando a Bíblia aberta, no interior de suas casas, satanás e suas hostes não têm poder para entrar em suas casas. Que falta de conhecimento bíblico! A Bíblia, livro, papel impresso, não tem poder algum permanecendo fechado ou aberto seja lá onde for. Lemos na Bíblia que poder da palavra de Deus é capaz de dividir alma e espírito, juntas e medulas (Hb.4:12), é capaz, também, de transformar a vida do pecador. Porém, esse poder, só é manifestado, se e somente se, a Bíblia for lida e Deus, por sua misericórdia, abrir o entendimento, de quem estiver lendo ou ouvindo a sua leitura (Rm.10:17). Esse uso místico da Bíblia, de deixá-la aberta em algum lugar, é transformá-la em peça de amuleto como os supersticiosos fazem quando colocam uma ferradura pendurada dentro de casa, colocam uma planta para espantar mau-olhado ou um trevo de quatro folhas na carteira para dar sorte.

O último costume que quero considerar está entrando no seio da igreja através de seus pastores.
Há pastores que quando vão fazer uma oração suplicando a Deus que atenda às necessidades das pessoas participantes do culto, ele convida a todos quantos estão passando por dificuldades, de qualquer natureza, para se dirigem à frente, perto do púlpito, a fim de demonstrarem, a Deus, que elas de fato, estão preocupadas e interessadas, em resolver seus problemas, suas dificuldades. A Bíblia nos ensina e até nos exorta, que devemos ter a pratica de orar, em secreto no nosso quarto e também orar uns pelos outros. Mas mostrar a Deus que estamos realmente interessados em que Ele resolva os problemas é inaceitável biblicamente. Não existe sequer um verso, no texto sagrado que nos dê uma, mesmo que pequena, chance de interpretarmos dessa maneira, afim de que tenhamos esse tipo de comportamento.

Precisamos, urgentemente, desenvolver o bom costume de estudar a Bíblia. Não podemos aceitar como verdade tudo aquilo que os pastores ou lideres das igrejas estão falando de púlpito. Precisamos fazer como os crentes de Beréia Atos 17:11: “Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim”; só assim manteremos nossos corações nos verdadeiros caminhos do Senhor.

Que Deus nos ajude a discernir o que Ele nos ensina em sua Santa Palavra.

2 comentários:

.:: Carol ::. disse...

Ei Maurício! Li todo este artigo e cheguei até a rir (pra não chorar) em alguns momentos, porque é mesmo a mais pura verdade que isso acontece. Fiquei me perguntando: as pessoas que recebem a bênção do pastor com as mãos pra cima, não vieram de igreja católica? Lá é assim. Me lembro uma vez que um primo meu, converteu ao evangelismo e ninguém havia explicado pra ele que nós não faziamos o sinal da cruz ao passar em frente à uma igreja. Ele, "crente", fez isso e eu achei muito engraçado. Tem pessoas que não sabem onde procurar essas respostas, acreditam em tudo o que dizem pra elas e quando procuram o fazem com pessoas "erradas". Que Deus tenha misericórdia de mim, pra que eu não cometa nem estes, nem outros erros destes. Bjo pra vc, saudades.

Uriel José Oliveira disse...

Meu amigo/irmão Mauricio. Todas as suas considerações, foram pertinentes. Muitas "igrejas", tem até apoiado seus membros, para assim comportarem. E esse "apoio" acaba induzindo aqueles crentes desavisados e fracos na fé,a se comportarem misticamente(prática dos que estão no Mundo). Eu estou me lembrando de mais uma "mística" que também acontece nas igrejas evangélicas:..Crentes q.deixam de ir ao Culto, porque naquela noite ñ estará pregando o Pastor ungido, da sua preferencia!! Q.DEUS continue de abençoando nesta sua empreitada, q.com certeza dará muitos frutos. Um abraço.